Saturday, November 13, 2010
Especialistas garantem que participação do Brasil no mercado agrícola mundial será de 10% em 2015
Agronegócio colhe os frutos da política externa do governo Lula
noticias :: Por Editor em 13/11/2010 :: imprimir pdf enviar celular
Projeções de especialistas em comércio exterior garantem que a participação brasileira no mercado agrícola mundial será de 10% em 2015. Isso representará um salto expressivo no desempenho das exportações do agronegócio do país, que esse ano deverão chegar a US$ 74 bilhões. Em 2009, com vendas de US$ US$ 64 bilhões, o Brasil respondeu por quase 6% das exportações mundiais do setor.
O crescimento projetado para a participação do agronegócio brasileiro no mercado agrícola mundial é resultado da estratégia do comércio exterior brasileiro adotada pelo governo do presidente Lula, que manteve os parceiros tradicionais e buscou novos mercados. Novos parceiros que, além de contribuirem para o aumento da receita das exportações do país, reduziram a dependência das nossas vendas externas às importações americanas e da comunidade européia.
ESTRATÉGIA
Os números mostram que essa estratégia foi acertada. Um exemplo disso é que hoje a China é o maior importador da cadeia produtiva do agronegócio brasileiro, deixando para trás os Estados Unidos e a União Europeia (UE). Também na Ásia, paises como a Coréia do Sul e a Índia aumentam a cada ano suas compras de produtos agrícolas daqui.
Nessa linha, os 22 países árabes, considerados hoje parceiros fundamentais para o comércio exterior brasileiro, já são o quarto maior destino das exportações nacionais do setor.
CRESCIMENTO
Para se ter uma idéia do crescimento das exportações do agronegócio brasileiro para aquela região do mundo, vale lembrar que, nos últimos dez anos, as vendas externas para os árabes cresceram 612%. De US$ 964 milhões para US$ 6,85 bilhões em 2009, quando a participação dos árabes na pauta de exportações do setor foi de 10,5%.
Os dados da balança comercial do agronegócio, divulgados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), confirmam que as vendas externas para os árabes vêm registrando um crescimento contínuo e expressivo. Por bloco econômico, de janeiro a outubro deste ano, o Oriente Médio foi o terceiro maior importador do setor, respondendo por 9,3% das vendas externas do setor.
RANKING
Segundo o Ministério da Agricultura, também de janeiro a outubro deste ano, três países árabes ficaram entre as 20 nações que mais importaram produtos do agronegócio brasileiro. Juntos, Arábia Saudita, Egito e Emirados Árabes Unidos compraram do Brasil US$ 3,64 bilhões, o equivalente a 5,7% das exportações do agronegócio brasileiro.
SUPERÁVIT
Os números da balança comercial mostram que, de janeiro a outubro de 2010, as exportações do agronegócio brasileiro para mais 200 países totalizaram US$ 63,989 bilhões. Isso representou um crescimento de 16,6% em relação ao valor exportado no mesmo período de 2009. As importações também apresentaram variação positiva (35,2%), totalizando US$ 10,746 bilhões. O saldo comercial do agronegócio aumentou de US$ 46,944 bilhões para US$ 53,243 bilhões.
FONTE
Agência de Notícias Brasil-Árabe
Joel Santos Guimarães - Jornalista
Links referenciados
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
www.agricultura.gov.br
Agência de Notícias Brasil-Árabe
anba.achanoticias.com.br
Emirados Árabes Unidos
pt.wikipedia.org/wiki/Emirados_Árabes_U
nidos
Joel Santos Guimarães
joel.guimaraes@anba.com.br
Arábia Saudita
pt.wikipedia.org/wiki/Arábia_Saudita
União Europeia
europa.eu/index_pt.htm
Oriente Médio
pt.wikipedia.org/wiki/Médio_Oriente
Egito
pt.wikipedia.org/wiki/Egito
Ásia
pt.wikipedia.org/wiki/Ásia
Friday, November 12, 2010
Who Owns Organic
whoowns
The latest update of major corporate ownership and involvement in the organic food sector is now out. The chart graphically focuses on the organic brands with ties to the top 25 food processors in North America. You can view a full-size version of the latest chart by clicking here.
Dr. Phil Howard, an Assistant Professor at Michigan State, is responsible for the creation and updating of the organic food business chart. He teaches in the University’s Community, Agriculture, Recreation and Resource Studies program.
Dr. Howard has now created a new graphically animated version of consolidation occurring in the organic food sector between 1995 and 2007. You can view this by clicking on this link:
http://www.msu.edu/~howardp/OrganicIndustry.mov
Dr. Howard’s first organic food sector chart, from 2002 (the date the USDA’s organic standards were implemented), offers an interesting comparison of the dramatic changes that have taken place with organics over the past 4 years. You can view the 2002 organic food sector chart by clicking here.
Two other revealing presentations of organic business have also been prepared by Dr. Howard. These are a chart of major independent organic companies and a chart of private label organic brands, including supermarket chains, specialty chains and distributors.
All of the charts are in a pdf format and may take a few moments to load, depending on your connection speed.
Dr. Howard has other interesting information on the structure of the organic industry at his site.
Tuesday, November 09, 2010
Reporter Eco - Espécies exóticas invasores ameaçam as Unidades de Conservação da biodiversidade brasileira.
Fonte: http://www2.tvcultura.com.br/reportereco/materia.asp?materiaid=299
Assista ao vídeo
Formato WindowsMedia
Búfalos asselvajados ameaçam a Reserva Biológica do Guaporé, em Rondônia.
Gramíneas africanas invasoras propagam ainda mais o fogo no Parque Nacional das Emas, em Goiás. Já somam mais de 600 registro de invasões biológicas em unidades de conservaçao no Brasil. Os dados parciais são do Instituto Hórus,que participa do Levantamento Nacional de espécies exóticas invasoras.
Entrevista com Rafael Zenni - pesquisador Horus TNC-
"O objetivo de uma Unidade de Conservação é a preservação da biodiversidade e uma das principais ameaças das espécies exóticas invasoras é justamente e a diminuição da biodiversidade e até a extinção de espécies. É totalmente incompatível a existência de espécies exóticas em Unidades de Conservação.Existe uma preocupação dos técnicos que trabalham em Unidades de Conservação com relação à existência de espécies exóticas invasoras mas ainda não há nenhum critério técnico para se fazer o manejo e a remoção dessas espécies."
O Parque Estadual de Vila Velha é uma das poucas Unidades de Consevação do Brasil com ações concretas para remover espécies exóticas invasoras. A experiência começou em 2002 e mostra como é difícil recuperar uma área contaminada pelas invasoras.
O parque fica no Paraná, a pouco mais de uma hora da capital Curitiba.
Entrevista com João Batista Campos coordenador Plano de Manejo IAP- " O parque estadual de Vila Velha foi criado objetivamente para proteger o patrimônio geológico de reconhecida importância nacional e internacional, também com o objetivo de conservação da biodiversidade. Aqui nós temos formação de campos, capões, de matas de araucária e essa formações do arenito de ponta grossa que é reconhecido mundialmente como um patrimônio natural importante na formação geológica do desenvolvimento da Terra."
Entre as invasoras mais agressivas estão o pinus e o eucalipto que já estavam aqui antes da área se tornar uma unidade de conservação. O projeto piloto de erradicação das duas espécies não funcionou como se esperava...
As sementes de pinus que ficaram no solo ou foram disseminadas pelo vento também rebrotaram. A maior ameaça, entre os animais, é do javali. Uma espécie de porco do mato europeu que foi levada para a Argentina e atravessou a fronteira espalhando-se por terras brasileiras.
Ainda não existem estudos sobre os impactos do javali na fauna nativa, mas já se considera a possibilidade da caça como meio de controle da espécie invasora.Entre as causas das invasões biológicas está o desconhecimento da população ao lidar com espécies exóticas que podem ir parar em ambientes naturais e unidades de conservação, trazendo
impactos imprevisíveis.
Em outubro, acontece, em Brasília, o Seminário Nacional de espécies exóticas invasoras. A expectativa é que sejam anunciadas medidas concretas por parte do governo federal para, pelo menos, minimizar o problema.
Autor:
Pauta e Reportagem: Maria Zulmria de Souza. Imagens: Adilson de Paula. Operador de Áudio. Sebastião Avelino. Pesquisa: Eliana Moraes. Edição de Texto: Valesca Canabarros Dios.Edição de Imagens: Hélio Marques e José Cláudio Manso. Produtor Executivo:Maurício Gonçalves. Editora-Chefe :Vera Diegoli.
Monday, November 08, 2010
Travel to the new agricultural frontier in Colombia: the high plains
Colombian Altillanura
The potential is huge with products such as pineapple, corn and soybeans.
There are six million hectares between Meta and Vichada and large pantry would be the new country.
A vast plain that begins in Puerto López (Meta) and extends for about six million hectares are emerging as the new agricultural frontier of Colombia.
And some experts believe that in the near future will ensure food security, self-sufficiency for the food industry and the generation of bioenergy in the country.
As a territory level and easily machinable, the high plain, as it is called, “is already attracting national and foreign investors interested in developing large-scale industrial projects.
The first steps to turn these thousands of hectares of soil salinity and heavy acid and aluminum in fertile land began to show 40 years ago.
The urgency of good pasture for livestock feed to improve forced to accelerate scientific research.
It was then that experts Colombian Agricultural Institute (ICA) and the International Center for Tropical Agriculture (CIAT) started Carimagua a series of experiments with grasses for the tropics.
After a decade of work did develop decumbes Brachiaria, a grass that allowed not only to increase the charge per acre from one to six animals but also helps improve the soil.
With African grasses
This ‘miracle’ was achieved by evaluating hundreds of varieties of grasses, mostly from Africa but especially with the implementation of corrective to the land, said Jaime Triana Restrepo, regional director of CORPOICA.
Were eliminated lime acidity and high levels of aluminum, which made it unfeasible any planting, due to its high toxicity.
But these soils poor in organic matter and low in phosphorus, were also enriched with gypsum and rock phosphate.
This was coupled with a proper crop rotation. “So we constructed soils,” Triana says proudly.
Thanks to this, today, vast sheets look like giant ‘sea’ green where large quantities of corn, soybeans, rice and grass on a large scale.
“The ICA is focused on the science and pastures, CORPOICA worked in soybean, maize and minimum tillage and zero tillage and this led to the preparation of appropriate systems that allowed us to land, no more earthworks and gave way to incorporation of biomass in the soil, “says Triana.
Thus, the story that the plain was only produced landscapes left behind.
The private sector was quick to get involved and provided technology, especially Brazil.
And thanks to this process now, in a part of the altillanaura metense says Samuel Caicedo, researcher CORPOICA, there is a fertile, well formed, with all indicators of phosphorus nutrition and databases that enable better crop response.
For example, in Puerto Lopez corn can be found with a productivity of 5 to 6 tons per hectare, where five years ago to barely reached 3, and each half is cultivated soybean and upland rice.
Already, foreign investment
Today, between Puerto Lopez and Puerto Gaitan over 100,000 hectares of land changed. In many of these abundant crops of corn, soybeans, rubber, sugarcane, forestry (pine, teak, eucalyptus), upland rice and palm and investment projects there are at least 37,000 hectares for planting.
“What this shows is that the alliance of the productive sector and science and technology can transform barren and unproductive land in fertile soil,” says Triana.
The most striking transformation of the high plain, says researcher Caicedo, crops are sugar cane and rubber, due to its great development, but also others such as soy and corn, which although intended for feeding pigs and poultry aim to obtain meat for human consumption.
And the green revolution is just beginning, because the experts involved say they still lack much knowledge on what other crops could be taken in this region. Although the Vichada still everything to do.
The enormous potential of the high plain, which has been seen by a handful of Colombian investors to exploit some 50,000 hectares today, also because investors are taking advantage of Argentina, Bolivia, Brazil and the United States, which along with nationals now working in the ‘ construction ‘of more land in this vast area of the country.
‘The Plantation’, a success story
At mile 93 of the way Puerto López-Puerto Gaitán, the look is lost in a ‘sea’ of soybeans and corn.
A small sign, not more than 50 cm by 50 cm, identified with the name of ‘The Plantation’ an industrial complex of five farms totaling 32,000 hectares.
Born seven years ago by the hand of 28 Colombian industrial dreamed of having a farm self-sufficient in corn and soybean production, in order to feed pigs and to supply the domestic market.
And now ‘The Plantation’ raises more than 400,000 hogs per year, as lean meat is described by connoisseurs as it is delicious and highly nutritious.
Only this complex now has 5,200 sows and design stage is the most modern refrigerator for pigs in South America, whose investment is estimated at $ 25 million, including slaughter plants, cutting, sausage and flour from the by-products . And in the near future hopes to develop lines of poultry and livestock.
‘Only powerful’: a critical look
Bribery Eudoro Álvarez, professor at the Universidad de los Llanos and former candidate for governor of Meta, believes that this ambitious project is the problem that leaves out small farmers.
“They are not able to invest in the recovery of land or wait for their productivity and / or recovery. This is for those who have much money,” he said.
He adds that these ‘powerful’ not only won the appreciation of the earth-hectare cost 500,000 dollars today is worth 3 million, but had access to government subsidies.
The ‘bio’ booming
Today, the department of Meta is the largest palm oil producer, with 120,000 hectares planted, and the region is projected as the most important for the production of biodiesel from the palm and jatropha, and fuel alcohol (ethanol ) from sugar cane, cassava and sweet sorghum. The governor of Meta signed an agreement with Brazil to pursue this issue.
In addition, Ecopetrol and its subsidiary Bioenergy S. A. planning to build a plant to produce ethanol from sugar cane, which is planned to plant 12,000 hectares of cane between Puerto Lopez and Puerto Gaitan.
Source : El Tiempo
Tags: "is already attracting national and foreign investors interested in developing large-scale industrial projects. The first steps to turn these thousands of hectares of soil salinity and heavy acid and , As a territory level and easily machinable, as it is called, the high plain, Travel to the new agricultural frontier in Colombia: the high plains
Aux armes, citoyens. Morte ao javali
às 13:10 \ França
Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/de-paris/franca/morte-ao-javali/
“No porco tudo é bom e o seu primo javali não faz exceção”, diz provérbio rural na França. Nos últimos vinte anos, enquanto a expressão popular continuou migrando do campo para as cidades, a população dos suínos selvagens quintuplicou de tamanho. Problema. Os javalis franceses causaram 20.000 acidentes automobilísticos em 2009 contra 17.000, no ano anterior. As varas tornaram-se responsáveis por 75% dos danos no cultivo agrícola, bem mais que as pragas tradicionais e o humor da inconstante meteorologia. E não só. A carne saborosa do javali — o melhor anunciante é as aventuras em quadrinhos de Asterix e o guloso Obelix — aumentou os riscos sanitários. Isso porque o bicho devora quase tudo, inclusive animais em decomposição.
Pela primeira vez na história, o Ministério da Ecologia formulou um plano nacional de controle dos javalis. Ele preconiza, sobretudo, o mapeamento da fauna e promoção da caça intensiva respeitando a distância de 150 metros das zonas habitadas, mas o tempo todo. Ou seja, até fora dos períodos de caça. Nas cidades, a missão é estritamente reservada aos policiais e bombeiros — ainda que nenhum javali tenha sido visto flanando na avenida Champs-Élysées, em Paris, as incursões nos vilarejos do interior da França é frequente. Em 2008, estima-se que 700 mil javalis foram abatidos.
Acidentes com animais selvagens nas estradas francesas sempre fizeram parte do cotidiano dos motoristas — 180 por dia, em média. Doravante, como medida preventiva para evitar a “degradação alarmante da situação”, o governo decidiu estabelecer uma franquia de 500 euros para quem colidir com bicho. No fundo, a medida serve para forçar os deslocamentos dentro do limite de velocidade e aliviar as companhias de seguro que no ano passado pagaram 31 milhões de euros em indenizações — a estimativa para este ano é de 40 milhões.
Os especialistas, no entanto, sugerem que, no caso de cruzar com um javali na estrada, é mais prudente não tentar desviar-se do animal. Os dados indicam que atropelar o porco selvagem causa menos mortes entre motoristas e passageiros. Na França, em certa medida, contribui também para a campanha nacional. A vida vale bem mais que 500 euros e um guisado de javali com tagliatelle e foie gras, nem um décimo nos bons restaurantes.
Por Antonio Ribeiro
Wednesday, November 03, 2010
Tuesday, November 02, 2010
Sacrifício de Javali deve ser feito nos próximos dias no Vale do IvinhemaSacrifício de Javali deve ser feito nos próximos dias no Vale do Ivinhema
| fonte: http://www.acritica.net/index.php?conteudo=Noticias&id=25221 | ||
| Terça, 02 de Novembro de 2010 - 07:08 | ||
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O Homem faz parte da natureza
Fonte: http://www.sidneyrezende.com/noticia/@-6598
O movimento ecológico brasileiro gerou um circo de ilusões, alimentado por algumas das ONGs mais despreparadas do planeta.
Há mais de vinte e cinco anos acompanho o que se convencionou chamar de "movimento ecológico", isto porque sempre me interessei pela natureza: flora, fauna, ecossistemas etc, e também pelas relações do ser humano com todos estes elementos.
Ao longo de todos esses anos, muita coisa mudou, inclusive minhas opiniões (o que é absolutamente natural, pois tudo que é estático conduz a um imobilismo altamente prejudicial tanto do ponto de vista intelectual quanto das ações práticas). No entanto, nem todas as mudanças implicam necessariamente em progresso, muito pelo contrário, algumas representam retrocessos draconianos e infelizmente é esta a constatação mais dolorosa: no Brasil a "questão ecológica" não produziu resultados animadores, houve, sobretudo, um significativo crescimento dos pseudoecologistas, dos ambientalistas sentimentalóides, daqueles a quem se convencionou chamar, pejorativamente, "ecologeiros", do veganismo (através dos adeptos das idéias do filósofo Peter Singer) e confundiu-se conservação da fauna com proteção aos animais (nada contra as associações de proteção aos animais, mas isto nada tem a ver com o verdadeiro conservacionismo). E o pior de tudo, inventaram uma distinção entre natureza e humanidade, pensamento este absolutamente incorreto e que conduz a conclusões totalmente deturpadas, gerando políticas e ações (inclusive governamentais) que não contribuem em nada para uma efetiva e duradoura conservação da natureza.
Para ser claro, o movimento ecológico brasileiro gerou um verdadeiro circo de ilusões, alimentado por algumas das ONGs mais despreparadas do planeta ou adeptas de filosofias equivocadas quanto aos direitos dos animais e pelos meios de comunicação de massa, igualmente despreparados ou muito mal assessorados, tudo baseado em "filosofias" e princípios éticos supostamente de elevadas aspirações morais e dignos de uma condição humana superior, mas que de fato jogam no lixo todas as verdades científicas que estão na origem das legítimas preocupações com a conservação da natureza selvagem, além de constituírem apenas visões e interesses diversos (pessoais ou institucionais), que não representam de modo algum uma moral superior e nem mesmo um avanço nas relações do homem com a natureza, sendo apenas um festival de estereótipos maniqueístas que não têm contribuído em nada para o progresso das verdadeiras questões ecológicas.
Exemplos deste autêntico FEBEAPÁ ecológico (Festival de Besteiras que Assola o País - título de um livro de Stanislaw Ponte Preta) temos aos montes, seria até impossível listá-los todos (salvo se estivéssemos dispostos a publicar calhamaços de mais de mil páginas). Mas seria desapontador não citar pelo menos alguns. Então, vamos a eles: o verbo caçar foi estigmatizado, juntamente com o substantivo caçador, imputando-se a eles uma conotação pejorativa sem qualquer embasamento científico ou mesmo moral, a um ponto que beira o ridículo quando se substituem as expressões "pesca à baleia" e "caça submarina" por "caça à baleia" e "pesca submarina", ou seja, usam a palavra caça quando querem dar um sentido negativo a um ato e usam a palavra pesca porque a consideram menos "antiecológica". É simplesmente um absurdo, pois no final das contas pescar nada mais é do que caçar um ser aquático e, além do mais, não há nada de errado, seja do ponto de vista ecológico, seja do aspecto moral, com relação à atividade da caça em si, pois ela é apenas a coleta de um recurso natural renovável, que se devidamente regulamentada e praticada dentro dos limites suportáveis pelo ecossistema é tão legítima quanto qualquer outra atividade extrativista. É realmente ridículo ouvir pessoas afirmando que a caça é uma atividade "moralmente inaceitável" e que ao mesmo tempo aceitam ou praticam a pesca. É o caso de se perguntar se o peixe é menos animal que a ave ou o mamífero...
Na verdade o que pretendo mostrar é que não é por esse caminho que construiremos uma política realmente eficaz de conservação da vida selvagem. É primordial admitir quais as verdadeiras causas da devastação, ao invés de inventar "culpados" que servem apenas como bodes expiatórios. É preciso parar com o maniqueísmo que aponta "homens malvados" que caçam, queimam, etc, etc e achar que nós somos os "mocinhos", os heróis que lutam contra esses "bandidos". Absolutamente. A realidade é outra: os bandidos, se é que se pode chamar assim, somos nós mesmos, cidadãos urbanos, consumidores ávidos e frenéticos de tudo que para ser produzido destrói a natureza, polui o ambiente e provoca a extinção das espécies: toneladas de papel, bilhões de quilowatts de energia elétrica, bilhões de litros de petróleo, toneladas de alimentos, tecidos, etc, etc, etc... Tudo isso, para ser produzido, devasta os ecossistemas nativos e toda essa devastação só se concretiza por que nós consumimos os produtos dela resultantes. Essa é a única verdade.
Não há bandidos a serem vencidos e sim hábitos de consumo e estilos de vida a serem repensados e modificados. O que ocorre, na verdade, é que realmente não precisamos "voltar para as cavernas" ou viver como índios para conservar a vida selvagem, tampouco necessitamos abrir mão de progressos tecnológicos. No entanto, o dito desenvolvimento sustentável, só é realmente possível fora de um sistema econômico baseado no consumismo desenfreado como principal meta. Mas não podemos deixar de admitir que vivemos em uma sociedade economicamente dirigida e isso é um fato e uma realidade com a qual temos que lidar de forma pragmática, sem utopias e ilusões pueris. Muitas pessoas podem questionar tudo o que foi dito acima, utilizando um verdadeiro arsenal de argumentos econômicos, políticos, sociais, históricos, filosóficos, éticos, mas eu afirmo que por mais que falem, não são capazes de provar com fatos incontestáveis que possam conservar a vida selvagem, mantendo uma sociedade de consumo desenfreado como é a nossa, bem como é virtualmente impossível preservar a natureza sem que ela forneça alguma lucratividade, portanto os argumentos dos que defendem estas duas posições extremadas (conservação sem abrir mão do crescimento ininterrupto neoliberal e preservação total sem que haja qualquer interferência humana na natureza) não são válidos, nem, muito menos científicos, pois não podem ser comprovados. E até um ou outro exemplo que eles possam citar como argumento de que tal paradoxo deu certo em algum lugar do planeta, se você examinar com cuidado, caro leitor, encontrará contradições, meias verdades, ocultação parcial dos fatos e até mesmo algumas mentiras deslavadas.
Portanto, em uma sociedade como a nossa, só ocorrerá conservação da natureza (fauna e flora) de forma duradoura, se for agregado algum valor econômico às espécies animais e vegetais, de modo que surja o interesse real em conservá-las e até mesmo expandir seus estoques populacionais, de maneira que proporcionem renda, empregos e melhoria da qualidade de vida das pessoas envolvidas no processo (mas com mecanismos de controle que impeçam a exploração excessiva e promovam o uso racional dos recursos, diferente do que propõe o neoliberalismo econômico), sejam essas pessoas fazendeiros, moradores de regiões onde estes recursos poderão ser explorados ou empresas especializadas. Aí sim teremos um real aproveitamento sustentável dos recursos naturais renováveis.
Para finalizar, é preciso que se esclareça, por motivo de justiça e para que todos saibam o que lhes tem sido ocultado pelos meios de comunicação, pelas ONGs, pelos órgãos governamentais e por muitos políticos, que o movimento de conservação da vida selvagem e a criação dos primeiros Parques Nacionais do mundo foram obra de... caçadores, não caçadores arrependidos, como poderiam pensar alguns, mas sim caçadores que notaram a devastação causada pelo avanço da sociedade de consumo sobre os ecossistemas naturais. Mesmo que muitos não consigam entender, ninguém ama mais a natureza selvagem do que os caçadores... você não precisa caçar se não gosta desta atividade, assim como não é obrigado a pescar se a pesca não te dá prazer, mas precisa admitir que amar de verdade a natureza não é apenas ficar olhando para ela e pensar "oh! Como é bonita", isto é amor platônico. É preciso interagir com ela, senti-la em toda a sua plenitude e isso inclui extrair dela alimento, abrigo, remédios... sem devastar, em quantidades suportáveis pelo ecossistema e é esse amor verdadeiro que o caçador põe em prática, como quem colhe uma fruta e a saboreia sem destruir a árvore que a produziu.
Também é necessário esclarecer que a caça amadora, ou esportiva e mesmo a caça profissional devidamente regulamentada, assim como a pesca controlada, jamais colocou qualquer espécie animal ou ecossistema em risco de extinção. Esse fato é praticamente desconhecido da opinião pública, pois os meios de comunicação insistem em relacionar o desaparecimento de certas espécies animais com a prática da caça. Na verdade, as espécies que foram objeto de uma intensa predação humana e correram risco de desaparecimento não foram objeto de caça esportiva e sim de um mercado consumidor urbano e os agentes dessa devastação não são propriamente caçadores e sim gente sem opção de renda, que matam animais ou colhem ervas ou mineram em garimpos para satisfazer uma demanda por determinados produtos. E essa demanda é urbana. Portanto, não são caçadores e sim coletores de qualquer produto que lhes propicie um mínimo de renda para sobreviver. Ainda, assim a caça comercial pode ser viável, desde que haja regras cuidadosamente elaboradas e devidamente respeitadas, a exemplo da pesca comercial.
O homem faz parte da natureza, por isso interage com ela, interfere e sofre as interferências dela. Nada é mais natural do que isso e não é diferente do que ocorre com outras espécies. A ética proposta pelos vegans, pelos membros da Frente de Libertação Animal, pelo Peta e por alguns filósofos (Peter Singer, Tom Regan, etc) não passa de uma questão sentimentalóide e não contribui de fato para a efetiva conservação da natureza. Ser vegetariano não vai frear a destruição dos ecossistemas e comer carne não provoca o aumento dessa destruição. Precisamos viver mais intimamente a vida selvagem, interagindo de verdade com ela, ao invés de a apreciarmos somente pela televisão, revistas ou através de rápidas visitas de turismo ecológico... enquanto entupimos o ambiente e a nós mesmos de produtos e subprodutos que destroem toda aquela vida que desfila diante da tela de TV, que ilustra as revistas ou que admiramos em nossas viagens.
* Jorge Eduardo Teixeira de Almeida é biólogo.
Javali mata homem em Pedregulho/SP
http://oglobo.globo.com/sp/mat/2007/10/
Plantão | Publicada em 16/10/2007 às 21h36m
EPTV
SÃO PAULO - Um homem morreu após ser atacado por um javali durante uma caçada no final da tarde desta terça-feira, na zona rural de Pedregulho, região de Ribeirão Preto. André Fernandes Pereira chegou a ser levado para a Santa Casa, mas chegou morto. Segundo familiares, Pereira costumava caçar javalis pelo menos uma vez por mês.
http://globoruraltv.globo.com/GRural/0,
http://www.gazetadopovo.com.br/caminhos
http://eptv.globo.com/terradagente/terr
http://www2.tvcultura.com.br/reporterec
Resolução sobre javalis prejudica produtores no MS
http://www.capitalnews.com.br/
http://oglobo.globo.com/
Determinar que só o poder público poderá agir contra este animal é quase tão irresponsável quanto a própria proibição do abate. Só para fazer um paralelo, será que se houvesse uma resolução de que ao encontrar um rato em casa deveriamos acionar os bombeiros ou a policia florestal isso mudaria alguma coisa em nosso país???
Não, a experiência mostra que mesmo podendo abater ratos a qualquer momentos ainda não temos como eliminá-los totalmente, no caso dos javalis com a nossa dimensão territorial, muitas áreas inabitadas ou de acesso restrito, como áreas de proteção ambiental e reservas indigenas, restringir o abate dos javalis pode ser uma insanidade !
Eu compilei maiores informações no artigo Javali – Uma ameaça subestimada pelo agronegócio onde incluo dados econômicos de quanto perdemos com os últimos embargos devido a aftosa nos surtos que houveram no RS e no MS. O Último foco de aftosa no RS em 2000 levou ao sacrifício de 11 mil animais[vi], o embargo devido ao ultimo foco surgido no MS levou a um prejuízo estimado em R$ 1,7 bilhões mostrando que há muitas empresas, empregos, pessoas e famílias em jogo para correr o risco de conviver com estes animais.
Nem mesmo países desenvolvidos como EUA, Austrália e Nova Zelândia têm conseguido conter a expansão deste animais adequadamente sendo necessário somar esforços da do governo (à semelhança da resolução publicada) e da sociedade, sendo totalmente liberada e até incentivada a caça dessa praga nestes países pois tem plena consciência do tamalho do problema.
Além disso no caso dos Javalis sendo eles animais exóticos à fauna nacional, invasores e nocivos (social, ambiental e economicamente), é adequado chamar de controle (não caça) e o controle de animal declaradamente nocivo já está descrito em lei federal, qualquer proibição ou regulamentação fica então sendo INCONSTITUCIONAL, pois a LEI Nº 9.605, DE 12 DE FEVEREIRO DE 1998 diz claramente no artigo 37, inciso IV.
Art. 37: Não é crime o abate de animal, quando realizado:
IV - por ser nocivo o animal, desde que assim caracterizado pelo órgão competente.
Como o IBAMA e demais orgãos já declararam o javali como animal nocivo, NÃO É CRIME EM MOMENTO ALGUM o abate do referido animal e creio que esta posição legal é que deveria também ser assumida pelos governos estaduais, IBAMA, EMBRAPA, orgãos de defesa sanitária, policias ambientais e outros.
VAMOS RESPEITAR A LEGISLAÇÃO FEDERAL QUE SE BASTA POR SÍ SÓ, não é necessário colocar adendos, firulas e complicações que só geram mais custos aos contribuintes
E para finalizar, estas regulamentações esdruxulas além de causarem prejuizos aos produtores e meio ambiente, ainda lhe roubam a oportunidade de terem uma renda extra explorando o turismo de caça assim como é feito por todo o mundo ,como uma das formas de turismo mais sustentáveis que se conhece, o USDA que seria o "IBAMA americano" confirma em seu site de que os caçadores são os grandes financiadores da conservação da natureza no EUA!!!
É um mercado que gera bilhões nos EUA e no mundo (muito forte até em Portugal), inclusive em nossos vizinhos Argentina e Uruguai de onde vieram inclusive estes javalis.
Enfim, peço que liberem e evitem qualquer restrição ao controle de animais exóticos invasores e nocivos, como os javalis, as pombas domésticas (Columba livia), pardais, bufalos asselvajados e todas as demais espécies que ameaçam nossa biodiversidade e destroem diariamente nosso meio ambiente debaixo das vistas grossas de nossas autoridades, do poder público e de orgãos que deveriam protegê-los como IBAMA, Sec. Estaduais de Meio Ambiente, policias ambientais estaduais, orgãos de defesa e vigilância sanitária.
--
Eng. Agr. Rafael Salerno
Nova Safra Consultoria e Participações
www.plantadiretobrasil.
skype: panda_br
+55-31-9882-7421
Sunday, October 31, 2010
Campeões do desmatamento
Há 8 mil anos, o Brasil possuía 9,8% das florestas mundiais. Hoje, o país detém 28,3%. Dos 64 milhões de quilômetros quadrados de florestas existentes antes da expansão demográfica e tecnológica dos humanos, restam menos de 15,5 milhões, cerca de 24%. Mais de 75% das florestas primárias já desapareceram. Com exceção de parte das Américas, todos os continentes desmataram, e muito, segundo estudo da Embrapa Monitoramento por Satélite sobre a evolução das florestas mundiais. A Europa, sem a Rússia, detinha mais de 7% das florestas do planeta e hoje tem apenas 0,1%. A África possuía quase 11% e agora tem 3,4%. A Ásia já deteve quase um quarto das florestas mundiais, 23,6%, agora possui 5,5% e segue desmatando. No sentido inverso, a América do Sul que detinha 18,2% das florestas, agora detém 41,4% e o grande responsável por esses remanescentes, cuja representatividade cresce ano a ano, é o Brasil. Se o desflorestamento mundial prosseguir no ritmo atual, o Brasil – por ser um dos que menos desmatou – deverá deter, em breve, quase metade das florestas primárias do planeta. O paradoxo é que, ao invés de ser reconhecido pelo seu histórico de manutenção da cobertura florestal, o País é severamente criticado pelos campeões do desmatamento e alijado da própria memória. Na maioria dos países, a defesa da natureza é um fenômeno recente. No Brasil, vem de longa data. Desde o século 16, as Ordenações Manuelinas e Filipinas estabeleceram regras e limites para exploração de terras, águas e vegetação. Havia listas de árvores reais, protegidas por lei, o que deu origem à expressão “madeira-de-lei”. O Regimento do Pau Brasil, de 1605, estabeleceu o direito de uso sobre as árvores, e não sobre as terras. As áreas consideradas reservas florestais da Coroa não podiam ser destinadas à agricultura. Essa legislação garantiu a manutenção e a exploração sustentável das florestas de pau-brasil até 1875, quando entrou no mercado a anilina. Ao contrário do que muitos pensam e propagam, a exploração racional do pau-brasil manteve boa parte da mata atlântica até o final do século 19 e não foi a causa do seu desmatamento, fato bem posterior. Em 1760, um alvará real de Dom José I protegeu os manguezais. Em 1797, uma série de cartas régias consolidou as leis ambientais: pertencia à Coroa toda mata à borda da costa, de rio que desembocasse no mar ou que permitisse a passagem de jangadas transportadoras de madeiras. A criação dos Juizes Conservadores, aos quais coube aplicar as penas previstas na lei, foi outro marco em favor das florestas. As penas eram de multa, prisão, degredo e até pena capital para os incêndios dolosos. Também surgiu o Regimento de Cortes de Madeiras, com regras rigorosas para a derrubada de árvores, além de outras restrições à implantação de roçados. Em junho de 1808, Dom João VI criou a primeira unidade de conservação, o Real Horto Botânico do Rio de Janeiro, com mais de 2.500 hectares, hoje republicamente reduzido a 137 hectares. Uma ordem, de 9 de abril de 1809, deu liberdade aos escravos que denunciassem contrabandistas de pau-brasil e o decreto de 3 de agosto de 1817 proibiu o corte de árvores nas áreas das nascentes do rio Carioca. Em 1830, o total de áreas desmatadas no Brasil era inferior 30 mil km2. Hoje se corta mais do que isso a cada dois anos. Em 1844, o ministro Almeida Torres propôs desapropriações e plantios de árvores para salvar os mananciais do Rio de Janeiro. Em 1861, pelo Decreto Imperial 577, de Dom Pedro II, foi criada (e plantada) a Floresta da Tijuca. A política florestal da Coroa portuguesa e brasileira logrou, por diversos mecanismos, manter a cobertura vegetal preservada até o final do século 19. O desmatamento brasileiro é fenômeno do século 20. Em São Paulo, Santa Catarina e Paraná, a marcha para o oeste trouxe grandes desmatamentos. As florestas de araucárias foram entregues pela Ré-pública aos construtores anglo-americanos de ferrovias, juntamente com as terras adjacentes. Na Amazônia, a maior ocupação ocorreu na segunda metade do século 20 com migrações, construção de hidroelétricas, estradas e outras obras de infra-estruturas. Há 30 anos, o desmatamento anual varia de 15 mil a 20 mil km2 em 1995 e 2003. Nos últimos dois anos, passou a 11 mil km2, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Apesar de generalizações equivocadas, o desmatamento brasileiro não produziu desertos. Como na Europa, as florestas cederam lugar à agricultura moderna e competitiva, à pecuária, às florestas plantadas (Seringa, café, eucalipto, laranja, teca...) e às cidades. O Brasil é um líder agrícola mundial. O estudo da Embrapa indica que, apesar do desmatamento dos últimos 30 anos, o Brasil é um dos países que mais mantêm sua cobertura florestal. Dos 100% de suas florestas originais, a África mantém hoje 7,8%, a Ásia 5,6%, a América Central 9,7% e a Europa – o pior caso do mundo – apenas 0,3%. Embora se deva mencionar o esforço de reflorestar para uso turístico e comercial, não é possível ignorar que 99,7% das florestas primárias européias foram substituídas por cidades, cultivos e plantações comerciais. Com invejáveis 69,4% de suas florestas primitivas, o Brasil tem grande autoridade para tratar desse tema ante as críticas dos campeões do desmatamento mundial, como tem proclamado o ministro da Agricultura, Luís Carlos Guedes. Há que ter também responsabilidade para reavisar, por meio de políticas e práticas duradouras, a eficácia das medidas históricas de gestão e exploração que garantiram a manutenção das florestas primárias brasileiras. Evaristo Eduardo de Miranda |
Thursday, October 28, 2010
Em 2009 dez pessoas morreram somente em SP devido a doença transmitida por capivaras
11/10/2010 07h08 - Atualizado em 11/10/2010 07h08
Superpopulação de capivaras à beira do Pinheiros preocupa ambientalistas
Pelo menos 200 animais da espécie vivem em meio à poluição do rio.
Capivaras são hospedeiras do transmissor da febre maculosa.
Do G1 SP
É difícil imaginar que qualquer tipo de espécie animal consiga viver bem às margens do poluído Rio Pinheiros, em São Paulo. No entanto, isso é totalmente possível para cerca de 200 capivaras. Elas não só conseguem viver em meio à poluição como se reproduzem. E muito. A superpopulação da espécie é algo que preocupa o Pomar Urbano, antigo Projeto Pomar, que cuida do paisagismo das margens do rio e faz o controle das espécies que vivem na região. A fartura de comida e a falta de predadores naturais é o que pode explicar a ploriferação.
Segundo o coordenador do Pomar Urbano, Alex Maia, quando o projeto foi criado, em 1999, o número de capivaras era bem menor. Porém, esses animais conseguiram se adaptar muito bem às condições do ambiente e, aos poucos, foram se reproduzindo. "Agora elas são praticamente domesticadas. Não se assustam tanto e já se acostumaram com o movimento das pessoas", diz.
As capivaras apresentam um importante papel na transmissão da febre maculosa e são os principais hospedeiros da bactéria que transmite a doença. De acordo o professor Marcelo Bahia Labruna, do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva e Saúde Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP), elas podem não apresentar sintomas quando são picadas por carrapatos contaminados, mas a bactéria pode circular pela corrente sanguínea por até dez dias. “Após esse período, a capivara fica imune. Em lugares onde há a superpopulação é mais provável que ocorra a contaminação”, afirma.
Em 2009, em todo o estado de São Paulo foram confirmados 28 casos de contaminação por febre maculosa. Dez pessoas morreram, segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica. Os sintomas da doença são febre de moderada a alta, cefaléia e mialgia. A pessoa também precisa ter sido picada por carrapatos e ter frequentado a área de transmissão da doença nos últimos 15 dias.
Billings e Guarapiranga
Muitas capivaras que viviam às margens do Rio Pinheiros têm migrado para as represas Billings e Guarapiranga, que abastecem São Paulo. Desses locais, elas acabam seguindo para matas mais fechadas. “Não há uma barreira entre o Rio Pinheiros e essas represas, mas não há explicação para essa migração”, explica. O manejo da espécie para outros locais ainda não foi estudado, mas se o número de capivaras continuar crescendo, provavelmente essa medida terá de ser feita, segundo Maia.
O Pomar Urbano já fez a recuperação de aproximadamente 24 km das margens do Rio Pinheiros, com o plantio de mudas.
Segundo o professor do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva e Saúde Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP) Fernando Ferreira, não há nenhum fator biológico especial que explique o porquê de as capivaras conseguirem viver em um rio tão poluído e não terem problemas de saúde. “A capivara é um animal extremamente resistente. As doenças que podem afetar um humano nem sempre prejudicam um animal”, afirma.
movimentação na região do Rio Pinheiros
(Foto: Laurye Borim/G1)
Wednesday, October 27, 2010
Javali mata caçador em Pedregulho/SP
Javali mata caçador em Pedregulho
Animal teria atacado vítima de 26 anos para se defender; uma única mordida causou a morte
Da Redação/DF
André Fernando Pereira, de 26 anos, da rua Padre César Gardini, bairro Bela Vista, em Pedregulho, morreu na tarde de ontem após ser mordido na perna esquerda por um javali. De acordo com a família, a vítima saiu para caçar em uma mata próxima à cidade, por volta das 13h, quando foi atacado. Ele estava com três amigos, que chegaram a socorrê-lo e levá-lo para a Santa Casa local.
Segundo a Polícia Civil, a mordida atingiu uma artéria e o rapaz não resistiu ao sangramento, vindo a morrer por hemorragia. O corpo foi levado para o IML (Instituto Médico Legal) de Franca, onde foi feita uma perícia. E.R., 46 anos, padrasto da vítima, disse que ele tinha o hábito de sair para caçar, mas nunca na região em que o incidente ocorreu. A dona-de-casa A.G.M., 52, passou mal ao receber a notícia da morte do filho e recebeu atendimento médico.
O javali, segundo policiais ambientais, não ataca seres humanos a menos que se sinta ameaçado. Esta hipótese é a mais provável para os fatos registrados na tarde de ontem, em um local da zona rural de Pedregulho, conhecido como "Matinha".
André Pereira, que deveria iniciar hoje em seu novo emprego em uma vidraçaria da cidade onde morava, resolveu, junto com parentes do padrasto, caçar javalis na região. Era algo que ele fazia, segundo amigos, pelo menos uma vez por mês.
Durante a caçada, a caça foi acuada e acabou se virando contra seu oponente, o caçador. Uma única mordida, na panturrilha da perna esquerda da vítima, provocou uma hemorragia intensa. André foi socorrido pelo colegas, mas deu entrada na Santa Casa já sem vida.
O caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Pedregulho. O médico que atendeu André, já sem vida na Santa Casa, constatou uma única mordedura causada por animal - ele classificou como sendo de porco, mas segundo os colegas foi de um javali.
Animal teria atacado vítima de 26 anos para se defender; uma única mordida causou a morte
Da Redação/DF
André Fernando Pereira, de 26 anos, da rua Padre César Gardini, bairro Bela Vista, em Pedregulho, morreu na tarde de ontem após ser mordido na perna esquerda por um javali. De acordo com a família, a vítima saiu para caçar em uma mata próxima à cidade, por volta das 13h, quando foi atacado. Ele estava com três amigos, que chegaram a socorrê-lo e levá-lo para a Santa Casa local.
Segundo a Polícia Civil, a mordida atingiu uma artéria e o rapaz não resistiu ao sangramento, vindo a morrer por hemorragia. O corpo foi levado para o IML (Instituto Médico Legal) de Franca, onde foi feita uma perícia. E.R., 46 anos, padrasto da vítima, disse que ele tinha o hábito de sair para caçar, mas nunca na região em que o incidente ocorreu. A dona-de-casa A.G.M., 52, passou mal ao receber a notícia da morte do filho e recebeu atendimento médico.
O javali, segundo policiais ambientais, não ataca seres humanos a menos que se sinta ameaçado. Esta hipótese é a mais provável para os fatos registrados na tarde de ontem, em um local da zona rural de Pedregulho, conhecido como "Matinha".
André Pereira, que deveria iniciar hoje em seu novo emprego em uma vidraçaria da cidade onde morava, resolveu, junto com parentes do padrasto, caçar javalis na região. Era algo que ele fazia, segundo amigos, pelo menos uma vez por mês.
Durante a caçada, a caça foi acuada e acabou se virando contra seu oponente, o caçador. Uma única mordida, na panturrilha da perna esquerda da vítima, provocou uma hemorragia intensa. André foi socorrido pelo colegas, mas deu entrada na Santa Casa já sem vida.
O caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Pedregulho. O médico que atendeu André, já sem vida na Santa Casa, constatou uma única mordedura causada por animal - ele classificou como sendo de porco, mas segundo os colegas foi de um javali.
Em Santa Catarina Javalis causam prejuízos na agricultura e ameaçam população
Javalis causam prejuízos na agricultura e ameaçam população
Fonte: http://www.clmais.com.br/informacao/10084
Campo Belo do Sul, 27/10/2010, Correio Lageano
Os produtores rurais do município estão preocupados com a proliferação de javalis. Os animais estão destruindo plantações, especialmente lavouras de milho.
Segundo dados não-oficiais, existem pelo menos mil animais soltos, e pelo menos 10 propriedades, especialmente em Campo Belo do Sul, já foram atacadas.
A população está preocupada com a situação, já que além de danificar plantações, os javalis significam um risco às pessoas.
Nesta terça-feira (26), alguns produtores rurais estiveram conversando com o deputado estadual Elizeu Mattos.
Eles querem encontrar uma forma de amenizar o problema. O abate como forma de controle seria uma das alternativas.
Para o deputado, é necessário que se encontre, o mais rápido possível, uma solução para o problema. “Precisamos encontrar uma maneira para abater esses animais, evitando mais problemas, além de proteger a população sobre o risco de eventuais ataques, já que os animais são violentos” avalia, comentando que as autoridades sanitárias também devem ser consultadas para se estudar a possibilidade de consumir a carne abatida.
De acordo com o gerente da Copercampos de Campo Belo do Sul, Jocelito Matos, o problema de javalis no município começou a se agravar nos últimos dois anos.
“Em 2009, os produtores do município perderam o equivalente a 1.100 sacas de milho. Na safra deste ano, os javalis já afetaram cerca de 200 hectares de lavoura de milho em cerca 10 propriedades”, afirma.
Ele explica que pelos menos 10% da produção já foi afetada. Não há casos de pessoas atacadas pelos animais.
Além de Campo Belo do Sul, o município de Cerro Negro também está enfrentando problemas com os javalis. Ele não sabe estimar a quantidade de animais na região, mas prevê que o número passe de mil, devido à quantidade de lavouras atingidas.
Segundo ele, os animais atacam as lavouras já a partir do plantio. Além de pisotear a plantação, permanecem no local se alimentando até a maturação do milho.
“Ou seja, até o período da colheita tudo fica completamente comprometido”, lamenta, destacando que há registros da existência de manadas com até 50 javalis.
Portarias liberam abate em Santa Catarina
De acordo com o diretor de Defesa Agropecuária da Secretaria de Estado da Agricultura, Roni Barbosa, os javalis são animais “exóticos”, assim, não protegidos por leis ambientais. Segundo ele, em alguns estados o abate é permitido.
Em Santa Catarina, por exemplo, o animal pode ser abatido dentro da propriedade quando estiver sendo nocivo à agricultura. A medida está prevista na Portaria 10/2007, de 20 abril de 2007, e 1/2010, de 4 de janeiro de 2010.
Entretanto, o abate deve ser feito somente dentro da propriedade de quem a solicitou, sendo que o dono deverá solicitar na prefeitura a autorização para realizar o controle da população dos animais.
Além disso, as normas preveem que não será permitido o uso de cães de caça e armadilhas, sendo determinado como único método de captura para abate o uso de ceva com espera. O uso de armas de fogo pode ser usado, desde que observe a legislação vigente.
Quando ao consumo da carne, o coordenador da Cidasc de Lages, Vicente da Fonseca, esclarece que o produto não deve ser comercializado.
“É claro que não tem como impedir do consumo da carne, mas o comércio é proibido, já que o produto não passa por nenhum tipo de inspeção sanitária”, alerta.
Javalis vieram basicamente do Estado do RS
No Brasil, os primeiros javalis vieram da Europa e especialmente de países vizinhos, como da Argentina e Uruguai. Com o passar dos anos, eles acabaram se dispersando e invadiram a fronteira do Rio Grande do Sul, dentre outros Estados, como Santa Catarina. Segundo Jocelito Matos, os animais que estão na região vieram do estado gaúcho.
Ele comenta que, em Santa Catarina, há registro de animais na região Oeste do Estado. Já em Campo Belo do Sul, os primeiros animais começaram a ser vistos de cinco anos para cá.
Os javalis são considerados espécies “exóticas”, porque cruzam com porcos domésticos e até outros animais selvagens, como porco de mato, o que gera filhos conhecidos com “javaporcos”.
Conforme Jocelito, as fêmeas produzem em média duas ninhadas por ano e uma média de oito filhotes em cada uma.
Assim, o controle se torna difícil. O macho adulto pesa entre 150 a 200 quilos e a fêmea entre 50 a 100 quilos. A carne é iguaria consumida em grande escala pela população.
Foto: Divulgação
Produtores gaúchos reclamam de instrução do Ibama que proíbe a caça de javalis. 01/10/2010
http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&contentID=141120&channel=232
Produtores preocupados com proliferação de javalis no RS
fonte: http://wp.clicrbs.com.br/campoelavouranagaucha/tag/caca/?topo=52,1,1,,171,77
1 de outubro de 2010 | Comente aqui | Categorias: Meio Ambiente, Produção Agrícola
Os produtores gaúchos estão preocupados com a proliferação de javalis, que tem destruído plantações pelo interior do Estado. Os animais atingem principalmente as lavouras de milho. Mas, conforme o vice-presidente da Associação Gaúcha de Controle aos Javalis, o médico veterinário Ivalcir Peruchin, os animais também atacam as plantações de soja.
- Ele já começa no plantio, e depois ele tem um longo período na maturação do milho, onde ele pode ficar se alimentando. A soja também é problemática, pois ele come as sementes de soja, ele já começa a comer as sementes junto com o adubo. E depois da maturação ele também acaba atacando e danificando esta outra cultura. Mas o grande problema ainda é com as lavouras de milho – afirma.
Para diminuir o número de animais, desde 2002 a caça, era liberada pelo Ibama no Rio Grande do Sul. Agora, por conta de uma instrução normativa expedida pelo órgão, ela está proibida, o que vem deixando os produtores rurais apreensivos. O coordenador geral de autorização de uso e gestão da fauna e recursos pesqueiros do Ibama, Vitor Hugo Cantarelli, explica que a caça não se mostrou uma alternativa eficaz no controle e que é preciso estudar novas formas de combate.
- O Rio Grande do Sul tem uma prática de caça e precisa ser avaliada com mais cuidado para avaliar se essa prática tem trazido uma diminuição sistemática dos estoques de javalis que estão na natureza, aliado com o trabalho de reorganização dos próprios sistemas de criação e com uma medida efetiva de que mais javalis entrem pela fronteira da Argentina e do Uruguai, aí sim teremos um controle efetivo – ressalta.
Os primeiros javalis vieram importados da Europa para a Argentina, no início do século 20. A sua dispersão fez com que invadissem o Brasil pela fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai. Nos anos 90, foram registrados os primeiros ataques a culturas de milho na cidade de Herval.
As fêmeas dão três ninhadas por ano com média de oito filhotes cada. Atualmente, segundo a Associação Gaúcha de Controle aos Javalis, população da espécie pode chegar a 200 mil animais.
Áudio Campo e Lavoura: Produtores gaúchos reclamam de instrução do Ibama que proíbe a caça de javalis
Tuesday, October 26, 2010
'Javaporco' de 150kg invade comércio em cidade a 150km de SP
22/10/2010 16h02 - Atualizado em 22/10/2010 20h27
'Javaporco' invade salão de cabeleireiro no interior de SP
Animal quebrou vitrine e entrou em salão de Tremembé nesta madrugada.
Espécie é resultado do cruzamento entre um javali e um porco.
Do G1 SP, com informações do VNews
Um 'javaporco' (espécie originada a partir do cruzamento entre um javali e um porco) de aproximadamente 150 kg quebrou a vitrine e invadiu um salão de cabeleireiro de Tremembé, a 147 km de São Paulo, por volta das 4h desta sexta-feira (22). Policiais, bombeiros e guardas civis precisaram ser chamados para imobilizar o animal.
Um morador da Rua Sete de Setembro chamou a polícia dizendo que uma anta havia quebrado o portão do salão de beleza. Quando chegaram ao local, os policiais verificaram que se tratava de um 'javaporco', que, segundo o Ibama de Lorena, é uma espécie doméstica híbrida.
Não havia ninguém no salão de beleza no momento da invasão. O dono do empreedimento teve apenas o prejuízo da vitrine na entrada da loja, que foi quebrada.
O 'javaporco' foi capturado e colocado à disposição do Ibama.
Resposta à EMBRAPA: Alerta nacional de risco sanitário - Javali
Agradeço seu retorno e à EMBRAPA por meio da sua pessoa, no entanto neste ano agrícola que passou tivemos o óbito de uma pessoa em MG (veja reportagem), o IAGRO/MS sacrificou 65 animais por aujezky este ano (veja) e mais de um milhão de reais em prejuízos registrados em danos a lavouras de milho somente em Rio Brilhante-MS. Animais com mais de 150Kg e presas com mais de 10cm tem sido facilmente encontrados (Foto de javali abatido no RS)
Apesar da serenidade contida em sua resposta eu acredito que a EMBRAPA e o setor produtivo ainda não se deram conta realmente do perigo que esta espécie representa em nosso país.
Eu compilei maiores informações no artigo Javali – Uma ameaça subestimada pelo agronegócio onde incluo dados econômicos de quanto perdemos com os últimos embargos devido a aftosa nos surtos que houveram no RS e no MS. O Último foco de aftosa no RS em 2000 levou ao sacrifício de 11 mil animais[vi], o embargo devido ao ultimo foco surgido no MS levou a um prejuízo estimado em R$ 1,7 bilhões mostrando que há muitas empresas, empregos, pessoas e famílias em jogo para correr o risco de conviver com estes animais.
Além disso sou obrigado a discordar claramente com vossa afirmação de que "No nosso entendimento a questão não é eliminar os Javalis, mas sim dispor de métodos para controlar e/ou evitar a proliferação exajerada do animal."
Veja bem Dr. Gerson, trata-se de um animal exótico à fauna nacional, invasor e nocivo (social, ambiental e economicamente), seria louvável se conseguíssemos eliminá-lo, bem como outras espécies exóticas e nocivas como pombos (Columba livia), pardais, bicos de lacre, búfalos e outros que aqui abundam com uma complascência diria até irresponsável de órgãos como o IBAMA, a EMBRAPA, o Ministério da Saúde e sua Agência de Vigilância Sanitária, assim como os órgãos nacionais de defesa sanitária.
Infelizmente só para citar como exemplo, a praticamente 500 anos lutamos contra ratos e camundongos que aqui chegaram com as caravelas portuguesas e são também animais exóticos à fauna nacional, invasores e nocivos (social, ambiental e economicamente), e mesmo que sem qualquer restrição ao seu combate ainda não conseguimos vencer a luta contra eles...como vamos conseguir vencer esta luta com uma proibição INCONSTITUCIONAL do IBAMA de controlar este animal nocivo que é o javali???
INCONSTITUCIONAL é uma palavra feia porém é a mais correta em se tratando dessa proibição, pois a LEI Nº 9.605, DE 12 DE FEVEREIRO DE 1998 diz claramente no artigo 37, inciso IV.
Art. 37: Não é crime o abate de animal, quando realizado:
IV - por ser nocivo o animal, desde que assim caracterizado pelo órgão competente.
Como o IBAMA e demais orgãos já declararam o javali como animal nocivo, não é crime em momento algum o abate do referido animal e creio que esta posição legal é que deveria também ser assumida pela EMBRAPA, orgãos de defesa sanitária, policias ambientais e outros.
Aliás sugiro abertamente aos produtores que me convidem para em frente a imprensa exercermos nosso direito previsto em lei e abatermos juntos alguns javalis
Sem mais para o momento fico aqui no aguardo não de debates sobre a questão, mas de medidas efetivas dos orgãos públicos quanto a este mal que hoje está se alastrando diariamente no país.
Atenciosamente,
--
Eng. Agr. Rafael Salerno
Nova Safra Consultoria e Participações
www.plantadiretobrasil.blogspot.com
skype: panda_br
+55-31-9882-7421
Capivara pode ser boa alternativa econômica para o produtor
A conservação da biodiversidade nativa no Bioma Pampa depende, além das ações de preservação e estabelecimento de áreas de proteção, também do fomento à criação racional e sustentável dos animais silvestres com potencial de aproveitamento econômico. A criação de capivaras tem despertado o interesse dos produtores, tanto pelo elevado preço de venda dos animais, quanto pelo seu potencial produtivo. A criação contribui para a conservação das populações naturais, por desestimular a caça clandestina, oferecendo uma alternativa.
A capivara é o maior roedor vivo, atingindo 105 kg, e não se encontra ameaçada de extinção. A Venezuela abate em média 27.000 capivaras / ano, desde a década de 70, comercializando a carne na forma de charque, por meio de manejo extensivo. Na Argentina, são exportados em torno de 10.000 couros / ano (98% dos couros vão para o mercado interno), através de caça ilegal e legalizada (na Província de Corrientes).
O Brasil se caracteriza por estimular a implantação de criadouros, sendo a capivara o animal silvestre nativo mais criado no país. Sua prolificidade, plasticidade alimentar, aproveitamento de fibra (celulose) e amido, boa taxa de ganho de peso, rusticidade e tamanho de cortes adequados ao mercado, somados ao elevado preço do kg vivo, permite equipará-la com a criação tradicional de ovinos. O potencial para o uso em pecuária orgânica é evidente, por ser um animal pastador por natureza. Hoje a capivara é cotada em até R$ 6,00 / kg de peso vivo e a carne chega a R$ 44,00 / kg. No entanto, não se pode compará-la em produtividade aos suínos, que apresentam o quádruplo do crescimento ponderal e maior prolificidade, com o detalhe de que a capivara ainda não foi submetida ao melhoramento genético.
Capivaras têm uma vasta e antiga tradição como animal de caça no Rio Grande do Sul, ainda que de forma ilegal. No entanto, sabe-se que a carne proveniente desses animais, na sua maioria, apresenta problemas de sabor e aroma o que a torna repudiada por grande parte das pessoas. Por outro lado, capivaras de criação, sob regime alimentar com grãos/ração e forragem cultivada, mesmo adultas, de ambos os sexos, apresentam sabor e aroma excelentes. Não seria exagero dizer que se encontra entre as melhores carnes que temos. Além disso, a carne de capivara apresenta características qualitativas em harmonia com as novas demandas dos consumidores, tais como baixa quantidade de gordura intramuscular, baixa quantidade de gorduras saturadas, elevada quantidade de gorduras poliinsaturadas e relação mais adequada entre as gorduras do tipo ω6 e ω3, quando comparada a carnes vermelhas tradicionais.
O óleo de capivaras apresenta excepcional quantidade de ácido α-linolênico, um dos ácidos graxos ômega-3 essenciais para o organismo. Ou seja, não são sintetizados pelo corpo, devendo ser providos pela alimentação, estando envolvidos em funções como regulação da pressão arterial, redução de processos inflamatórios e do colesterol/LDL. O couro de capivaras é bastante valorizado, chegando a US$ 16,00 / unidade o in natura e US$ 50,00 o curtido (na Argentina), tendo ampla utilização na produção de artefatos sofisticados e na linha crioula. A Itália é um dos maiores importadores.
Existem basicamente três sistemas para criação de capivaras. O intensivo, realizado em pequenos piquetes de 400m2; o semi-intensivo, geralmente em áreas de até 7 ha; e o extensivo, em áreas cercadas de até 15 ha, onde os animais são criados soltos, podendo ser com ou sem desmame. Estudo da Embrapa Clima Temperado, conduzido como parte do projeto Conservação de recursos genéticos de animais nativos com potencial econômico, integrante do Macroprograma 1 – Grandes Desafios Nacionais, na atividade Coleta de tecido, caracterização produtiva e documentação de capivaras (Núcleo de Conservação), concluiu sobre a viabilidade técnico-econômica da criação de capivaras no sistema semi-intensivo, tendo como base o ano de 2006.
Na avaliação financeira, considerou-se um período de sete anos, a existência de mão-de-obra na propriedade e rebanho inicial recebido por doação, distribuído em dois lotes com 14 fêmeas e dois machos em cada, alojados em piquetes telados de 0,5 ha. Um piquete de 0,5 ha destinou-se a animais para o abate, havendo apenas uma mangueira e um corredor central por onde todos os animais são manejados. A alimentação foi baseada em milho/resíduo de beneficiamento de arroz e forragens cultivadas. O número de partos/fêmea/ano foi estimado em 1,5 (com 4 crias/parto), a mortalidade até o desmame em 10% e o abate aos 14 meses com 37,5 kg.
O investimento inicial em estruturas foi de R$ 15.960,21; o custo total por ano foi de R$ 10.306,16; a renda bruta total foi de R$ 18.731,25, com renda líquida total / ano de R$ 8.425,09, considerando-se a venda de animais vivos por R$ 3,70 o kg. A cada real investido, o produtor tem retorno de 1,81 (índice de rentabilidade). A relação benefício-custo foi satisfatória (1,40) e a taxa interna de retorno (45%) indica que o negócio é viável, cobrindo as taxas de juro do mercado, demonstrando viabilidade econômica para a atividade, podendo ser comparável à criação tradicional de ovinos. Constitui-se em uma alternativa tanto para estâncias, quanto para pequenas propriedades no Bioma Pampa. Assim como em ovinos, para um aumento da margem de lucro, propõe-se um aumento da escala de produção com a ampliação do rebanho e piquetes para um total de seis.
Para efetivar uma criação, o produtor deverá seguir a legislação do Ibama (Portarias 117 e 118/97), disponível no site http://www.ibama.gov.br/fauna-silvestre/legislacao/ e também a Instrução Normativa 169/08 (http://ibama2.ibama.gov.br/cnia2/renima/cnia/lema/lema_texto/IBAMA/IN0169-200208.PDF). Pode-se também consultar o Núcleo de Fauna do Ibama em Porto Alegre (051 32264871) para informações gerais e verificar também se há capivaras apreendidas, disponíveis nos núcleos de reabilitação de animais silvestres, ou em instituições científicas, que possam ser doadas para início de criação, ou mesmo, eventualmente, ver se há possibilidade de capturar capivaras que estejam causando danos, conforme consta na legislação. Basicamente, deve-se ter um técnico de nível superior, das ciências agrárias ou biológicas, para elaborar o projeto a ser encaminhado ao Ibama, tramitando pelo Sisfauna no site do Ibama em serviços on line.
Fonte: http://www.diadecampo.com.br/zpublisher/materias/Newsletter.asp?data=26/10/2010&id=22967&secao=Artigos+Especiais
Wednesday, October 06, 2010
Venezuela compra bovinos e carne bovina do Brasil
A Venezuela tem se tornado, a cada ano, um parceiro comercial mais importante para o Brasil, com destaque para o setor da pecuária de corte.
Em função da política do país, houve aumento da necessidade da Venezuela em adquirir alimentos (entre eles a carne bovina), além dos bovinos vivos, importados para ajudar a gerar empregos no país.
Analisamos os períodos de janeiro a agosto de 2007, 2008, 2009 e 2010 e, em média, a Venezuela comprou o equivalente a cerca de 420 mil animais neste período. Isso considerando os bovinos vivos exportados e a carne bovina in natura exportada, que foi transformada em animais respeitando o peso médio da carcaça brasileira. Veja na figura 1 a exportação de carne bovina in natura e exportação de bovinos para a Venezuela nos primeiros oito meses de cada ano.
Observe que em 2009 e 2010 houve aumento da compra de bovinos vivos em níveis acima da compra de carne. Hoje a Venezuela é o grande comprador de bovinos vivos do Brasil.
Mas em termos de faturamento, compensa a exportação de bovinos vivos em relação à exportação de carne. Fazendo as contas proporcionalmente, a exportação de um bovino vivo rendeu faturamento 27% mais alto que a venda da carne bovina in natura (em equivalente a um bovino vivo de cerca de 16@). Bom para a balança comercial brasileira.
Fonte: Scot Consultoria
Governo brasileiro apoia o sucateamento do setor produtivo na Venezuela.
Política agrícola de Chávez preocupa empresas do Brasil
| Autor(es): Rodrigo Uchoa |
| Valor Econômico - 06/10/2010 |
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A nova ofensiva de expropriações do presidente Hugo Chávez preocupa fabricantes de máquinas e implementos agrícolas do Brasil, que têm na Venezuela seu principal mercado de exportação na América Latina. Representantes do setor no Brasil preveem um colapso nas vendas para o país vizinho e acusam o governo brasileiro de apoiar o sucateamento do setor produtivo na Venezuela. |
Tuesday, October 05, 2010
São Paulo é o estado onde mais se restauram florestas tropicais e subtropicais em larga escala no Brasil
| São Paulo cria resolução para a restauração de florestas |
| Publicado em 05/10/2010 |
Modelo desenvolvido no estado é exemplo a ser seguido em todo Brasil, mostra pesquisa. Da Redação * http://www.srb.org.br/modules/news/article.php?storyid=3661 |
MS abate 65 suínos contaminados por doença que pode ter sido transmitida por javalis
Iagro abate lote de 65 suínos com doença infecciosa em Dourados
Javalis entram na pauta da Comissão de Agricultura
Já são mais de R$ 70 milhões em perdas devido ao ataque de javalis selvagens nas lavouras no Sul
Fonte: Agrolink
O prejuízo causado por manadas de javalis selvagens a lavouras no Sul do país é destaque da pauta desta quarta-feira (6) da Comissão de Agricultura. Os deputados vão analisar o requerimento do presidente da comissão Abelardo Lupion (DEM/PR) que solicitou a realização de uma audiência pública para discutir o assunto.
Desde 2002, a caça era liberada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) para diminuir o número de animais. Entretanto, o órgão expediu recentemente instrução normativa que proíbe a caça de javalis.
De acordo com Lupion, a atividade deve ser liberada para interromper a expansão das manadas e buscar reduzir os prejuízos econômicos e ambientais da região. "A destruição de plantações de diversas culturas, a morte de animais domésticos e de rebanhos vem ocorrendo sem que o órgão responsável, no caso o Ibama, tome medidas para reduzir, ou, se necessário, dizimar esta população de animais invasores", afirmou.
No Rio Grande do Sul, a estimativa é que o prejuízo chegue a R$ 70 milhões. Os primeiros javalis vieram importados da Europa para a Argentina no início do século XX. A sua dispersão fez com que invadissem o Brasil pela fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai. Criados de forma clandestina, a população de animais, que está entre 26 e 50 mil no estado, cresce vertiginosamente causando estragos as plantações.
As informações são da assessoria de imprensa da Câmara dos Deputados.