Monday, September 20, 2010

Plantas e animais exóticos tomam o espaço, a água e o alimento das espécies nativas

Isso é uma invasão

Plantas e animais exóticos tomam o espaço, a água e o alimento das espécies nativas

22/09/2009 - 13:48

Fonte: http://eptv.globo.com/terradagente/NOT,0,0,271841,Isso+e+uma+invasao.aspx

Terra da Gente - Jaime Gesiski

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Neste exato momento, sem que quase ninguém perceba, uma perigosa invasão ocorre por todo o Brasil. O perigo desconhece fronteiras naturais e políticas. A ameaça é uma forma de guerra biológica silenciosa, capaz de aniquilar um dos orgulhos nacionais: a megabiodiversidade brasileira. Os agentes de destruidoras batalhas são organismos (animais e plantas) que vieram de outros continentes, quase sempre trazidos pelo homem, involuntária ou deliberadamente. Quando se instalam, estes organismos disputam espaço e alimento com as espécies nativas, geram rombos na economia, alteram o meio ambiente e trazem riscos à saúde humana.

Em escala planetária, o problema é tão grave que foi considerado pela União para a Conservação Mundial (IUCN) como a segunda maior causa de perda de biodiversidade. No balanço de danos, as invasoras só ficam atrás da destruição direta de hábitats pelo homem, o que inclui desmatamentos, queimadas e assoreamento de cursos d'água. O estrago é estimado em US$ 1,4 trilhão, em termos globais. No Brasil, as espécies invasoras 'devoram' algo em torno de R$ 49 bilhões a cada ano. A princípio, não se desconfiava de que as invasoras pudessem causar tanto estrago. A preocupação cresceu com novas avaliações que levaram a Organização das Nações Unidas (ONU) a criar o Programa Global de Espécies Invasoras (GISP), em 1997, com participação de mais de 100 países, Brasil inclusive. A mesma preocupação já aparecia na Convenção da Diversidade Biológica, documento assinado em 1992, durante a Rio-92.
No Brasil, um dos pioneiros no mapeamento das espécies exóticas invasoras é o Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental, uma organização paranaense que coordena, sob encomenda do Ministério do Meio Ambiente (MMA), um mapeamento dos animais e plantas que se tornaram problemas graves devido a introduções feitas sem controle. Enquanto não sai o documento, a ser publicado em 2005, as pragas avançam. "Há enorme falta de informações sobre a situação das exóticas no país. Sem esse mapeamento ficaria difícil estabelecer um plano de ação nacional", diz Sílvia Ziller, presidente do instituto.
A desatenção em relação ao problema e a lentidão nas ações de combate já deram às invasoras numerosos pontos de vantagem. Sabendo que muitas batalhas foram perdidas e muitas invasões são irreversíveis, os esforços de controle estão cada vez mais focados em mecanismos e programas de prevenção. "É preciso entender que o estabelecimento de ações para controlar espécies exóticas deve priorizar as invasões iniciais. Isso requer detecção precoce e ação rápida. Erradicar uma espécie quando só existe um pequeno número de indivíduos na natureza é mais fácil e custa menos do que tentar reverter invasões já consolidadas", esclarece Silvia. Segundo dados do Instituto Hórus, das 136 espécies exóticas invasoras catalogadas até o momento no país, só 13,4% vieram de modo acidental. O restante entrou com a ajuda de governos e de programas internacionais de desenvolvimento'.
"A importação de espécies obedece apenas ao critério econômico. E pior: na maioria dos casos, só uns poucos se beneficiam dos lucros enquanto os prejuízos são sempre socializados, com perdas para o governo, a população e o meio ambiente", pondera o ecólogo e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), William Magnusson. Entre as plantas invasoras mais agressivas, estão diversos tipos de capim adotados por pecuaristas ou para controle da erosão nas margens de rodovias, caso das braquiárias e dos capins anonni, gordura e elefante. Um arbusto europeu, o tojo (Ulex europaeus), também se espalhou pelos estados do Sul, reduzindo a disponibilidade de alimento para a fauna e aumentando os riscos de incêndios. Outro problema são as árvores polinizadas pelo vento, como os pinheiros do gênero Pinus, que também ameaçam a diversidade de campos e cerrados naturais e nem sempre são percebidas como invasoras.
Entre os animais exóticos existem cerca de 60 espécies dispersas em 22 estados. Os invasores que mais preocupam, devido à alta capacidade de dispersão, são o mexilhão-dourado (Limnoperna fortunei), o caramujo-gigante-africano (Achatina fulica), a rã-touro (Rana catesbeiana), o javali (Sus scrofa scrofa) e o búfalo (Bubalus bubalis), todos "importados" para fins comerciais, exceto o mexilhão-dourado, trazido da Ásia na água de lastro de navios cargueiros. A rigor, os navios deveriam despejar água e todos os organismos intrusos em alto mar, evitando a contaminação das regiões costeiras. Todavia, a regulamentação internacional da atividade ainda viaja a reboque. Apesar de medir só 3 cm, o mexilhão-dourado se adaptou bem e proliferou com facilidade. Detectado nos rios da Argentina, em 1991, entrou no Rio Grande do Sul pela Bacia do Prata. Invadiu tubulações de água nas cidades e prejudicou motores de pequenas embarcações, causando prejuízo econômico. Chegou às turbinas de Itaipu, onde se fixou em colônias gigantescas. A aglomeração entupiu os filtros dos sistemas de arrefecimento da usina, obrigando à paralisação regular das atividades para limpeza.
Os peixes - que poderiam se alimentar dos mexilhões e ajudar a evitar a propagação - são suas vítimas e não predadores. Uma vez ingeridos, os moluscos retalham as vísceras dos peixes, causando-lhes a morte. Sem controle, os invasores avançam, desafiando a capacidade de ação do governo e da sociedade. O MMA criou uma força-tarefa para tentar conter seu avanço, com ações em duas frentes: controle da troca de água de lastro e combate ao rápido avanço do molusco, já detectado nos rios do Pantanal. O plano esbarra nas dimensões continentais do Brasil e nas dificuldades de se fiscalizar as embarcações que circulam de uma bacia hidrográfica para outra. Além dos barcos, as larvas do mexilhão grudam em equipamentos de pesca, viajam junto com iscas vivas ou mesmo na carona de plantas aquáticas.
Na costa nordeste do Brasil, os invasores também são asiáticos. Introduzidos a partir de criadouros despreparados para contê-los em seus limites, os camarões da Malásia e o Vanamey podem ser capturados com mais facilidade do que as espécies nacionais de camarão. No rio Negro, no Amazonas, de onde saem 92% dos peixes ornamentais comercializados no país, a história se repete com duas espécies de peixes exóticos: o Trichogaster trichopterus e a Poecilia reticulata. O primeiro é um peixe omnívoro (come tanto vegetais como pequenos animais), muito agressivo em relação a espécies menores. Natural da Tailândia, adaptou-se tão bem, que hoje está presente na maioria dos igarapés de Manaus, a mais de 400 km da área de soltura irresponsável, rio abaixo. O segundo chegou ao Brasil em 1922, trazido pelo extinto Departamento Nacional de Obras contra a Seca (DNOCS) para combater o mosquito transmissor da febre amarela no Nordeste. Propagou-se pelo Brasil todo e viajou até Amazônia, onde hoje é um alienígena em meio à diversidade local.
Entre os invasores terrestres, a pior ameaça vem da África e atende pelo nome de caramujo-gigante (Achatina fulica). Desembarcou em terras brasileiras trazido por criadores de fundo de quintal, que, mesmo sem autorização dos órgãos oficiais, esperavam que o consumidor adotaria o falso escargot como item alimentar. Mas foi tudo miragem: o caramujo nem chegou aos cardápios dos restaurantes e os criadores, frustrados, deixaram milhares escaparem para o meio ambiente. Da Mata Atlântica ao Cerrado, das regiões costeiras até a Amazônia, hoje eles estão em 22 Estados e ameaçam tanto terras particulares como parques e reservas. Seus impactos são devastadores: o caramujo ataca lavouras de hortaliças, compete por alimentos com moluscos nativos e pode transmitir doenças ao homem, transformando um problema agrícola num caso de saúde pública.
Em abril deste ano, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) iniciou um programa modelo de combate ao caramujo no município de Parnamirim, RN, baseado na mobilização comunitária, na catação manual do caramujo pelos moradores das áreas afetadas. De baixo custo e com bons resultados, o programa interessou às prefeituras de várias cidades. Onze prefeituras do interior paulista devem implantá-lo ainda em 2004 e, em Recife e Manaus, o trabalho já começou. "Trata-se da união entre o governo federal, as prefeituras e as comunidades na tentativa de reverter um problema que está no quintal dos brasileiros e que precisa de uma resposta imediata", diz o diretor do Ibama, Rômulo Mello.
Bem maiores, mais rápidos e agressivos que os caramujos, os javalis ignoram barreiras e avançam como uma das mais preocupantes espécies invasoras no Brasil. Chegaram à América do Sul por volta de 1904, trazidos da Europa para o pampa argentino como uma opção de caça. Em 1928, alguns indivíduos foram levados para Colônia, no Uruguai, com a mesma finalidade. Livres, os javalis se dispersaram e chegaram até a fronteira com o Rio Grande do Sul. Em 1989, a estiagem baixou o leito do rio Jaguarão, na divisa, e os javalis passaram para o território brasileiro. Sem predadores naturais, reproduziram-se aos milhares e se disseminaram para o norte, por todos os Estados da região Sul e interior de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Os produtores rurais são os mais prejudicados.
Os javalis atacam rebanhos e plantações, em busca de alimento. Nos ecossistemas, de acordo com o biólogo André Deberdt, estudioso do assunto, o pisoteio desses animais mata plantas nativas, causando desequilíbrio entre as espécies arbóreas e danificando os sub-bosques, dentro das matas. Os javalis, explica ele, também oferecem risco a populações humanas e animais domésticos, por serem transmissores de febre aftosa, leptospirose, teníase, cistocercose e raiva silvestre. Desde1998, o Ibama proíbe a abertura de novos criadouros no Brasil. E, até maio de 2005, liberou o abate dos javalis no Rio Grande do Sul, em caráter experimental, numa tentativa de controlar a população selvagem.
Bem mais ao norte, em plena Reserva Biológica do Guaporé, em Rondônia, milhares de búfalos exóticos circulam livremente onde a lei não permite nem assentamentos humanos. Levados para lá na década de 80 como alternativa econômica, eles romperam as cercas e invadiram áreas importantes para a conservação ambiental. Os rios da reserva estão comprometidos, no solo pisoteado já não crescem plantas e os buritis, palmeiras típicas da região, já desapareceram da paisagem, sem que ninguém saiba como tirar os invasores de lá, vivos ou mortos.
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Invasores nativos
A falta de critérios na hora de soltar animais capturados em ações de fiscalização dos órgãos ambientais também é uma das principais fontes de contaminação biológica nos ecossistemas.
Se capturados em suas áreas de origem e soltos em outras, onde não ocorre a espécie, os animais transferidos passam a competir com os residentes e podem disseminar doenças inexistentes naquele meio, causando impactos negativos no ecossistema. A soltura do sagüi-de-tufo-branco (Callithrix jacchus), na Floresta Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, é um exemplo de introdução indevida e, por que não dizer, até criminosa. Nativo do Nordeste, ele coloca em risco a sobrevivência de outros primatas nativos, incluindo o mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia), que vive a centenas de quilômetros da capital carioca e de cuja população restam apenas mil indivíduos.
Casos assim levaram o Ibama a realizar, no início deste ano, um encontro de especialistas, para definir as normas de soltura. As recomendações devem virar lei em 2005, exigindo que, no mínimo, os órgãos responsáveis por animais apreendidos realizem estudos prévios sobre a segurança do meio ambiente nas introduções e reintroduções.
"Além da competição entre as espécies, as solturas feitas a esmo podem introduzir doenças na natureza", explica Juciara Elise Pelles, do Ibama. "Transportados juntos, animais capturados do tráfico muitas vezes trocam vírus e bactérias entre si. Quando são soltos sem a devida quarentena, eles podem propagar doenças e contaminar animais sadios, comprometendo o equilíbrio ambiental". Segundo ela, se houvesse estudos para acompanhar os efeitos pós-soltura no Brasil, teríamos uma desagradável surpresa.

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Javaporco ameaça produção em Bragança Paulista (SP)

http://www.suinoculturaindustrial.com.br/PortalGessulli/WebSite/Noticias/javaporco-ameaca-producao-em-braganca-paulista-sp,34320,20081118090924_W_159.aspx

Quarta-feira, 30 de julho de 2008 15:05

Javaporco ameaça produção em Bragança Paulista (SP)

Redação (30/07/2008)- Além de afetar os agricultores, os javalis podem gerar um grande problema para a suinocultura da região de Bragança, conforme o veterinário Jonas Antonio Carmignotto. "Os javalis invadem criações de porcos e procriam, gerando o javaporco", explica.

O javaporco pode causar grandes problemas para a suinocultura, pois há o risco de transmissão de doenças já erradicadas no País, como a peste suína. "Esse cruzamento gera animais perigosos, que podem chegar a 300 quilos e andam em bandos", diz. "Os animais asselvajados, sem nenhum tipo de controle sanitário, ameaçam a sanidade nas granjas de suínos."

Para Perrone, a disseminação de doenças pode interferir em contratos de exportação de suínos brasileiros. "A volta de uma doença erradicada no País, como a peste suína, pode prejudicar toda a suinocultura nacional."


Javali vira praga em zona rural
Cultivos na região de Bragança Paulista vêm sendo destruídos por bandos do animal, que tem a caça proibida

Os agricultores de Bragança Paulista (SP) têm perdido plantações por causa do ataque de javalis. De acordo com o chefe da Divisão de Agronegócios do município, Marcelo Perrone, "eles passam destruindo tudo", diz. O próprio Perrone perdeu mais de 50% de um milharal de 24 hectares. O agricultor esperava colher 80 sacas/hectare e colheu menos de 60 sacas/hectare. "Não deu nem para cobrir os custos." O sítio de Perrone fica no Bairro Bocaina, um dos mais afetados, junto com os Bairros Atibaianos e Mãe dos Homens.

O produtor Fuji Ishimoto também teve prejuízo em suas plantações de milho, feijão e batata. "Os javalis atacam em bando, e deixam vários clarões no meio da lavoura", diz. De acordo com a Secretaria de Agricultura de Bragança Paulista, os ataques vêm ocorrendo há três anos. Mas em 2008 a situação se agravou.

Conforme o veterinário Jonas Antonio Carmignotto, o problema começou porque javalis de criatórios clandestinos foram soltos na região, e encontraram um ambiente perfeito na zona rural de Bragança, onde há água farta e alimento - os cultivos. "Não há predadores, como onças, e eles viraram praga", diz o veterinário. Outro agravante é o fato de eles se cruzarem com porcos domésticos, originando o "javaporco". Ambos são considerados pela legislação brasileira como animais "asselvajados", que, apesar de serem exóticos, devem ter a caça autorizada pelo Ibama.

E, no caso de São Paulo, conforme explica Perrone, onde a caça é proibida, deve-se ter autorização também do Ministério Público.

Armadilhas: Diante do problema, algumas reuniões têm sido feitas entre os produtores, a Secretaria de Agricultura e o Ibama. "Elaboramos até um método de captura, que se baseia na construção de armadilhas, com gaiolas de aço", conta Perrone. "Após a captura, o Clube de Tiro de Atibaia se encarregaria de matar os javalis, que seriam dados como alimento aos felinos do Zoológico de Itatiba (SP). O Ibama, entretanto, só autoriza o método se o Ministério Publico autorizar também, o que até agora não ocorreu. "Nossas lavouras estão sendo destruídas e nós não podemos fazer nada", conta o agrônomo da Casa de Agricultura de Bragança, Luiz Ralize.

Em reunião em Bragança Paulista, a representante do Ibama, Rossana Borioni, confirmou que nada pode ser feito sem autorização do Ministério. "Os promotores de São Paulo já se prontificaram a discutir o assunto, mas a Promotoria bragantina ainda não se mobilizou", diz Perrone.

O Estado de São Paulo

Friday, September 17, 2010

Londrina: Ibama faz exigências para liberar abate de pombas

Entre as condições impostas está a elaboração da estimativa da população de pombas e o acompanhamento de empresas e técnicos que farão o abate

23/07/2010 | 00:00 Marcelo Frazão

Após um ano de espera, o Ibama em Curitiba autorizou a execução do plano de manejo de pombos proposto pela Prefeitura de Londrina, mas não aprovou o abate das aves, pelo menos por enquanto, como pretendia a Secretaria Municipal do
Ambiente (Sema).

Em fax enviado à secretaria, o superintendente do Ibama, Douglas Roberto de Moraes, afirma que o órgão “é favorável ao controle da população de Zenaida auriculata na região central de Londrina e aprova a metodologia apresentada para o controle das pombas amargosas”, mas a autorização para a captura, abate e transporte dos animais somente será emitida após o cumprimento de uma série de exigências.

O Núcleo de Fauna e Recursos Pesqueiros do Ibama listou uma série de procedimentos preparatórios como condicionantes para que a Prefeitura proceda ao abate de milhares de aves – a maioria deles está apenas em fase inicial dentro da Secretaria Municipal do Ambiente.

Para autorizar o abate, o Ibama quer que a Prefeitura apresente o cronograma das ações e a data prevista para o início da eliminação das aves. A administração terá que elaborar uma estimativa atualizada da população de pombas e fazer um segundo levantamento prévio nos dias anteriores ao abate. O Ibama também quer acesso a todos os documentos das empresas e técnicos responsáveis por avaliar a superpopulação, capturar e abater as aves. Embora não haja nenhum procedimento em curso para licitar a escolha de uma empresa, o Ibama já pediu cópias dos contratos dos serviços. O órgão federal também exige de todos os técnicos que trabalharão nos procedimentos inscrição no cadastro do próprio Ibama.

O órgão ambiental também pede que a Prefeitura apresente como solucionará a destinação final das carcaças das pombas abatidas. Entre as exigências, requer que o município exiba o Termo de Cooperação do Programa de Recuperação de Matas Ciliares e Reservas Legais de Londrina – o Programa Londrina Verde.

Se todas as exigências forem cumpridas, o Ibama adiantou que as operações de abate poderão ser feitas dentro do Bosque – mas determinou que a intervenção seja “em recinto fechado e preservado”, sugerindo a montagem de uma estrutura temporária, longe dos olhos de curiosos, e com profissionais protegidos de qualquer risco de contaminação.

O uso dos falcões, sugeridos pela Sema para intimidar as aves também foi autorizado e os animais devem estar registrados - assim como o falcoeiro responsável - no Ibama. O órgão determina ainda que a Sema realize e incentive pesquisas científicas sobre aspectos “biológicos, comportamentais e de dinâmica populacional da espécie da Zenaida auriculata”. O estudo deve conter avaliações sobre o tipo de ambiente preferencial dos pombos e identificar as árvores usadas como dormitório, “para subsidiar o manejo com uma arborização dirigida para a cidade”. Relatórios trimestrais, resultados de exames de laboratório feitos nas aves capturadas e registros das ações de rotina também estão incluídas no rol de exigências do Ibama para entregar a autorização de abate definitivo à Prefeitura. O ofício assinado pelo presidente do Ibama reforça que pode enquadrar como crime ambiental qualquer tentativa de intervir nas aves sem autorização do órgão.

Para secretário, resposta é positiva


O secretário do Ambiente, José Faraco, disse ter ficado aliviado com a resposta do Ibama. “Foi uma resposta positiva. Eu estava com medo de ter condicionantes-bomba, mas foi tranquilo. É o reconhecimento da necessidade do abate. Agora temos que contratar a empresa e fazer estimativa e cronograma de ações”, afirmou. Faraco afirmou ter contatado uma empresa do Rio de Janeiro para realizar o serviço. Entretanto, não soube dizer o valor gasto para a contratação da empresa, que faria a contagem da população de pombos em Londrina, a captura, o abate e o transporte dos restos mortais das aves. “Não é caro. A empresa tem a licença do Ibama”, garantiu o secretário.

A expectativa de Faraco é que, em 30 dias, todas as exigências do Ibama sejam cumpridas. “Não podemos demorar mais”. O secretário de Gestão Pública, Marco Cito, confirmou a possibilidade de fazer a contratação da empresa diretamente se ela for a única no país especializada no controle das aves. “Pedi informações e vamos pesquisar se é mesmo a única que efetua o serviço. Não vejo, numa análise preliminar, o caso de inexigibilidade de licitação porque pode haver outras”, disse. Cito garantiu que a empresa poderá ser conhecida em 20 dias porque a escolha pode ser feita por pregão eletrônico: “As regras estarão no edital da licitação”.

Colaborou Fábio Luporini

Em 2006 Ibama autorizou abate de pombas em 65 cidades...mas proibiu armas de fogo, por quê???

* 04/08/2006 às 22:24

*
Ibama autoriza abate de pombas em 65 cidades
Fonte: http://www.odiario.com/maringa/noticia/29373/ibama-autoriza-abate-de-pombas-em-65-cidades.html

* Murilo Gatti

A A A

* O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) regulamentou o controle populacional da pomba-amargosa (Zenaida auriculata), através da captura e do abate, em 65 municípios do Norte e Noroeste do Paraná. A esperada decisão não é a salvação da lavoura para os agricultores, pois a determinação vem acompanhada de uma série de exigências que poderão dificultar as liberações de abate das aves nas propriedades.

Segundo o presidente do Sindicato Rural de Maringá, José Antônio Borghi, a instrução normativa representa um avanço no trabalho desenvolvido por todas as instituições que, desde o ano passado, cobram providências para o problema. Ao mesmo tempo, Borghi aponta que a metodologia definida para o controle e a necessidade dos produtores rurais terem a reserva legal averbada para a obtenção da autorização do Ibama vai restringir muito as ações. "Será complicado para o produtor conseguir a autorização, mas não deixa de ser um ganho significativo", avalia.

O agricultor de Paiçandu, José Francisco Felissare, que está colhendo milho, relata que desconhece qualquer proprietário rural daquele município que tenha a reserva legal e, por isso, recebe a notícia da autorização do Ibama com preocupação. "Se não matarmos agora, não vai ter mais condições. São bilhões de pombas aqui na região", conta.

Como as pombas não atacam o milho, a preocupação maior dos agricultores é com a plantação da soja, que começa em meados de setembro. "Estamos torcendo para as pombas irem embora e nos deixarem em paz", relata o agricultor que, no ano passado, aumentou os gastos do cultivo da soja devido a necessidade de contratar pessoas para andar com motos e soltar rojões perto da plantação.

Por outro lado, o presidente da Organização-Não-Governamental (Ong) Fauna e Flora Sul, Carlos Clichowski, autor da polêmica proposta apresentada ao Conselho de Defesa do Meio Ambiente de Maringá (Condema), de abater as pombas-amargosas a tiros, recebeu a instrução normativa como uma vitória de todas as entidades envolvidas no processo e apontou que as Ongs ambientais poderão ajudar no trabalho de controle populacional.

Clichowski ressalta que fez a proposta do abate a tiros para alertar às autoridades sobre o envenenamento das pombas, que vinha ocorrendo com freqüência. "Nossa preocupação maior era com outras espécies que também estavam morrendo por causa do envenenamento", lembra.

Já a Sociedade Protetora dos Animais de Maringá (Spam), que sempre se posicionou contrária ao abate das pombas-amargosas, demonstrou preocupação com a decisão do Ibama, pois a autorização do abate, segundo a Spam, poderá gerar maus-tratos aos animais, principalmente devido às dificulades de controle.

A Spam considera que o abate em massa é ineficaz como forma de controle populacional das pombas se não houver nenhuma alteração no modelo agrícola monocultor de cana-de-açúcar e de grãos na região.

A superintendência do Ibama no Paraná informou que vai estudar a melhor forma de aplicação da normativa para que haja um controle capaz de evitar mais prejuízos aos agricultores.

Londrina também vai abater

Cinqüenta mil pombas serão abatidas em Londrina para controlar a superpopulação dessas aves. A autorização para o abate foi dada pelo Ibama a pedido da Secretaria do Meio Ambiente, após a constatação de que pelo menos 170 mil animais habitam a região central da cidade. O abate somente será evitado se a Justiça intervier, observa o secretário de Meio Ambiente, Cleidival Fruzeri. "É um caso de saúde pública."

A decisão divide a população, que será informada dos motivos que levaram à decisão em audiência pública no dia 19. Segundo a promotora do Meio Ambiente, Solange Vicentin, a decisão está tomada e ponto final. "O valor maior é a vida humana", afirma.

Ainda não está definida uma data para o início do abate, que dependerá da escolha de uma empresa que vai se encarregar da tarefa. A empresa será escolhida por licitação. (Agência Estado)

O que diz a instrução

Autoriza, pelo período de um ano, o controle populacional da pomba-amargosa (Zenaida Auriculata) nos municípios onde ela é considerada nociva à agricultura.

O abate será permitido somente a pessoas ou entidades previamente credenciadas junto ao Ibama e autorizadas pelo mesmo.

Não há limite para o abate, que só poderá ser feito através de armadilhas de captura, catação e coleta de animais adultos, ovos e filhotes.

É expressamente vedado o controle com por meio de armas de fogo, veneno, incêndio ou instrumentos que caracterizem maus-tratos aos animais.

Os produtos e subprodutos da captura não poderão ser comercializados e tampouco consumidos em estabelecimentos próprios ou privados, ficando limitada à utilização para consumo próprio e doméstico, bem como para alimentação de animais em instituições de pesquisa e zoológicos autorizados pelo Ibama.

Os proprietários rurais interessados no controle das pombas em suas propriedades precisarão apresentar a matrícula do imóvel com averbação da Reserva Legal e a definição das pessoas que irão executar o controle.

Ao final do período de controle, todas as pessoas credenciadas terão de apresentar um relatório de abate com a descrição de quantos animais foram abatidos no local e as datas dos referidos abates.

Todos os detalhes estão na Instrução Normativa Nº 108, que foi publicada no Diário Oficial da União (Seção 1 - página 72 e 73) de 3 de agosto de 2006. O Diário Oficial da União está disponível no site www.in.gov.br.

Cidades onde o abate foi autorizado:

Alto Paraná, Ângulo, Apucarana, Arapongas, Araruna, Assai, Astorga, Atalaia, Bom Sucesso, Cafeara, Cambé, Cianorte, Colorado, Cruzeiro do Oeste, Cruzeiro do Sul, Doutor Camargo, Engenheiro Beltrão, Fênix, Floraí, Floresta, Florida, Guaraci, Ibiporã, Iguaraçu, Indianópolis, Itambé, Ivatuba, Jaguarita, Jandaia do Sul, Japura, Jussara, Lobato, Mandaguaçu, Mandaguari, Marialva, Maringá, Miraselva, Munhoz de Melo, Nossa Senhora das Graças, Nova Esperança, Nova Olímpia, Ourizona, Paiçandu, Paraíso do Norte, Paranacity, Paranapoema, Peabiru, Pitangueiras, Presidente Castelo Branco, Quinta do Sol, Rolândia, Rondon, Sabaudia, Santa Fé, Santo Inácio, São Carlos do Ivaí, São Jorge do Ivaí, São Manoel do Paraná, São Pedro do Ivaí, São Tomé, Sarandi, Tapejara, Terra Boa, Tuneiras do Oeste, Uniflor

Bom e velho javali

Thursday, September 16, 2010

Caça de pombos liberada pelo IBAMA

http://www.ibaixa.com.br/flash/180/malditos-pombos/

Berlim permite caça de javalis no centro da cidade

Sergio Correa

De Berlim para a BBC Mundo

Kristina Scherer com um javali em Berlim

Especialistas calculam que existam mais de 10 mil javalis na capital alemã

O aumento excessivo no número de javalis em Berlim levou a prefeitura da capital alemã a permitir a a caça desses animais. Calcula-se que existam mais de 10 mil javalis andando livremente pela cidade.

Nos últimos anos, esses animais provocaram estragos em jardins, parques e praças e até acidentes de trânsito, além de causar pânico em alguns moradores.

"Acreditamos que esse fenômeno (do aumento no número de javalis) ocorreu porque tivemos invernos muito brandos", disse à BBC a representante do departamento de caça da prefeitura de Berlim, Sabine Kopetzki.

"No ano passado foram caçados 3 mil javalis na cidade, sendo que mais de 500 foram mortos em pleno centro", disse Kopetzki. Segundo ela, esses números já representam um aumento de 60% em relação a 2007.

Em todo o território alemão, o número de javalis caçados em 2008 chega a meio milhão, um crescimento de 66% em relação a 2007, de acordo com Kopetzki.

Entre os caçadores, há alguns especializados em animais selvagens, que vendem a carne de javali por um preço médio de US$ 20 por quilo.

Aumento

Segundo a representante do portal de amigos dos javalis wildschwein.net, Kristina Scherer, muitas das causas do aumento no número de javalis nas cidades são provocadas pelos humanos.

"Fatores como as mudanças climáticas, a crescente urbanização, que reduz os espaços naturais para os javalis, e também os caçadores, que os atraem para as cidades com comida, fizeram com que deixassem seu habitat natural", disse Scherer à BBC.

Alguns especialistas afirmam que os javalis urbanos ficaram mais domésticos e frequentemente se aproximam das pessoas para pedir comida. Isso não significa, porém, que tenham se tornado inofensivos, alertam especialistas.

"Caso sintam-se ameaçados, podem ser perigosos", diz Kopetzki.

Em novembro passado, um caçador experiente morreu em decorrência de ferimentos provocados por um javali nos bosques nos arredores de Berlim.

No entanto, apesar dos problemas causados por esses animais na capital alemã, nem todos os berlinenses concordam com a permissão para a caça e muitos acusam os caçadores de mera crueldade.

A representante do portal de amigos dos javalis diz que é preciso encontrar uma maneira de levar esses animais de volta aos bosques.

Kopetzki, do departamento de caça, afirma porém que a tarefa é difícil. "Os javalis que nascem na área urbana ficam nela para sempre. Se forem levados para o bosque, vão acabar voltando para a cidade", diz.

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Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/04/090410_javali_ac.shtml

Wednesday, September 15, 2010

França diz que Europa não é 'lixão' de produtos do Mercosul

E nenhum ministro ou autoridade brasileira diz nada??? São uns cagões mesmo...e ainda o Lula quer comprar os caças lixo da França....


França diz que Europa não é 'lixão' de produtos do Mercosul

O ministro francês da Agricultura, Bruno La Maire, afirmou nesta terça-feira que a "Europa não é lixão dos produtos agrícolas da América do Sul", no mesmo dia da viagem que o comissário europeu do Comércio iniciará ao Brasil para retomar as negociações com o Mercosul.

"A Europa não é o lixão dos produtos agrícolas da América do Sul", afirmou Le Maire depois da abertura do 24º Salão Internacional de Pecuária de Rennes (oeste da França), depois de reiterar a oposição "firme" da França à retomada das negociações entre União Europeia (UE) e Mercosul.

O ministro francês fez tais declarações no mesmo dia em que o comissário europeu de Comércio, Karel de Gucht, inicia no Brasil (que exerce a presidência temporária do Mercosul) uma viagem que posteriormente o levará à Argentina para impulsionar as negociações comerciais entre ambos os blocos regionais.

"Não iremos adiante nas negociações com o Mercosul", disse Le Maire paralelamente ao salão, depois de anunciar a entrega de 300 milhões de euros em ajudas aos pecuaristas franceses para os próximos três anos.

Iniciadas em 1999, mas suspensas desde 2004, as negociações entre UE e Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai) foram retomadas em maio passado durante a presidência espanhola do bloco europeu.

Uma primeira rodada de negociações ocorreu em julho em Buenos Aires, apesar da oposição de dez países europeus liderados pela França e das críticas dos latino-americanos em relação à política europeia de subsídios agrícolas.

Uma segunda rodada está prevista para ocorrer de 11 a 15 de outubro em Bruxelas. França, Irlanda, Grécia, Hungria, Áustria, Luxemburgo, Polônia, Finlândia, Romênia e Chipre consideram que é necessário "avaliar o impacto econômico" que uma troca comercial entre UE e Mercosul teria, "tendo em vista a competitividade dos países do Mercosul no âmbito agrícola", segundo fontes diplomáticas europeias.

O Mercosul, mais competitivo em matéria agrícola, pede uma redução de tarifas alfandegárias e de subsídios, enquanto a UE quer uma maior abertura para seus produtos industriais. "O agricultor não é uma moeda de troca. Não iremos adiante nas negociações com a OMC" (Organização Mundial do Comércio), enfatizou Le Maire em Rennes.

Nas vésperas da Cúpula Eurolatinoamericana de Madri em maio passado, a França tinha afirmado que "não (moveria) nem um milímetro" sua posição de rejeição à retomada das negociações UE-Mercosul enquanto a Rodada de Doha sobre a liberalização do comércio mundial não for concluída.

Ao assumir em agosto passado a presidência do Mercosul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que uma de suas prioridades seria conseguir avanços concretos rumo a um acordo de livre comércio com a UE, cuja demora atribuiu claramente aos franceses.

Falta de dinheiro pode condenar tigres selvagens à extinção - Ciência - Notícia - VEJA.com

Em todos os países desenvolvidos e nos grandes parques africanos a caça esportiva regulamentada contribui com recursos para a preservação das espécies, na Ásia é proibida porém feita ilegamente como no Brasil, tá ai o resultado!!!

Falta de dinheiro pode condenar tigres selvagens à extinção - Ciência - Notícia - VEJA.com

Tuesday, September 14, 2010

Caça de Javalis liberada pelo IBAMA

Essa é a única forma liberada pelo IBAMA para abater Javalis no Brasil atualmente:
http://pt.komeplay.com/pt/jogo/cacador-de-javalis-selvagens

Sobre a Criação de Javalis

Proteção à base de patrulha privada

Um grupo de 350 produtores rurais de Guarapuava adotou um sistema de segurança privada com patrulhamento 24 horas por dia em dezenas de fazendas agropecuárias da região para inibir os roubos de máquinas, insumos e animais. O serviço de monitoramento antiassaltos controla toda a movimentação de pessoas e veículos na área protegida e, segundo os usuários, complementa o trabalho da polícia. Apesar de os vigilantes não circularem armados, o serviço estaria afastando bandos especializados em atacar propriedades distantes da zona urbana.

O projeto vem sendo estruturado há cinco anos e conta com opções como alarme eletrônico e rede de câmeras. As asslatos são mais frequentes às vésperas do plantio, quando os galpões ficam carregados de insumos. Para se ter uma ideia, uma caminhonete simples é capaz de carregar volume de agrotóxicos que vale mais de R$ 100 mil.

Em discussões coordenadas pelo Sindicato Rural de Guarapuava, eles decidiram contratar uma empresa de segurança e prevenir os ataques.

Antes da implantação do projeto, foram feitos estudos sobre a dimensão a ser monitorada, a quantidade ideal de agentes e o melhor local para se instalar as bases de operação. A empresa contratada foi o Grupo Zanardo, que é de Santa Catarina e tem 17 unidades de negócios no Sul do Brasil. Até então, a companhia atendia apenas o setor urbano. Hoje possui três bases do novo serviço, em Guarapuava, Candói e Pinhão. Segundo o diretor presidente da empresa, Ivan Zanardo, o investimento foi de aproximadamente R$ 500 mil, mas o negócio no campo deu certo.

O representante do Sindicato Rural que coordenou as discussões, Cláudio de Azevedo, afirma que os produtores sentiam-se inseguros contando apenas com a segurança oficial. Mesmo com o monitoramento, não eliminaram os riscos, mas estão mais tranquilos, relata. “O projeto ainda não é 100%, mas os produtores sentem-se mais protegidos.” Ele acredita que muitos assaltos foram evitados. “Até mesmo a placa da empresa de monitoramento ao lado da porteira da propriedade é um fator que inibe a entrada de pessoas mal intencionadas.”

Além de inibir a entrada de assaltantes, o projeto tem, desde 2005, o propósito de evitar invasões de caçadores e grupos sem-terra. “Nossa ideia era que, a partir de um sistema de monitoramento, tivéssemos informações relacionadas a movimentações de pessoas próximas às propriedades”, complementa Azevedo. Na época, o Sindicato Rural chegou a criar uma comissão de assuntos fundiários que discutia estratégias de segurança nas propriedades.

O interesse dos produtores pela proteção privada é crescente, o que ajuda a viabilizar o serviço, relata. O monitoramento estaria passando por constantes revisões. “O sistema cresceu e está em fase de consolidação. Um fator fundamental foi a integração da empresa com os órgãos oficiais de segurança”, avalia Azevedo.

O diretor do Grupo Zanardo afirma que a empresa de segurança enfrenta na região de Guarapuava os mesmos problemas que atrapalham o trabalho da polícia. “Tivemos muita dificuldade de acesso às propriedades para atendimento, devido às más condições das estradas.” Segundo ele, esse fator exigiu maior investimento em veículos ágeis e apropriados para a lama e a poeira. Zanardo afirma que a prestadora de serviço se adaptou à legislação que rege a atividade de segurança patrimonial.

Os agentes fazem rondas sem horário definido durante dia e noite. “O monitoramento rural é um conjunto de ações sistematizadas”, define o empresário. Ele argumenta que a prevenção é o objetivo do serviço. Segundo Zanardo, os funcionários são treinados para, em caso de assalto a alguma propriedade monitorada, acionarem as autoridades policiais. A equipe solicita o atendimento da ocorrência e deixa o trabalho repressivo para a Polícia Militar, sustenta.

O custo para os produtores rurais varia de R$ 120 a R$ 160,00 por mês. Para monitorar a empresa, eles recebem um relatório mensal que especifica as rondas realizadas em sua propriedade. Segundo a prestadora de serviço, após a implantação do monitoramento rural, o roubo de máquinas e agrotóxicos nas propriedades monitoradas caiu a zero. “O monitoramento rural inibe diversas situações de crimes contra o patrimônio dos proprietários rurais, principalmente furtos de máquinas, implementos agrícolas, animais, assim como a entrada de caçadores, pescadores, veículos ou pessoas em atitudes suspeitas”, observa Zanardo.

14/09/2010

Fonte:Gazeta Digital

Monday, September 13, 2010

Espécies exógenas invasoras nocivas: Impacto de cães (Canis familiaris) e gatos (Felis catus) errantes sobre a fauna silvestre

Prezados Senhores do IBAMA,

Estudos provam que cães e gatos soltos que também são animais exóticos, nocivos e invasores deveriam ser controlados, pois como mostram os estudos abaixo estes animais causam grande impacto na fauna local.

Qual a Instrução Normativa que regulamenta o controle destes animais?

Onde posso encontrar uma lista do IBAMA de animais nocivos, exógenos e invasores, e a forma de correta e legal de controlá-los?

Desde já agradeço a atenção,

Eng. Agr. Rafael Salerno


Impacto de cães (Canis familiaris) e gatos (Felis catus) errantes sobre a fauna silvestre em ambiente peri-urbano.

http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/91/91131/tde-20062005-162534/

http://www.rc.unesp.br/ib/ecologia/fenologia/pdf/Galetti&Sazima-port.pdf

http://www.biodiversityreporting.org/article.sub?docId=23728&c=Brazil&cRef=Brazil&year=2007&date=September%202006

http://www.icb.ufmg.br/big/beds/arquivos/loboguara.doc

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-81752008000200026

Matilha urbana mata animais silvestres e ameaça pessoas

O melhor amigo do homem virou o maior inimigo da fauna do Parque Nacional de Brasília. Raposas, veados e tatus são as principais vítimas da multiplicação desenfreada de cães ferais __ cachorros que perderam o comportamento domesticado e readquiriram a selvageria de seus ancestrais. Até presas maiores, como as antas, são caçadas pelas matilhas, que não temem nada. Nem o homem.
A administração calcula que a população de cães no parque seja de cerca de três mil cachorros. Isso inclui aqueles que vivem nos limites do parque e ainda aceitam a aproximação humana até os predadores totalmente selvagens, sem nenhum vestígio de comportamento doméstico, pois nasceram dentro do mato e nunca conviveram com o homem.
“O animal raramente escapa quando é cercado pela matilha”, explica o veterinário e biólogo Walfrido Tomás. No início de março, oito cães acuaram um fêmea de veado catinguero, a mataram e devoraram parte de seu traseiro, antes de serem enxotados por funcionários. No dia seguinte, mataram uma raposa. “No caso das raposas e tamanduás, os cachorros não matam para comer e acabam abondonando o bicho morto”, acrescenta Cristiane Horowitz, engenheira florestal.
A ameaça à fauna está se transformando também em perigo para as pessoas que freqüentam o parque. Para o agente florestal Paulo Delgado, o perigo de sofrer um ataque canino é diário. Ele conta que os cães não se intimidam e já chegaram a avançar no seu jipe de patrulha da área. Diante de uma matilha enfurecida, o agente só pode contar com sua espingarda. “Quando estão caçando, comendo ou com cria, eles atacam mesmo, e o jeito é matar”, afirma Paulo.
A adminstração admite não ter como controlar o fenômeno, que na verdade já é antigo. Há 10 anos, os ataques caninos já eram a maior causa de morte dos animais silvestres do parque. É das favelas e do lixão próximos ao parque que sai a maioria dos cachorros invasores da maior reserva ecológica do Distrito Federal, com 30 mil hectares. Entre as montanhas de lixo, eles são vistos às centenas e ninguém os ameaça.
A Gerência de Controle de Zoonoses da Secretaria de Saúde não tem como combater o problema no lixão. Os catadores de lixo reagem com violência a qualquer aproximação dos laçadores de animais, mantendo a carrocinha, e o Estado, à distância. O ex-chefe do Núcleo de Profilaxia, Klaus Paranayba, conta que não há estrutura para atender a toda a demanda de captura de cães e gatos na cidade, onde vivem 200 mil cachorros, com ou sem donos.
Sem donos e sem controle, os cães se multiplicam e aumentam as probabilidades de ataques e de passarem enfermidades aos animais silvestres e às pessoas. Além da raiva, os cachorros podem transmitir verminoses, leptospirose e serem portadores da leishmaniose visceral (calazar), doença degenerativa que destrói as vísceras e é transmitida por mosquitos e moscas sugadores do sangue de animais doentes.
--

Javali abatido na Fazenda Cavalhada, em Caxias do Sul-RS, cedida pela AGAJA -



Foto de animal abatido na Fazenda Cavalhada, em Caxias do Sul-RS, cedida pela AGAJA - Associação Gaucha de Controle do Javali Asselvajado

SOMOS POBRES PORQUE ACREDITAMOS MAIS NA DISTRIBUIÇÃO DO QUE NA PRODUÇÃO DE RIQUEZAS (RENDA)

A única forma de acumular riquezas é extraindo-as do solo seja na forma de alimentos, produtos agrícolas em geral, argila para fazer tijolos, moer pedras para fazer cimento, calcário, extrair minérios, canalizar a água para fazer energia elétrica, em suma, o uso de recursos naturais. A prestação de serviços e o comércio essencialmente nada produzem ao passo que a indústria apenas transforma os materiais produzidos ou extraídos do solo. Até os combustíveis fósseis (finitos), só existem abaixo do solo...
Analistas menos avisados costumam abordar o valor do PIB agrícola ou do setor primário em geral com tom pejorativo porquanto sua expressão em números, é baixa. Esquecem-se no entanto do imenso efeito multiplicador da renda produzida e do emprego pelo setor primário, estimado em no mínimo em três (3) vezes no caso brasileiro.
Criar riquezas ou distribuir a renda?
Uma daquelas "verdades" que ninguém no Brasil se atreve a negar é que "algo precisa ser feito" para melhorar a distribuição de renda no país. Evidentemente, essa afirmação subentende a intervenção estatal para assegurar que as camadas inferiores da sociedade deixem de ser "exploradas" pelos que se encontram mais acima.


Essa idéia tão difundida revela uma clara falta de entendimento sobre a forma como a riqueza é gerada e distribuída numa sociedade. E que ninguém pense que essa falta de entendimento é fenômeno exclusivamente brasileiro. Há tempos que os defensores da economia de mercado, em todas as partes do mundo, buscam formas de combater essa visão equivocada.
Poucos conseguem fazer isso de forma tão clara quanto Walter E. Williams, professor de economia da Universidade George Mason, em Virgínia, a alguns quilômetros da capital americana. O professor diz que, se formos dar ouvido à sabedoria convencional, vamos pensar que existe uma pilha de dinheiro em algum lugar, e um "distribuidor de dinheiro" que reparte as cédulas entre a população.
"Assim", diz o professor, "muitos pensam que a razão porque alguns têm mais do que os outros é que o distribuidor de dinheiro é um racista e sexista que distribui o dinheiro de forma injusta.
Outros, garantem que alguns são mais ricos porque chegaram primeiro à pilha de dinheiro e pegaram uma quantidade 'injusta', deixando muito pouco para os outros".
Nos dois casos, garante o professor Williams, a conclusão é
clara: "para fazer justiça, é preciso que o governo tire os ganhos escusos de uns poucos e devolva aos que ficaram com pouco dinheiro, ou seja, que o governo redistribua a renda".
Ao contrário do que fazem crer essas visões caricaturais da realidade, porém, Walter E. Williams explica que numa sociedade livre "a única forma de obter renda é agradar e servir ao seu semelhante. Eu corto sua grama, conserto seu telhado, lhe entrego um alimento, um bem qualquer ou ensino economia a seu filho. Você, por seu lado, me dá dinheiro. Podemos pensar no dinheiro como certificados de desempenho".

"Obviamente", observa o professor,"algumas pessoas sabem servir e agradar aos seus semelhantes melhor do que outras seja pela qualidade dos serviços ou dos produtos. Por isso, recebem um número maior de certificados de desempenho (quer dizer, uma renda mais alta)."
Walter Williams cita como exemplo o tenor Luciano Pavarotti.
"Por que a renda de Pavarotti é maior do que a minha?", pergunta o professor. "É por causa de pessoas de bom gosto como você. Você é capaz de pagar 75.00 dólares para ouvir Pavarotti cantar uma ária de La Boheme. Mas quanto estaria disposto a pagar para me ouvir cantar a mesma música?"
"Aqueles que chamam a renda de Pavarotti de injusta e desejam que o governo tome parte dela para dar a outros estão essencialmente
dizendo: eu discordo da decisão de milhões de pessoas que voluntariamente proporcionaram a Pavarotti uma renda alta. Por isso vamos usar o poder de coerção do governo para cancelar essas decisões individuais e redistribuir a renda."
"É como se o governo", continua Williams, dissesse a mim:
"Walter, você não precisa servir com esmero ao seu semelhante para ter direito a uma parte do que ele produz. Em troca de sua lealdade a nós, vamos tirar do que seu semelhante produz e dar a você".
Nas palavras do professor Williams, "a redistribuição de renda é simplesmente a versão legal do que um ladrão faz - tirar a propriedade de uma pessoa para benefício próprio ou de outra. A principal diferença entre os atos do ladrão e dos Governos é a legalidade".
Palavras fortes, sem dúvida, mas cheias de razão e bom senso.
Essas observações de Walter E. Williams foram retiradas da palestra "O Empreendedor Como Herói Americano", que o professor apresentou recentemente num seminário sobre "Empreendedores e o Espírito da América" realizado no Hillsdale College, do estado americano de Michigan.

Não é por nada, não, mas esse texto deveria virar matéria obrigatória em todas as faculdades de economia do Brasil e porque não dizer, do mundo.

(Paulo Leite, de Washington, DC - Publicado em 29/03/2005)

Mundo vai viver nova onda de êxodo rural

12 de setembro de 2010 | 0h 00
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Levantamento do FMI e da OIT mostra que fenômeno vai levar 30 milhões de pessoas por ano para os centros urbanos, na próxima década

- O Estado de S.Paulo

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O mundo vai viver uma década de grande êxodo rural e 30 milhões de pessoas deixarão o campo em direção às cidades por ano. O alerta é do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

As organizações advertem os governos para se prepararem não apenas para acolher essas pessoas com infraestrutura adequada, mas também para que assegurem políticas de criação de empregos se não quiserem ver o aumento da pobreza.

A constatação faz parte de um levantamento feito sobre o futuro do mercado de trabalho. Em dez anos, o mundo terá de gerar 440 milhões de empregos para um exército de novos trabalhadores.

"Esses postos terão de ser criados apenas para não agravar ainda mais o nível de desemprego no mundo. Não para resolver a falta de trabalho, que atinge 210 milhões em 2010", alertou Steven Pursie, um dos principais economistas da OIT.

Parte dessa necessidade em gerar novos postos ocorre diante da explosão demográfica que ainda acontece em alguns países emergentes. Mas uma parcela importante ocorre pelo êxodo rural. "O desafio será enorme, tanto para governos como para a sociedade", afirmou Pursie. "Esse talvez seja o maior movimento de seres humanos em direção às cidades em um século."

Economia. O impacto sobre a economia deve ser profundo. Uma pequena minoria estará trabalhando em apenas um setor - o agrícola - que continuará responsável por alimentar uma grande maioria.

O fluxo de migrantes do campo para as cidades não é um fenômeno novo. Nos últimos 50 anos, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) estima que 800 milhões de pessoas teriam deixado terras e trabalho no campo para buscar uma vida melhor nas cidades.

Os países industrializados já passaram por esse fenômeno décadas antes.

Mas o ritmo dessa migração deve dobrar. A falta crônica de acesso à terra, queda de produtividade e de renda, além de problemas ambientais, são os principais fatores que estariam levando milhões para as cidades.

"Os países emergentes devem se preparar para uma explosão de suas cidades, o que já vem ocorrendo", disse o chefe do Instituto de Pesquisas de Desenvolvimento das Nações Unidas, Yusuf Bangura. "Os salários no campo não vão acompanhar o aumento de renda nas cidades e o fluxo será inevitável em muitos casos."

Em 2008, pela primeira vez, mais de 50% da humanidade vivia em cidades. O que o estudo liderado pelo Fundo Monetário Internacional mostra agora é que essa tendência não vai parar de crescer.

Em 1900, apenas 13% da população mundial vivia em cidades, cerca de 200 milhões de pessoas. Essa taxa, 50 anos depois, subiu para 29%. Em 2005, 3,2 bilhões de pessoas viviam em centros urbanos, ou 49% da população mundial.

Para 2030, a projeção apontada no levantamento é de que 60% da população do planeta esteja fora do campo, quase 5 bilhões de pessoas.

Sunday, September 12, 2010

Javalis causam prejuízos milionários no MS

Ataques de javalis causam prejuízos aos agricultures de Rio Brilhante

As perdas nas lavouras da região de Rio Brilhante devido a ataques de javalis chegam a R$ 1 milhão somente nesta colheita. A estimativa é do Sindicato Rural do município, que promove nesta sexta-feira, 10 de setembro, com o apoio da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), uma reunião com produtores e autoridades para apresentar a extensão do prejuízo e discutir o que pode ser feito para reduzi-lo.



A reunião será realizada na Câmara Municipal de Rio Brilhante às 18h30 e contará com a presença do presidente da Famasul, Eduardo Riedel, o deputado Paulo Côrrea, que é presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembléia Legislativa e representantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente.



A coordenadora do Sindicato Rural de Rio Brilhante, Adalgisa Regina Ramos, que organiza o evento, expõe a extensão do problema, que segundo ela, prejudica muito a produção de milho safrinha na região. “Os produtores vem até nós para reclamar. Há casos de quem perdeu R$ 110 mil, outro R$ 200 mil com os ataques. A situação é grave, pois envolve números altos de prejuízo”, informa.



O que acontece é que os javalis comem as plantações de milho. Segundo Adalgisa, há alguns anos atrás os ataques eram bem raros, mas os animais começaram a cruzar com outros tipos de porcos e o número aumentou muito. “O Ibama proíbe a caça desses animais, o que deixa os produtores sem instrumentos de defesa. Resolver o problema é uma responsabilidade das autoridades pois o produtor não tem meios legais de proteger suas plantações. O objetivo da reunião é buscar uma alternativa para o problema”, enfatiza.


10/09/2010

Fonte:Camila Valderrama - Sato Comunicação
http://www.ruralcentro.com.br/noticias/27605/_

Friday, September 10, 2010

IBAMA - Dossiê secreto do Javali no Brasil

Documento comprovando que mesmo sem divulgação externa os técnicos do IBAMA já estão cientes do risco ambiental e sanitário, porém a direção do orgão não tem tomado medidas adequadas para proteger o meio ambiente devido a pressão de ONG’s ambientalista e de direitos dos animais.
Expõe que os ambientalista não compreendem a amplitude dos problemas relacionados a esta praga, que já houveram multiplos casos de ataques fatais a seres humanos.

Thursday, September 09, 2010

Deputado quer reverter decreto que proíbe a caça de javalis

10/09/10 - 00:00 > POLÍTICA
Veruchka Fabre
BRASÍLIA - Candidato a vice-governador do Rio Grande do Sul, o deputado federal Pompeo de Mattos (PDT-RS) promete, depois das eleições, propor revisão da Portaria n. 08/2010 do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que no último dia 18 proibiu a caça de javalis no sul do Brasil.

Depois de diversos incidentes em que javalis destruíram lavouras e atacaram lavradores, produtores da região defendem a caça controlada desses animais.

Setor

Para o presidente da Associação Paranaense de suinocultores, Carlos Francisco Geesdorf, a situação no Rio Grande do Sul está muito séria. Ele ressalta que, se não for liberada a caça, a população vai matar os animais de qualquer modo.

"Os javalis estão destruindo plantações e criações de todas as espécies. Eu sou a favor de que a caça seja liberada, mas de forma controlada. Acho que um projeto de lei sobre essa questão seria muito interessante", avaliou.

Para o parlamentar, a medida imposta pelo Instituto é contraditória. "Absurda essa portaria que revoga a permissão de abate de javalis ao mesmo tempo em que considera esses animais uma praga, devido aos danos que causam nas colheitas. O Ibama proibiu a caça sem dar solução alternativa", observou. De acordo com ele, é necessário tentar reverter essa ação e, assim, proteger o sustento dos agricultores. "Pretendemos, nos próximos dias, dar entrada na Câmara Federal a um projeto de decreto legislativo para sustar essa medida", informou o pedetista.

O presidente do Movimento Viva Brasil disse que a caça é uma forma de proteção do cidadão, de seu trabalho, sua família e seu sustento. "Em tese, este deveria ser o objetivo das instituições governamentais. Não quero incentivar a matança, mas, até o momento, a caça se mostrou a única metodologia eficaz de controle."

Javalis se tornam ameaça para moradores do Triângulo Mineiro

Wednesday, September 08, 2010

Javali – Uma ameaça subestimada pelo agronegócio



O javali, um animal de origem européia que invadiu o país via países vizinhos e criadores ilegais, tem desafiado muitos proprietários rurais e suas comunidades onde a população rural se sente ameaçada por estas feras, em MG uma pessoa já morreu e corre-se o risco de ser só o primeiro caso[i].

Este animal foi introduzido nos países vizinhos bem como em outros continentes com objetivo de promover a caça esportiva, o problema é que devido à falta de predadores naturais ao cruzamento com espécies comerciais de porco, o que lhes conferiu maior eficiência alimentar, grande aumento de peso e as altas taxas reprodutivas, que transformaram esta praga em uma fera enorme e sem controle, no Brasil já foram abatidos animais de mais de 200 kg.

Em todos os países onde este animal foi introduzido ou mesmo é nativo é considerada uma praga, na Alemanha um país que já passou por duas guerras mundiais, os mesmos animais invadiram até a capital Berlim onde em 2008 foram mortos 3000 animais, sendo 500 no centro da cidade e em novembro deste ano um morador morreu devido aos ferimentos provocados por um javali.[ii]

Nos EUA é conhecida como “Pig Bomb"[iii] a explosão populacional mundial dos javalis e seus híbridos soltos asselvajados, conhecidos também como javaporcos aqui ou “feral hogs” por lá, estima-se que estes animais causem danos da ordem de US$ 800 milhões na produção de commodities agrícolas[iv], destruindo plantações, recursos naturais ou mesmo comendo pequenos animais. Por todo o país a relatos de ataques de javalis inclusive casos fatais, o que tem causado o combate incessante uma vez que devido sua alta taxa de reprodução, que possibilita dobrar a população a cada quatro meses[v], os órgãos de extensão descobriram que mesmo com o abate ou captura anual de até 70% dos animais ainda não conseguiriam reduzir a sua população. Por lá dizem que eles destroem as plantações e o meio ambiente “comendo como porcos, mas se reproduzindo como ratos”. Em casos extremos são contratados serviços de captura, remoção e abate ao custo médio de USD 230 ou cerca de R$ 400,00 por animal.

No Brasil a situação é ainda mais delicada, pois ameaça o pilar de nossa economia que é o agronegócio por meio de destruição de cultivos e ameaça de transmissão de doenças aos rebanhos e ao ser humano, uma das ameaças é a disseminação de aftosa e leptospirose o que poderia causar embargos comerciais e incalculáveis prejuízos financeiros ao país. O Último foco de aftosa no RS em 2000 levou ao sacrifício de 11 mil animais[vi], o embargo devido ao ultimo foco surgido no MS levou a um prejuízo estimado em R$ 1,7 bilhões[vii] mostrando que há muitas empresas, empregos, pessoas e famílias em jogo para correr o risco de conviver com estes animais.

No entanto o IBAMA proibiu a caça destes animais, que entraram pelo Sul do país e estão dia a dia avançando, já estando presentes no PR, SP, MG e até no MT. Ao invés de proibir o governo deveria liberar totalmente o abate deste animal exógeno, invasor e declaradamente nocivo, permitindo o controle destes animais pela população, como legalmente é feito com os ratos, que também são mamíferos exógena, invasores e nocivos pois causam danos econômicos, ambientais e transmitem doenças, no entanto não é necessária nenhuma licença de caça ou autorização legal para controlá-los simplesmente porque são considerados animais NOCIVOS para fins legais.

Enfim, o IBAMA se encontra agora decidindo o futuro do controle desta praga em solo nacional e a sugestão para este problema complexo é bastante simples,bastaria publicar uma Instrução Normativa com a primeira lista de animais exógenos, invasores e nocivos do país, sendo assim como os ratos, passíveis de controle por pessoas físicas ou jurídicas devidamente habilitadas para tal atividade, sem a necessidade de autorização do órgão ambiental competente.

Por lei o abate de animais nocivos não é crime, pois são animais que interagem de forma negativa com a população humana, causando-lhe transtornos significativos de ordem econômica ou ambiental, ou que represente riscos à saúde pública, nesta lista poderiam entrar não só o Javali, mas todas as espécies da lista nacional de espécies invasoras[viii] e exógenas, como o pombo doméstico (transmissor de mais de 50 doenças), pardais, os búfalos do Guaporé em Rondônia, e demais seres que tanto mal tem causado ao nosso meio ambiente, economia e saúde pública

[i] http://noticias.r7.com/videos/javalis-se-tornam-ameaca-para-moradores-do-triangulo-mineiro/idmedia/4fc56ac6eb3d0224dd4537a2d2a22dd7.html

[ii] http://www.stumbleupon.com/su/9Bp1ex/www.estadao.com.br/noticias/geral,berlim-permite-caca-de-javalis-no-centro-da-cidade,352998,0.htm/r:t

[iii] http://www.youtube.com/watch?v=rFFEjEnupZ8&p=C652C731E5C5A9ED&index=2

[iv] http://www.oregon.gov/OISC/docs/pdf/swine_ra.pdf?ga=t

[v] http://icwdm.org/publications/pdf/feral%20pig/txferalhogs.pdf

[vi] http://milkworld.com.br/noticias/post/rs-ultimo-foco-de-aftosa-levou-ao-sacrificio-de-11-mil-animais

[vii] http://www.agroboi.com/index.php?pag=noticiasexibe.php&&id=109

[viii] http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_esp%C3%A9cies_invasoras_no_Brasil

Sucesso a todos,
--
Eng. Agr. Rafael Salerno
Nova Safra Consultoria e Participações
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+55-31-9882-7421

Tuesday, August 31, 2010

Criação de Silvestres, Caça Amadora e a Conservação da Natureza

Prezados Senhores Abelardo Bayma, Presidente do IBAMA, Vitor Cantarelli, Coordenador de Gestão do Uso de Espécies de Fauna (Coefa) e Américo Ribeiro Tunes, Diretor de Uso Sustentável da Biodiversidade e Floresta (DBFLO) do Ibama

Como técnico e cidadão brasileiro tenho acompanhado com muita alegria e esperança a evolução do mercado de animais silvestres criados regularmente sob autorização do IBAMA, os Canários da Terra, curiós e finalmente os psitacideos ! ! ! Ah que alegria, a 15 anos atrás meu pai me levou pra comprar revistas em um aeroporto de SP para eu treinar inglês e eu comprei uma chamada Birdtalk...lá se vão 15 anos e naquele tempo mundo afora já se conhecia como se reproduzir, treinar e desenvolver todo o tipo de psitacideos em grande parte da fauna brasileira.

Passado esse tempo e agora devidamente regulamentados eu vejo ainda Tucanos Toco de R$ 6 mil, papagaios de R$ 3mil nos sites dos criadores especializados, já desviam parte dos recursos dos contrabandistas ilegais mas ainda aguardo os dias onde poderão ser ainda mais populares para atender os desejos de minha cansada avó e também cidadã brasileira de ter um papagaio sem ter medo de policia.

Após grande impacto nos peixes das bacias do pantanal, São Francisco e outros, avançamos muitos e instituimos as carteirinhas de pescador que financiam a fiscalização e logo a população dos peixes voltou pelo menos em parte a se recuperar, essa outra história de sucesso da área ambiental do país.

Agora eu não posso deixar de me perguntar por quê o orgão máximo ambiental brasileiro insiste em proteger espécies exóticas que tanto mal causam ao nosso meio ambiente, e mesmo nativas que vem atuando ano a ano em desequilibrio se transformando em pragas e destruindo o sustento de trabalhadores no campo e mais recentemente até vidas.

Qual a diferença moral de abater um peixe e um Javali, ou mesmo uma pomba ou um pardal em área urbana?

Estes animais exógenos competem por recursos e extinguem dessas áreas animais nativos, por quê em última instância não requerer uma carteira de caçador que ajude a sustentar a fiscalização e estes esportistas apoiarem o país eliminando estas pragas e gerando renda nestas diversas comunidades.Nos EUA mais de 14 milhões de Norte Americanos caçam; 25 bilhões de dólares ano giram em torno desta atividade, mesmo no pequeno país que é Portugal a caça é uma atividade regulamentada que gera beneficios para toda a sociedade, na África os programas de conservação de leões, elefantes e etc, só são mantidos em grande parte pelos recursos captados por meio da caça regulamentada.

Em boa parte do Brasil incluindo aí MG e PR, pombos têm sido pragas implacáveis de grãos e enquanto o IBAMA não autoriza a caça TODOS OS NOSSOS VIZINHOS DE MERCOSUL têm recebido turistas que pagam em médiam USD 350 POR DIA para simplesmente matar estes animais colaborando para a atividade agricola para os quais são tão ou mais perniciosos como são os ratos e baratas para o meio urbano...E EU AINDA NÃO CONHECI NINGUÉM QUE TENHA PROIBIDO A CAÇA AOS RATOS NAS CIDADES POR MEIO DE RATOEIRAS, VENENOS CONTAMINANTES E ETC...

Então eu fico a disposição e apelo para que sejamos sensatos e práticos, pois a natureza não espera, nem mesmo as familias dos afetados por estas pragas sejam javalis ou mesmo capivaras. Peço pela imediata liberação da caça de todos os animais exóticos pelo seu potencial de dano a nossa riquissima fauna nativa (O JAVALI COMEÇOU NO CHUÍ, JÁ ESTÁ EM MG NO CERRADO, VÃO ESPERAR CHEGAR NA AMAZÔNIA???). Os pombos urbanos transmitem 8 tipos diferentes de doenças ao ser humano e não podem ser caçados no BR, pardais de origem européia expulsam diariamente uma quantidade enorme de passaros nativos do seu habitat em cidades pequenas e médias e até quando vão permitir a destruição do Vale do Guaporé pelos Bufalos ??? Quem cala consente...

Atenciosamente,

--
Eng. Agr. Rafael Salerno
www.plantadiretobrasil.blogspot.com
skype: panda_br
+55-31-9882-7421

Monday, August 23, 2010

CMN publica resolução sobre redução de carbono na agricultura

noticias :: Por Editor em 19/08/2010 :: imprimir pdf enviar celular
O Diário Oficial da União (DOU) de ontem (18/08/10) publicou a resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) que instituiu, no âmbito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Programa Agricultura de Baixo Carbono (Programa ABC) para reduzir a emissão de gases de efeito estufa na agricultura. O objetivo é financiar práticas sustentáveis no campo e reduzir os desmatamentos.



A Resolução 3.896 disponibiliza um limite de crédito de R$ 1 bilhão do BNDES por beneficiário, a cada ano-safra, e mais R$ 1 bilhão da poupança rural do Banco do Brasil, para aplicação até 30 de junho de 2011. Os juros são de 5,5% ao ano e o prazo de pagamento varia de oito a 12 anos, com carência de um a seis anos, dependendo do objetivo.

O dinheiro pode ser usado para financiar atividades de recuperação de áreas e pastagens degradadas, implantação e manutenção de florestas comerciais ou destinadas à recomposição de reserva legal, implantação de sistemas de integração entre lavoura, pecuária e floresta. A intenção do governo é ampliar, nos próximos dez anos, a área atual de pastagens recuperadas de 40 milhões de hectares para 55 milhões de hectares.

CRÉDITO DEVE SER LIBERADO EM SETEMBRO

O diretor de Economia Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) Wilson Araújo, disse que a expectativa é que até setembro comecem a ser liberados aos produtores rurais os R$ 2 bilhões do programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), destinado a financiar práticas na lavoura que reduzam a emissão dos gases de efeito estufa. O Conselho Monetário Nacional oficializou no dia 17 de agosto a criação da nova linha de crédito.

Apesar disso, ainda falta a publicação de uma portaria do Ministério da Fazenda sobre a equalização de juros, que são mais baixos para o programa (5,5%), e uma circular do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) comunicando como os agentes financeiros devem operar as novas linhas de crédito.

Também foi aberto no dia 17 o Seminário de Difusão do Programa ABC, na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Segundo o presidente da empresa, Pedro Arraes, o programa tem cinco pilares: plantio direto na palha, fixação biológica de nitrogênio, recuperação de pastagens degradadas e o sistema de integração lavoura-pecuária-florestas.

"O Brasil deu uma grande contribuição com propostas na COP-15 e agora dá exemplo de algumas políticas que estão sendo colocadas em prática", disse Arraes, referindo-se à participação brasileira na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), ocorrida em Copenhague, em dezembro de 2009.

O secretário executivo do Ministério da Agricultura, Gerardo Fontelles, disse que o programa está voltado à sustentabilidade, o mesmo priorizado pelo governo. Fontelles e Arraes assinaram, no evento, com entidades representativas do plantio direto na palha, florestas plantadas e fixação biológica de nitrogênio, protocolos de intenção para o aperfeiçoamento e difusão das práticas que reduzam a emissão dos gases de efeito estufa.

PARA SABER MAIS

Leia aqui a resolução do Conselho Monetário Nacional.

FONTE

Agência Brasil
Christina Machado e Danilo Macedo - Repórteres
Talita Cavalcante e João Carlos Rodrigues - Edição
Links referenciados
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
www.bndes.gov.br

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
www.agricultura.gov.br

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
www.embrapa.br

Conselho Monetário Nacional
www.bacen.gov.br/?CMN

Diário Oficial da União
portal.in.gov.br

publicou a resolução
www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.j
sp?jornal=1&pagina=24&data=18/08/2010

Agência Brasil
www.agenciabrasil.gov.br

Leia aqui
www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.j
sp?jornal=1&pagina=24&data=18/08/2010

BNDES
www.bndes.gov.br

Monday, July 26, 2010

Low-till farming curbs drought hit to Kazakh wheat

16:30 UK, 9th July 2010, by Agrimoney.com

Drought-struck wheat farmers in Kazakhstan's farmers may be facing an even greater downturn if it were not for their uptake of low-till practices, US officials have signalled, slashing their crop hopes by 17%.

The US Department of Agriculture, in its benchmark monthly report on world crops, sliced its estimate for Kazakhstan's wheat crop by 3.0m tonnes to 13.0m tonnes, blaming a "withering" drought.

"Precipitation for the current growing season is the lowest in the past 10 years," the briefing said, adding that satellite imagery showed the crop in the worst condition in at least a decade.

However, the USDA also noted the growth in adoption of the so-called low till technology which, by minimising soil disturbance, limits the opportunity for moisture loss.

"Grain producers maintain that moisture-saving technology reduces yield loss in the event of drought and reduces the need for clean fallow in the crop rotation," the report said.

Low till techniques, whose use has been encouraged by the expansion of large farm operating companies in Kazakhstan, was practiced on 10.3m hectares this year, twice as much as in 2007, and much in wheat, of which 14.7m hectares was sown.

'Severe and persistent drought'

The report also said that Russia's crop was in the worst health for at least 10 years, thanks to severe drought.

"All of the major spring-wheat production districts, Siberia, Ural, and Volga, have been subject to severe and persistent drought," the USDA said, cutting its forecast for Russian wheat production by 4.5m tonnes to 53.0m tonnes.

Nonetheless, that remains a higher figure than estimated by Moscow-based analysis group SovEcon, which on Friday pegged the crop at 49m-51m tonnes, noting yields as low as 0.8 tonnes per hectare in the Volga valley.

Sunday, July 11, 2010

Agrimoney.com | Low-till farming curbs drought hit to Kazakh wheat

Agrimoney.com | Low-till farming curbs drought hit to Kazakh wheat

16:30 UK, 9th July 2010, by Agrimoney.com
Low-till farming curbs drought hit to Kazakh wheat

Drought-struck wheat farmers in Kazakhstan's farmers may be facing an even greater downturn if it were not for their uptake of low-till practices, US officials have signalled, slashing their crop hopes by 17%.

The US Department of Agriculture, in its benchmark monthly report on world crops, sliced its estimate for Kazakhstan's wheat crop by 3.0m tonnes to 13.0m tonnes, blaming a "withering" drought.

"Precipitation for the current growing season is the lowest in the past 10 years," the briefing said, adding that satellite imagery showed the crop in the worst condition in at least a decade.

However, the USDA also noted the growth in adoption of the so-called low till technology which, by minimising soil disturbance, limits the opportunity for moisture loss.

"Grain producers maintain that moisture-saving technology reduces yield loss in the event of drought and reduces the need for clean fallow in the crop rotation," the report said.

Low till techniques, whose use has been encouraged by the expansion of large farm operating companies in Kazakhstan, was practiced on 10.3m hectares this year, twice as much as in 2007, and much in wheat, of which 14.7m hectares was sown.

'Severe and persistent drought'

The report also said that Russia's crop was in the worst health for at least 10 years, thanks to severe drought.

"All of the major spring-wheat production districts, Siberia, Ural, and Volga, have been subject to severe and persistent drought," the USDA said, cutting its forecast for Russian wheat production by 4.5m tonnes to 53.0m tonnes.

Nonetheless, that remains a higher figure than estimated by Moscow-based analysis group SovEcon, which on Friday pegged the crop at 49m-51m tonnes, noting yields as low as 0.8 tonnes per hectare in the Volga valley.

Saturday, July 10, 2010

Zoneamento de pastagens evita prejuízos e aponta as áreas aptas para plantio

Zoneamento de pastagens evita prejuízos e aponta as áreas aptas para plantio



Zoneamento de pastagens evita prejuízos e aponta as áreas aptas para plantio

noticias :: Por Editor em 10/07/2010 :: imprimir pdf enviar celular
Já estão disponíveis as primeiras recomendações para plantio de pastagens, especificamente para o capim Braquiária, em sistema de integração lavoura – pecuária (ILP), com milho ou com sorgo, para os Estados de São Paulo e Minas Gerais. Este trabalho da Embrapa serve para orientar os interessados (pecuaristas, técnicos da extensão rural, áreas de crédito rural dos bancos, órgãos de fomento etc) no uso dessa forrageira, que agora podem saber quais as regiões aptas (por município) e, nessas áreas aptas, quais as melhores épocas para sua implantação (plantio) em diferentes tipos de solo.



Com esse instrumento, o pecuarista saberá quais são as áreas de risco. Os bancos, mesmo sem obrigatoriedade legal, poderão liberar recursos do crédito rural somente para as áreas favoráveis, reduzindo assim indenizações do seguro rural e possíveis fraudes. Também poderá servir como ferramenta para a implementação de políticas públicas visando o desenvolvimento regional e o aproveitamento ao máximo das condições de solo e clima, bem como para não se plantar em áreas não aptas.

Esses resultados fazem parte do zoneamento agroclimático da Braquiária, desenvolvido por seis centros de pesquisa da Embrapa: Cerrados (Brasília/DF), Pecuária Sudeste (São Carlos/SP), Informática Agropecuária (Campinas/SP), Arroz e Feijão (Santo Antonio de Goiás/GO), Gado de Corte (Campo Grande/MS) e Gado de Leite (Juiz de Fora/MG).

O trabalho apresenta as épocas mais favoráveis para o plantio de Braquiária no sistema ILP, bem como as não favoráveis. Isso é dado por decêndios, ou seja, de 10 em 10 dias. Os meses são divididos em três decêndios: do dia 1º ao dia dez, de onze a 20 e o último do dia 21 ao dia 30. São apresentadas opções de 18 decêndios, de 1º de setembro a 29 de fevereiro, época mais comum e mais favorável para o plantio de pastagens em São Paulo, Minas Gerais e Goiás.

A orientação é dada também por município, ou seja, o interessado deve procurar, no mapa ou na lista, o seu município e ver em qual período o plantio do consórcio é indicado. Além do município e dos decêndios, o levantamento inclui até três diferentes tipos de solo, o que também deve ser considerada pelo interessado, ao fazer a consulta.

Segundo o pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste, José Ricardo Pezzopane, a pesquisa foi feita com o uso de dados de chuvas dos últimos 30 a 50 anos, conforme a região. Foi medido o consumo de água nos dois consórcios (Braquiária com milho e Braquiária com sorgo), o que permitiu a simulação do consumo hídrico dos consórcios em solos com diferentes capacidades de armazenamento de água.

A pesquisadora e chefe de Pesquisa da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos/SP), Patrícia Menezes Santos, diz que os maiores riscos levados em conta, nos Estados de São Paulo e Minas Gerais - área coordenada pela Embrapa Pecuária Sudeste - ocorrem num período de até 45 dias após o plantio e referem-se à germinação e ao perfilho. No caso do milho, dentro do Sistema de Integração Lavoura - Pecuária, os riscos se dão principalmente no período de florescimento e enchimento de grãos, de 45 dias a 110 dias após a semeadura do grão.

Uma maneira de facilitar a visualização e o entendimento da situação em que se encontra a propriedade do interessado é recorrer aos mapas onde estão apontados, de maneira clara e simples, os períodos aptos e não aptos ao plantio da Braquiária em consórcio com o milho. O mesmo ocorre com o sorgo, nas mesmas condições.

PRESSUPOSTOS DO ZONEAMENTO

Para realizar esse trabalho de zoneamento, em todo o País, para diversos produtos, foi utilizado o modelo francês elaborado pelo Centre de Coopération Internationale en Recherche Agronomique pour le Dévéloppement – Cirad (em português Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento, França), adaptado pela Embrapa às condições de cada região, segundo informa o pesquisador e chefe de Pesquisa da Embrapa Cerrados, Fernando Macena, coordenador dos trabalhos de zoneamento em todo o Brasil.

Os dados iniciais da pesquisa são os índices de evapotranspiração potencial, de temperatura e de chuvas. Cada produto é analisado em suas exigências de água e seu ciclo (profundidade radicular, duração e fases fenológicas, como germinação, florescimento, maturação e colheita).

FONTE

Embrapa Pecuária Sudeste
Jorge Reti - Jornalista
Telefone: (16) 3411-5600
Links referenciados
Centre de Coopération Internationale en Recherche Agronomique pour le Dévéloppement
www.cirad.fr

Embrapa Pecuária Sudeste
www.cppse.embrapa.br

Patrícia Menezes Santos
buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visual
izacv.jsp?id=K4778717U4

José Ricardo Pezzopane
buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visual
izacv.jsp?id=K4775147H8

Embrapa Cerrados
www.cpac.embrapa.br

Fernando Macena
buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visual
izacv.jsp?id=K4785634J4

Jorge Reti
jreti@cppse.embrapa.br

Embrapa
www.embrapa.br

Cirad
www.cirad.fr

Thursday, June 17, 2010

EMBRAPA incentiva o uso do Plantio Direto

A Embrapa Tabuleiros Costeiros recomenda aos produtores de grãos o sistema de plantio direto, que consiste em manter a palhada da safra anterior sobre o solo, protegendo a sua superfície contra a ação direta do sol e da chuva, reduzindo o risco de erosão e perda da camada fértil do solo.

No entanto, o mais comum é o agricultor fazer o uso do sistema convencional, onde os restos culturais são incorporados ao solo por meio de arados e grades, o que degrada a matéria orgânica e provoca a compactação, aumentando os riscos de perda da camada fértil do solo, pela ação da erosão causada pelas águas das chuvas.

No sistema convencional, além da degradação dos solos agrícolas com a formação de sulcos e voçorocas, o solo erodido é carreado para os mananciais d’água. Isso provoca o assoreamento dos rios, córregos e lagos que vão ficando rasos e poluídos com resíduos químicos e orgânicos indesejáveis. Esse tipo de degradação prejudica a atividade pesqueira, a qualidade da água de uso doméstico e o transporte fluvial, além de aumentar os riscos de enchentes.

O sistema de plantio direto é mais econômico para o produtor por eliminar as operações de preparo do solo (aração e gradagem), e ainda causa menos impacto ao meio ambiente, pois reduz a quase a zero o risco de erosão, por manter o solo protegido e agregado. O sistema mantém a fertilidade do solo, conserva sua umidade, sua matéria orgânica e elimina atrasos na implantação das lavouras, por colocar as sementes e o fertilizante sem necessidade de revolvimento do solo. O plantio direto ainda tem a vantagem de reduzir o consumo de combustível fóssil, pois utiliza maquinário que exige menor potência.


O plantio direto evita a erosão da terra com grave prejuízo ao agricultor e meio ambiente.

Adicional às vantagens ambientais, o plantio direto proporciona ao agricultor uma estabilidade na produtividade das lavouras ano após ano, enquanto que, no sistema convencional a produtividade vai diminuindo e a necessidade de insumos vai aumentando a cada safra devido à degradação do solo.
Fonte: http://www.diadecampo.com.br/zpublisher/materias/Newsletter.asp?data=17/06/2010&id=21830&secao=Artigos%20Especiais

Unipasto: setor forrageiro contribui para a sustentabilidade da agropecuária

noticias :: Por Editor em 17/06/2010 :: imprimir pdf enviar celular
Ancorada em atividades que garantem proteção ao meio ambiente, a Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras Tropicais (Unipasto) manifesta total apoio ao tema central da Feicorte 2010: a sustentabilidade como forma de conscientizar e esclarecer a sociedade sobre os benefícios atuais dos sistemas de produção agropecuários, principalmente relacionados às questões ambientais.



"A sociedade precisa entender que as pesquisas convergem para a adequação de sistemas integrados, sustentáveis e de baixo impacto ambiental para que atendam a demanda eminente da cadeia produtiva que, concomitantemente, aspira pela liquidez das suas atividades", afirma o diretor-executivo da Unipasto, Marcos Roveri. A Feicorte 2010 acontece na capital paulista de 15 a 19 de junho.

Para dar uma ideia dessa amplitude, durante a última conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Mudanças Climáticas (Conferência do Clima - COP-15), realizada em Copenhagen, na Dinamarca, em dezembro de 2009, o Brasil apresentou uma proposta de ações junto à atividade agropecuária, a ser realizada até 2020, referente à mitigação dos gases de efeito estufa (GEE), que contemplam: recuperação de pastagens, integração lavoura-pecuária (iLP), plantio direto (PD) e fixação biológica de nitrogênio (FBN).

É uma proposta de grande impacto e irá mobilizar não somente o setor, mas também as políticas de incentivo e apoio governamentais. Entende-se que o país precisa estar preparado para enfrentar e acreditar nessas mudanças. "Para isso, temos áreas e processos para serem trabalhados, entidades de pesquisas pioneiras e responsáveis, recursos genéticos valiosos e tecnologias apropriadas para avançar com sucesso nessa proposta de relevância mundial", observa Rovéri.

Parceira da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no apoio técnico-financeiro à pesquisa e desenvolvimento de novas cultivares de forrageiras tropicais, a Unipasto representa empresas e produtores de sementes de forrageiras que comercializam a maior parte da produção no mercado interno, mas também promovem a sua exportação para cerca de 15 países, incluindo México, Colômbia, Venezuela, Guatemala e Panamá.

De acordo com o diretor executivo da Unipasto, a demanda crescente por produtos de origem animal levará também ao aumento da atividade pecuária. "Para que isso seja atingido dentro das atuais normas internacionais de baixa pressão ao ambiente, é preciso buscar alternativas que recuperem áreas degradadas, aumentem a matéria orgânica do solo, diminuam a aplicação de insumos agropecuários e favoreçam a mitigação do desmatamento, dentre outros", salienta.

A utilização das espécies forrageiras, segundo Rovéri, devido a sua grande variabilidade, adaptabilidade e benefícios, se bem direcionada, evita impactos diretos sobre o meio ambiente causado pelo mau uso das pastagens, os quais tendem a apresentar estágios preocupantes de degradação, destacando a compactação, erosão e redução da fertilidade do solo.

Presidente da Unipasto, Renata Maschietto observa que é preciso levar em conta que a sustentabilidade baseia-se em três aspectos importantes: atendimento das necessidades sociais, rentabilidade da produção e conservação da biodiversidade e dos ecossistemas. "Só com a aplicabilidade desses pilares uma produção pecuária poderá obter, por exemplo, um eventual certificado de sustentabilidade", defende.

Ela menciona ainda os atuais sistemas de integração lavoura-pecuária, em que as lavouras de grãos adotam principalmente as gramíneas forrageiras para melhorar a cobertura do solo, combater pragas e doenças, reciclar nutrientes, fornecer palhada para o sistema de plantio direto além de alimento de boa qualidade e baixo custo para a alimentação de bovinos, dentre outros.

SOBRE A UNIPASTO

A Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras Tropicais (Unipasto) é uma associação composta por empresas e produtores de sementes de forrageiras distribuídos pelos Estados da Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo. A entidade foi criada em 2002 à partir da parceria junto à Embrapa, com o objetivo de apoiar técnica e financeiramente a pesquisa no desenvolvimento de novas cultivares de forrageiras tropicais.

FONTE

Barcelona Soluções Corporativas
Bruno Viécili - Jornalista
Telefone: (11) 3034-3639
Links referenciados
Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras Tropicais
www.unipasto.com.br

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
www.embrapa.br

Barcelona Soluções Corporativas
www.barcelonasolucoes.com.br

Organização das Nações Unidas
www.onu-brasil.org.br

Bruno Viécili
bruno@barcelonasolucoes.com.br

Feicorte 2010
www.feicorte.com.br

Embrapa
www.embrapa.br

Saturday, June 12, 2010

Plantio Direto melhora condições de solo do cerrado baiano

Principais benefícios são a manutenção da produtividade e a preservação do aquífero Urucuia

Juliana Royo

O cerrado baiano tem um solo extremamente difícil e delicado. Ele é arenoso, com teor de argila baixo entre 20% e 25%, e se endurece muito rapidamente pela alta capacidade de coesão. Com os sistemas tradicionais de plantio e a monocultura, o solo da região estava ficando impermeável, ou seja a água não estava descendo para o aquífero e a superfície ficava totalmente inundada em épocas de chuvas. Outro grande problema causado pelo plantio tradicional era a calagem excessiva, chegando a 10 toneladas de calcário por hectare, o que estava intensificado a dispersão da argila. O pesquisador Pedro Freitas, da Embrapa Solos, teve o desafio de instalar o Sistema Plantio Direto na região para tentar melhorar as condições do solo arenoso e os resultados obtidos estão sendo muito positivos.

— Nós nos deparamos com uma situação bastante grave porque os sistemas convencionais estavam causando uma degradação muito intensa. Estes solos são diferenciados dos outros solos arenosos em outras regiões do País pela constituição da sua argila. Nós percebemos que o que estava causando isto, logo depois do desmatamento, de tirar a vegetação natural, era o uso muito intensivo deste solo com o uso de grades e de arados com muita intensidade, que quebra essa agregação. A própria calagem estava causando este problema, então antes da implantação do Sistema Plantio Direto nós começamos a mexer na quantidade de cálcio e magnésio nestes solos, evitando o uso de calcário, reforçando o uso de gesso e implantando o sistema de forma que o crescimento da biomassa fosse bastante grande para aumentar o teor de matéria orgânica destes solos que é outra forma de diminuir este problema da dispersão de argila — explica Freitas.

As razões para o Plantio Direto dar certo nos solos arenosos do cerrado baiano é que o sistema não movimenta o solo, o que já evita a degradação, aumenta o teor de matéria orgânica e, principalmente, faz a rotação de culturas, porque o solo desta região é muito sensível à monocultura e se degrada muito rápido. Com o solo ficando mais pobre, os agricultores usam doses cada vez mais elevadas de fertilizantes e pesticidas, o que acaba diminuindo a produtividade e aumentando muito o custo, tornando a atividade agrícola muito difícil na região.

— A manutenção de produtividade é uma das coisas mais importantes quando se fala em sistema de Plantio Direto com rotação de culturas. Procuramos ver um dado mais dilatado de cinco ou seis anos, principalmente depois que se aumentou a área com o sistema Santa Fé, que é o consórcio de milho com braquiária. Conseguimos com a biomassa da braquiária uma boa cobertura do solo e formação de palhada. O sistema radicular da braquiária faz um trabalho muito bom na estrutura do solo, melhora o solo quimicamente, faz um movimento de nutrientes bastante bom e, com isso, prepara o solo para que ele consiga implantar a cultura da soja e, às vezes, de algodão em seguida, depois volta novamente ao milho com a braquiária. Isso viabiliza a agricultura naquela região — comemora.

Uma grande vantagem do Plantio Direto no cerrado baiano é a recarga do aquífero Urucuia. Segundo Freitas, com o não revolvimento do solo e com a harmonização do calcário, o solo começa a permitir a entrada de água. O pesquisador lembra que a recarga do aquífero Urucuia é importante para os recursos hídricos de toda a região, uma vez que ele é fundamental para o Rio Grande, que é o maior afluente do Rio São Francisco. Por isso Freitas lembra que é preciso tomar muito cuidado com o que se está fazendo com os solos do cerrado baiano, já que ele pode afetar, mesmo que indiretamente, o complexo de hidroelétricas de Sobradinho e de Paulo Afonso, com impacto até no Vale São Francisco.

Fonte: http://www.diadecampo.com.br/zpublisher/materias/Materia.asp?secao=Agrotemas&id=21541