Tuesday, June 29, 2010
Thursday, June 17, 2010
EMBRAPA incentiva o uso do Plantio Direto
No entanto, o mais comum é o agricultor fazer o uso do sistema convencional, onde os restos culturais são incorporados ao solo por meio de arados e grades, o que degrada a matéria orgânica e provoca a compactação, aumentando os riscos de perda da camada fértil do solo, pela ação da erosão causada pelas águas das chuvas.
No sistema convencional, além da degradação dos solos agrícolas com a formação de sulcos e voçorocas, o solo erodido é carreado para os mananciais d’água. Isso provoca o assoreamento dos rios, córregos e lagos que vão ficando rasos e poluídos com resíduos químicos e orgânicos indesejáveis. Esse tipo de degradação prejudica a atividade pesqueira, a qualidade da água de uso doméstico e o transporte fluvial, além de aumentar os riscos de enchentes.
O sistema de plantio direto é mais econômico para o produtor por eliminar as operações de preparo do solo (aração e gradagem), e ainda causa menos impacto ao meio ambiente, pois reduz a quase a zero o risco de erosão, por manter o solo protegido e agregado. O sistema mantém a fertilidade do solo, conserva sua umidade, sua matéria orgânica e elimina atrasos na implantação das lavouras, por colocar as sementes e o fertilizante sem necessidade de revolvimento do solo. O plantio direto ainda tem a vantagem de reduzir o consumo de combustível fóssil, pois utiliza maquinário que exige menor potência.
O plantio direto evita a erosão da terra com grave prejuízo ao agricultor e meio ambiente.
Adicional às vantagens ambientais, o plantio direto proporciona ao agricultor uma estabilidade na produtividade das lavouras ano após ano, enquanto que, no sistema convencional a produtividade vai diminuindo e a necessidade de insumos vai aumentando a cada safra devido à degradação do solo.
Fonte: http://www.diadecampo.com.br/zpublisher/materias/Newsletter.asp?data=17/06/2010&id=21830&secao=Artigos%20Especiais
Unipasto: setor forrageiro contribui para a sustentabilidade da agropecuária
Ancorada em atividades que garantem proteção ao meio ambiente, a Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras Tropicais (Unipasto) manifesta total apoio ao tema central da Feicorte 2010: a sustentabilidade como forma de conscientizar e esclarecer a sociedade sobre os benefícios atuais dos sistemas de produção agropecuários, principalmente relacionados às questões ambientais.
"A sociedade precisa entender que as pesquisas convergem para a adequação de sistemas integrados, sustentáveis e de baixo impacto ambiental para que atendam a demanda eminente da cadeia produtiva que, concomitantemente, aspira pela liquidez das suas atividades", afirma o diretor-executivo da Unipasto, Marcos Roveri. A Feicorte 2010 acontece na capital paulista de 15 a 19 de junho.
Para dar uma ideia dessa amplitude, durante a última conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Mudanças Climáticas (Conferência do Clima - COP-15), realizada em Copenhagen, na Dinamarca, em dezembro de 2009, o Brasil apresentou uma proposta de ações junto à atividade agropecuária, a ser realizada até 2020, referente à mitigação dos gases de efeito estufa (GEE), que contemplam: recuperação de pastagens, integração lavoura-pecuária (iLP), plantio direto (PD) e fixação biológica de nitrogênio (FBN).
É uma proposta de grande impacto e irá mobilizar não somente o setor, mas também as políticas de incentivo e apoio governamentais. Entende-se que o país precisa estar preparado para enfrentar e acreditar nessas mudanças. "Para isso, temos áreas e processos para serem trabalhados, entidades de pesquisas pioneiras e responsáveis, recursos genéticos valiosos e tecnologias apropriadas para avançar com sucesso nessa proposta de relevância mundial", observa Rovéri.
Parceira da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no apoio técnico-financeiro à pesquisa e desenvolvimento de novas cultivares de forrageiras tropicais, a Unipasto representa empresas e produtores de sementes de forrageiras que comercializam a maior parte da produção no mercado interno, mas também promovem a sua exportação para cerca de 15 países, incluindo México, Colômbia, Venezuela, Guatemala e Panamá.
De acordo com o diretor executivo da Unipasto, a demanda crescente por produtos de origem animal levará também ao aumento da atividade pecuária. "Para que isso seja atingido dentro das atuais normas internacionais de baixa pressão ao ambiente, é preciso buscar alternativas que recuperem áreas degradadas, aumentem a matéria orgânica do solo, diminuam a aplicação de insumos agropecuários e favoreçam a mitigação do desmatamento, dentre outros", salienta.
A utilização das espécies forrageiras, segundo Rovéri, devido a sua grande variabilidade, adaptabilidade e benefícios, se bem direcionada, evita impactos diretos sobre o meio ambiente causado pelo mau uso das pastagens, os quais tendem a apresentar estágios preocupantes de degradação, destacando a compactação, erosão e redução da fertilidade do solo.
Presidente da Unipasto, Renata Maschietto observa que é preciso levar em conta que a sustentabilidade baseia-se em três aspectos importantes: atendimento das necessidades sociais, rentabilidade da produção e conservação da biodiversidade e dos ecossistemas. "Só com a aplicabilidade desses pilares uma produção pecuária poderá obter, por exemplo, um eventual certificado de sustentabilidade", defende.
Ela menciona ainda os atuais sistemas de integração lavoura-pecuária, em que as lavouras de grãos adotam principalmente as gramíneas forrageiras para melhorar a cobertura do solo, combater pragas e doenças, reciclar nutrientes, fornecer palhada para o sistema de plantio direto além de alimento de boa qualidade e baixo custo para a alimentação de bovinos, dentre outros.
SOBRE A UNIPASTO
A Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras Tropicais (Unipasto) é uma associação composta por empresas e produtores de sementes de forrageiras distribuídos pelos Estados da Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo. A entidade foi criada em 2002 à partir da parceria junto à Embrapa, com o objetivo de apoiar técnica e financeiramente a pesquisa no desenvolvimento de novas cultivares de forrageiras tropicais.
FONTE
Barcelona Soluções Corporativas
Bruno Viécili - Jornalista
Telefone: (11) 3034-3639
Links referenciados
Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras Tropicais
www.unipasto.com.br
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
www.embrapa.br
Barcelona Soluções Corporativas
www.barcelonasolucoes.com.br
Organização das Nações Unidas
www.onu-brasil.org.br
Bruno Viécili
bruno@barcelonasolucoes.com.br
Feicorte 2010
www.feicorte.com.br
Embrapa
www.embrapa.br
Saturday, June 12, 2010
Plantio Direto melhora condições de solo do cerrado baiano
Juliana Royo
O cerrado baiano tem um solo extremamente difícil e delicado. Ele é arenoso, com teor de argila baixo entre 20% e 25%, e se endurece muito rapidamente pela alta capacidade de coesão. Com os sistemas tradicionais de plantio e a monocultura, o solo da região estava ficando impermeável, ou seja a água não estava descendo para o aquífero e a superfície ficava totalmente inundada em épocas de chuvas. Outro grande problema causado pelo plantio tradicional era a calagem excessiva, chegando a 10 toneladas de calcário por hectare, o que estava intensificado a dispersão da argila. O pesquisador Pedro Freitas, da Embrapa Solos, teve o desafio de instalar o Sistema Plantio Direto na região para tentar melhorar as condições do solo arenoso e os resultados obtidos estão sendo muito positivos.
— Nós nos deparamos com uma situação bastante grave porque os sistemas convencionais estavam causando uma degradação muito intensa. Estes solos são diferenciados dos outros solos arenosos em outras regiões do País pela constituição da sua argila. Nós percebemos que o que estava causando isto, logo depois do desmatamento, de tirar a vegetação natural, era o uso muito intensivo deste solo com o uso de grades e de arados com muita intensidade, que quebra essa agregação. A própria calagem estava causando este problema, então antes da implantação do Sistema Plantio Direto nós começamos a mexer na quantidade de cálcio e magnésio nestes solos, evitando o uso de calcário, reforçando o uso de gesso e implantando o sistema de forma que o crescimento da biomassa fosse bastante grande para aumentar o teor de matéria orgânica destes solos que é outra forma de diminuir este problema da dispersão de argila — explica Freitas.
As razões para o Plantio Direto dar certo nos solos arenosos do cerrado baiano é que o sistema não movimenta o solo, o que já evita a degradação, aumenta o teor de matéria orgânica e, principalmente, faz a rotação de culturas, porque o solo desta região é muito sensível à monocultura e se degrada muito rápido. Com o solo ficando mais pobre, os agricultores usam doses cada vez mais elevadas de fertilizantes e pesticidas, o que acaba diminuindo a produtividade e aumentando muito o custo, tornando a atividade agrícola muito difícil na região.
— A manutenção de produtividade é uma das coisas mais importantes quando se fala em sistema de Plantio Direto com rotação de culturas. Procuramos ver um dado mais dilatado de cinco ou seis anos, principalmente depois que se aumentou a área com o sistema Santa Fé, que é o consórcio de milho com braquiária. Conseguimos com a biomassa da braquiária uma boa cobertura do solo e formação de palhada. O sistema radicular da braquiária faz um trabalho muito bom na estrutura do solo, melhora o solo quimicamente, faz um movimento de nutrientes bastante bom e, com isso, prepara o solo para que ele consiga implantar a cultura da soja e, às vezes, de algodão em seguida, depois volta novamente ao milho com a braquiária. Isso viabiliza a agricultura naquela região — comemora.
Uma grande vantagem do Plantio Direto no cerrado baiano é a recarga do aquífero Urucuia. Segundo Freitas, com o não revolvimento do solo e com a harmonização do calcário, o solo começa a permitir a entrada de água. O pesquisador lembra que a recarga do aquífero Urucuia é importante para os recursos hídricos de toda a região, uma vez que ele é fundamental para o Rio Grande, que é o maior afluente do Rio São Francisco. Por isso Freitas lembra que é preciso tomar muito cuidado com o que se está fazendo com os solos do cerrado baiano, já que ele pode afetar, mesmo que indiretamente, o complexo de hidroelétricas de Sobradinho e de Paulo Afonso, com impacto até no Vale São Francisco.
Fonte: http://www.diadecampo.com.br/zpublisher/materias/Materia.asp?secao=Agrotemas&id=21541
Thursday, June 10, 2010
Integração lavoura-pecuária: a dobradinha perfeita
Integração lavoura-pecuária: a dobradinha perfeita: Vicente e Dalyana no Centro de Manejo preparado de acordo com as normas. É o maior diferencial para se conseguir a qualidade da carne
Créditos: Lineu FilhoHá dois anos a propriedade administrada pela família Nogaroli é uma Unidade de Validação de Tecnologia do Programa de Produção Integrada de Sistemas Agropecuários (PISA), coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). O que significa que o sistema de produção nos 350 hectares da propriedade, em Porto Amazonas, a 100 quilômetros de Curitiba (PR), tem sido gradativamente alterado de acordo com as orientações do PISA. Arrendada ao engenheiro florestal Rogério Nogaroli pela sua mãe, a produção que era exclusivamente de grãos cedeu espaço para a pecuária com a introdução de um lote inicial de 50 animais no sistema de terminação precoce. A idade máxima para abate é de 16 meses.
O filho de Rogério, Luis Vicente, 26 anos, teve o primeiro contato com o conceito de produção integrada na faculdade de agronomia na Universidade Federal do Paraná (UFPR).
A experiência foi colocada em prática inicialmente numa área de 32 hectares em 2008. O conceito é desenvolver boas práticas agropecuárias. Manejo racional com bons tratos aos animais, o mínimo estresse possível para não alterar seu desenvolvimento. Controle sanitário, instalação rural adequada e boas práticas ambientais. Também são importantes o plantio, a área de pastagem e a compra de animais são escalonados. "O segredo é a observação. O manejo é definido pela altura de entrada e saída dos animais que é o mais importante e depende de fatores como condições climáticas", explica Nogaroli.
FORMAÇÃO
Centro de manejo, cerca definitiva e elétrica, caixa d’água com sal foram alguns dos investimentos necessários. Vicente recebe orientações e acompanhamento de um Comitê Técnico Gestor (CTG), coordenado pela Universidade Federal do Paraná e composto por diversas instituições, entre elas o Senar-PR.
Em parceria com o PISA, o Senar-PR mantém o curso de formação de instrutores em Forragicultura estabelecimento, recuperação e reforma de pastagem. Num deles foram realizadas visitas técnicas na propriedade de Nogaroli para se observar os diferenciais aplicados como: práticas de conservação de solos em plantio direto; cultivo de aveia e azevém; integração lavoura-pecuária (ILP); áreas de pastagens perenes adubadas; terminação de bovinos de corte; espécies forrageiras adaptadas à região dos Campos Gerais e consorciação de gramíneas e leguminosas. Vicente busca no programa as ferramentas para uma produção com qualidade. Ele enumera as vantagens com empolgação: gestão Integração lavoura-pecuária: eficiente, redução de custos de produção, aumento da produtividade e da rentabilidade e diminuição dos impactos ambientais, entre outras.
A namorada de Vicente, engenheira agrônoma como ele, Dalyana Mayer também participou da implantação do programa. Desde o período acadêmico é uma defensora da viabilidade econômica da pecuária. "A agricultura está suscetível ao clima, as pragas e ao preço de mercado. A diversificação garante a estabilidade ao produtor, mas sempre aliada à lavoura". Ela também foi uma das participantes do curso de forragicultura. Os funcionários da propriedade tinham experiência em lavoura, mas pela sua experiência em pecuária, Edson da Silva Machado foi contratado como gerente.
GANHOS DE PRODUTIVIDADE
Integração lavoura-pecuária: a dobradinha perfeita: Primeira área de integração aguardando a entrada dos animais
Créditos: Lineu FilhoOs resultados da mudança no sistema de produção começam a aparecer. Com a pastagem de inverno associada à aveia e azevém, os animais com potencial genético têm tido em média um ganho de peso de 1,5 quilo por dia no primeiro mês. "Na última pesagem tivemos 2,230 quilos/dia", afirma Dalyana. A média brasileira, no sistema extensivo, é de 90 quilos de carne/ano por hectare. A família Nogaroli tem conseguido 1000 quilos de carne/ano por hectare. Dalyana ressalta que é um sistema mais caro, mas que produz muito mais. "Comercializamos para um mercado diferenciado de carnes nobres com preço maior por arroba e rendimento de carcaça de 10% a 15%".
"Dá pra ganhar peso com pastagem de qualidade, sem precisar confinar. Tempo é fundamental, tem que ser intensivo. Acabar o animal o mais rápido possível", complementa Vicente. Eles ainda produzem de 3 a 4 mil quilos de soja. Na última safra colheram 10 sacas a mais por alqueire na área de pastagem do que nas outras. Com o detalhe de que não se trata de uma área tradicionalmente mais produtiva.
A adubação diferenciada do sistema na pastagem e não na cultura permite maior absorção dos nutrientes. A lavoura não sendo adubada reduz o risco de perdas com as condições climáticas e elimina-se o custo do adubo, baixando o da produção. A área do programa já passou para 132 hectares e a idéia é ampliar ainda mais até atingir a área total. O planejamento é de entrega de 120 animais para a Aliança Mercadológica Novilho Precoce, de Guarapuava, em 2011, até chegar a 1,2 mil animais/ano.
AUMENTO DE EFICIÊNCIA
O coordenador-técnico do PISA, professor Aníbal de Moraes explica que ao difundir tecnologias já consagradas está se buscando aumento da eficiência, da renda e redução de risco. Caso do plantio direto que deve ser adotado mesmo no plantio de pastagem. "Não é exclusivo das lavouras agrícolas. Como técnicos temos que estimular o plantio direto em toda circunstância".
Para ele este é o desafio para as próximas décadas: "a transformação da produção agropecuária tradicional para uma produção racional, sustentável usando toda a tecnologia disponível que não é pouca".
Segundo ele, a pecuária extensiva predomina no Estado, mas o sistema integrado eleva a receita significativamente. "O incremento pode variar entre 300% a 500% da renda".
Na avaliação do professor, a propriedade dos Nogaroli "já é a mais eficiente da região, porque é um empresário sem os vícios do pecuarista , permitindo exercer a atividade de forma correta". O Ministério da Agricultura, baseado nas unidades comparativas, vai elaborar um documento com orientações básicas de procedimento para se desenvolver a certificação de propriedade. "Não é um pacote tecnológico. Cada propriedade tem suas características próprias que podem ser aproveitadas e uma estrutura de solo diferente que precisa ser considerada".
COMO PARTICIPAR
Integração lavoura-pecuária: a dobradinha perfeita: Aula prática em propriedade da região
Créditos: Lineu FilhoBuscando um diferencial competitivo com novas alternativas de aproveitamento da propriedade, o Sindicato Rural de Palmeira tem sido o principal motivador no desenvolvimento de capacitação aos produtores na região. Nos dias 10 e 11 de junho de 2010 será realizado o primeiro módulo do curso Integração Lavoura-Pecuária para produtores e técnicos da área. São cinco encontros, uma vez por mês, com capacitação teórica na sede do sindicato e pratica nas propriedades da região. A adesão ao PISA é voluntária basta que o produtor procure o sindicato rural de seu município ou o supervisor do Senar-PR.
MAIS INFORMAÇÕES
Senar-PR
R.Marechal Deodoro, 450 - 16ºandar
CEP 80010-910 - Curitiba/PR
Telefone: (41) 2106-0401
Fax: (41) 3323-1779
FONTE
Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Estado do Paraná
Cynthia Calderon - Jornalista
Telefone: (41) 2106-0401
Links referenciados
Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Estado do Paraná
www.senarpr.org.br
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
www.agricultura.gov.br
Universidade Federal do Paraná
www.ufpr.br
Aníbal de Moraes
buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visual
izacv.jsp?id=W06235
Senar-PR
www.senarpr.com.br
Monday, May 31, 2010
Avanços da pecuária no Brasil
Em tempos que tanto se fala, e com exagero, sobre os supostos impactos ambientais da pecuária de corte, a necessidade de ganho na produtividade aparece como solução viável para mitigar tais impactos.
No entanto, a pecuária vem avançando em produtividade há anos, desde o início da década de 70, o que iremos apresentar com alguns dados a seguir.
Conhecemos as dificuldades estatísticas para se analisar dados da pecuária brasileira, especialmente após a publicação do Censo 2006, que acabou agregando mais perguntas do que respostas.
O Censo de 2006 (IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) concluiu que o rebanho brasileiro seria de 171,6 milhões de cabeças. Porém, o mesmo IBGE indica um rebanho de 205,8 milhões de cabeças para o ano de 2006 na pesquisa pecuária municipal, ou PPM como é conhecida.
A diferença entre ambos os dados, em torno de 34 milhões de cabeças, supera o rebanho do México e da Austrália que ocupam, respectivamente, a oitava e a décima posição no ranking mundial de rebanhos bovinos, segundo a FAO (Food and Agricultural Organization), da Organização das Nações Unidas.
Ainda que o rebanho da Austrália seja o décimo maior do mundo, o país ocupa o quinto lugar no ranking de produção de carne bovina, também de acordo com a FAO. Essa comparação, sempre lembrada por diversos articulistas, nos serve para estabelecer o grau da seriedade da contradição entre as informações oficiais da pecuária brasileira.
Apesar de existirem diversas outras estimativas para o tamanho do rebanho brasileiro, não é lógico fugirmos dos dados do IBGE. É o único instituto que reúne informações suficientes para chegar o mais próximo possível da realidade. Os demais institutos, ou empresas privadas, não possuem orçamento e nem metodologia permanente para contabilizar o rebanho brasileiro.
Mesmo trabalhando com critérios rigorosos, e bem baseados para estimar o rebanho, não haveria como superar uma fonte pesquisada. Isso tudo aumenta a frustração em torno da divulgação de dados tão incoerentes sobre a mesma realidade.
Pois bem, o objetivo do texto é discutir o avanço da produtividade e não o tamanho do rebanho. Embora o tema seja de grande importância, muito já se falou sobre o assunto.
A mesma informação pesquisada pelo IBGE, que chegou ao rebanho de 171,6 milhões de cabeças bovinas no Brasil, identificou uma ocupação média de 0,93 hectare por bovino. Se o rebanho for realmente menor, estaríamos falando de uma área total de pastagens em torno de 159,6 milhões de hectares em 2006.
Todas as publicações e artigos consideram áreas de pastagens de 170 milhões a 220 milhões de hectares. A informação mais aceita é a área de pastagens em uso girando por volta de 175 milhões de hectares, além de outros 45 a 50 milhões de hectares degradados.
É outra informação que nos leva a questionar os dados do Censo de 2006. Pelo próprio censo anterior, realizado 10 anos antes, em 1996, estaríamos considerando uma redução da área da ordem de 17,9 milhões de hectares, frente a um aumento de rebanho da ordem de 18,5 milhões de cabeças. Essa área é proporcional a todo o pasto do Estado de Goiás.
Sendo assim, é preciso estabelecer parâmetros e optar por uma ou outra fonte de informação que seja contundente e possibilite compreender o ocorrido na pecuária brasileira.
Considerando que os critérios para coleta de informações do Censo tenham sido seguidos na pesquisa, é possível considerar que o dado de ocupação da área, divulgado no Censo 2006, seja coerente.
Em outras palavras, estaríamos assumindo que o Censo foi eficiente no tratamento dos dados coletados, mas ineficiente em coletar os dados de todo o rebanho nacional. É uma hipótese.
Com isso, teríamos o rebanho de 2006 oscilando de 171,6 a 205,8 milhões de cabeças e a área de pastagens entre 159,6 e 175,5 milhões de hectares.
Observe, na figura 1, a evolução da ocupação da área de pastagens nos últimos censos agropecuários realizados entre 1940 e 2006.
Hoje, o rebanho mais aceito entre os profissionais da pecuária de corte é o apresentado pela pesquisa pecuária municipal (PPM), o qual continuaremos a adotar até que informações mais coerentes sejam divulgadas.
Considerando que a eficiência de uso de pastagens veio aumentando proporcionalmente ao indicado pelos históricos dos Censos agropecuários, em 2009 a ocupação da área pela pecuária seria em torno de 1,16 animais por hectare.
Projetando o rebanho de 2009 pela pesquisa pecuária municipal podemos estimar um rebanho de 203,6 milhões de cabeças ocupando uma área de 174,95 milhões de hectares.
Observe, a figura 2, como o rebanho continua crescendo, enquanto as pastagens estabilizam-se por um período e começam lentamente a recuar nos últimos anos.
O recuo é comprovado pelo avanço da agricultura em áreas de pastagens nos últimos anos.
Claramente, na figura, é possível notar a redução do rebanho nos anos de ciclo de baixa nos preços. Neste período houve um aumento no número de cabeças abatidas. Logo em seguida, o rebanho voltaria a aumentar tanto pela redução do abate como pela retenção de matrizes, consequência da virada do ciclo pecuário para o período de alta.
Com pouca alteração anual nos índices de natalidade, a oscilação do rebanho é relacionada com os movimentos de aumento ou redução do abate. Este, por sua vez, depende da produção de carne para atender a demanda.
Na figura 3 é apresentada a produção anual de carne bovina em mil toneladas de equivalente carcaça. A definição de equivalente carcaça é uma forma de padronizar toda a produção industrial em carcaças bovinas.
Sendo assim:
1 kg de carne em carcaça = 1 kg de equivalente carcaça;
1 kg carne desossada = 1 ,3 kg de equivalente carcaça;
1 kg de carne industrializada = 2,5 kg de equivalente carcaça.
Comparando evolução da produção de carne com a evolução da área, nota-se um aumento de 84% na produtividade por área ocupada no período de 1994 a 2009. Observe a evolução da produtividade na figura 4.
O aumento da produtividade entre 2006 e 2007 é artificial, reflexo do descarte de matrizes, aliado a demanda favorável para a carne brasileira.
Traçando uma linha de tendência, e desconsiderando ambos os anos, chega-se aos 84% de ganho de produtividade neste período.
Veja que a produtividade de carne por área aumentou os referidos 84%, enquanto a lotação por hectare aumentou 30,7% no mesmo período, evidenciando que a maior parte do ganho de produtividade foi proveniente de tecnologias relacionadas ao próprio animal, ou tecnologias da área zootécnica.
Em termos agronômicos (pastagens e produção de forragens), a pecuária de corte ainda tem muito espaço para agregar em produtividade. Por isso que é possível afirmar que a produção de carne bovina no Brasil pode crescer muito mais, atendendo o mercado crescente em todo o planeta, e destinando maiores parcelas de suas áreas para a agricultura.
Para os próximos anos podemos esperar um ganho de produtividade bem superior ao que foi observado neste passado recente.
Em ocupação de área, rentabilidade e proteção ambiental, a pecuária brasileira pode ser muito mais relacionada a oportunidades do que a ameaças. Basta querer enxergar fatos e dados.
Saturday, May 15, 2010
Milho e soja: produtores do Sul podem economizar até 50% em aplicação de fósforo
Friday, October 02, 2009
Integração lavoura-pecuária garante rentabilidade ao produtor de ovinos

Integração lavoura-pecuária garante rentabilidade ao produtor
http://www.agrolink.com.br/noticias/ClippingDetalhe.aspx?CodNoticia=135800
02/10
“A tecnologia de integração lavoura-pecuária é uma forma de melhorar a qualidade final do produto”, enfatizou o criador Erbert Correa Araújo, no Dia de Campo Integração Lavoura-Pecuária (ILP): Caprinos e Ovinos, promovido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), nesta quinta-feira (1º), em Brasília.Araújo cria mil cabeças de ovelhas em propriedade de 70 hectares, a 90 quilômetros de Brasília. Há quatro anos, investiu no sistema ILP e recuperou a pastagem degradada com o plantio de milho e feijão-guandu. “A economia nos custos da produção com o investimento em tecnologia foi revertida para o crescimento do rebanho e, consequentemente, trouxe ganhos para o criador. Hoje recebemos de R$ 95 a R$ 100 por arroba”, afirmou.ILP - O sistema torna viável a recuperação de pastagens e solos degradados com maior garantia para a produção, ganhos sociais e ambientais. Além disso, é uma alternativa para aumentar a melhorar a produção, abrindo novos mercados. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Saturday, September 12, 2009
Grupo CAMPO: Comissão do Senado sugere que Executivo apresente projeto para instituir política para ILPF
Comissão do Senado sugere que Executivo apresente projeto para instituir política para iLPF: Comissão de Meio Ambiente do Senando discute o sistema iLPF
Créditos: Valéria CostaA Embrapa tem tecnologia disponível para triplicar a produção brasileira de alimentos, fibras e energia e ainda aumentar a produção de carne e leite ocupando apenas os cerca de 50 milhões de hectares de pastagens em degradação existentes no País sem derrubar uma única árvore. É o sistema que integra, numa mesma propriedade, Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF).
Mas, para ser adotado em larga escala no médio e longo prazos, precisa do suporte de políticas públicas. Com o objetivo de criar essa estrutura, tramita no Senado Federal o Projeto de Lei 260/2007, que foi debatido em audiência pública da Comissão de Meio Ambiente realizada no último dia 8.
Após a palestra do agrônomo da Embrapa Transferência de Tecnologia, Luiz Carlos Balbino, sobre o funcionamento e os resultados do sistema, a senadora Marina Silva avaliou que "não há tempo a perder". Em consenso com os demais membros da comissão e convidados presentes, sugeriu que o projeto seja "construído como uma ação do executivo" como forma de dar celeridade ao processo.
O representante do Ministério do Meio Ambiente (MMA) presente à audiência, Roberto Vizentin, fará a intermediação junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). A idéia é estudarem uma eventual propositura do Poder Executivo para o projeto que visa instituir a Política Nacional de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta para viabilizar a adoção do sistema que alia conservação ambiental com desenvolvimento sustentável no país.
Melhoria na qualidade do solo e na eficiência de insumos, retenção de água e diminuição de gases de efeito estufa, além da economia de até 80% de energia com a adoção da iLPF foram algumas das vantagens apresentadas pelo representante da Embrapa aos parlamentares. O ex-ministro da agricultura, Alysson Paolinelli, que adota o sistema há sete anos em propriedade localizada em Minas Gerais, endossou os benefícios apontados pela pesquisa em depoimento feito na audiência.
"Estou feliz porque peguei uma propriedade ultradegradada e hoje é um exemplo. Tenho água até onde antes não tinha", declara Paolinellli, que representou o Grupo Campo. "A inovação tem um custo que a maioria não pode assumir", argumentou, lembrando que não se pode ver a implantação do sistema de forma "poética", mas como conseqüência de políticas de incentivo.
A exemplo do pesquisador da Embrapa, o ex-ministro ressaltou que é preciso que o produtor rural siga corretamente as orientações técnicas para obter resultados, o que evidencia a demanda por treinamento de multiplicadores e o crescente investimento em órgãos de assistência técnica e extensão rural, avaliaram.
A audiência pública contou com as presenças de José Manoel Caixeta Haum, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), e do representante da OnG Amigos da Terra, Brent Millikan.
Clique aqui para acessar o Projeto de Lei 260/2007 de autoria do senador Expedito Júnior (PR-RO).
PARA SABER MAIS
Integração Lavoura-pecuária-floresta - Embrapa Sede
Integração Lavoura-pecuária-floresta - Embrapa Gado de Leite
Linhas de Pesquisa em "Integração Floresta-Lavoura-Pecuária" - Embrapa Pecuária Sul
Busca de Sistemas iLPF
FONTE
Embrapa Transferência de Tecnologia
Valéria Costa – Jornalista
Telefone: (61) 3448-4510
valeria.costa@embrapa.br
Links referenciados
Linhas de Pesquisa em "Integração Floresta-Lavoura-Pecuária" - Embrapa Pecuária Sulwww.cppsul.embrapa.br/unidade/pesquisa:a
rea/11
Integração Lavoura-pecuária-floresta - Embrapa Gado de Leite
www.cnpgl.embrapa.br/nova/silpf/index.ph
p
Integração Lavoura-pecuária-floresta - Embrapa Sede
www.embrapa.br/kw_storage/keyword.2007-0
6-05.8012048948/keyword_context_view
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
www.agricultura.gov.br
Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil
www.canaldoprodutor.com.br
Embrapa Transferência de Tecnologia
www.embrapa.br/snt
Ministério do Meio Ambiente
www.mma.gov.br
Busca de Sistemas iLPF
www.cnpgl.embrapa.br/nova/silpf/index.ph
p?class=SilpSearchForm&method=onSearch
Amigos da Terra
www.amigosdaterra.org.br
Senado Federal
www.senado.gov.br
Valéria Costa
valeria.costa@embrapa.br
Clique aqui
www.senado.gov.br/sf/atividade/materia/d
etalhes.asp?p_cod_mate=81076
Grupo Campo
www.campo.com.br
Embrapa
www.embrapa.br
Monday, August 31, 2009
Ataque a carro da Campo Consultoria na Venezuela
Eu falei que tava e que não havia outro buraco no carro, então era pedra e não tiro, graças a Deus!!!Senão a essa hora eu já não estaria escrevendo neste blog...
Não dá pra xingar a Venezuela já que essa ação pra roubar carro é muito comum também no BR
Wednesday, July 01, 2009
Investir na agricultura é chave para reduzir pobreza mundial
Investir na agricultura – principalmente na produção familiar – é a chave para a redução da pobreza e pode ajudar a solucionar as crises de alimentos, financeira e climática. A conclusão é do relatório Investir na Pequena Agricultura é Rentável, divulgado ontem (30/6) pela organização não governamental (ONG) britânica Oxfam International. O documento traça um histórico dos investimentos na agricultura e indica a necessidade de mais aporte financeiro e apoio tecnológico para os pequenos produtores, em especial nas áreas com maiores dificuldades de acesso e de produtividade.De acordo com o texto, 75% das pessoas pobres que sobrevivem com um dólar por dia trabalham e vivem em zonas rurais e a estimativa é de que em 2025 esse percentual ainda seja de mais de 65%. "Não é possível reduzir a pobreza, nem estimular globalmente a agricultura e os meios de vida rural sem renovar o compromisso público de investir mais e de forma mais inteligente – com pesquisa e desenvolvimento agrícola, assim como em setores de apoio: saúde, educação, infraestrutura e meio ambiente", sugere o relatório.Entre o fim da década de 80 e o início dos anos 90 a ajuda internacional para o desenvolvimento da agricultura caiu 75% e desde então o montante de recursos repassados tem se mantido baixo se comparado a períodos anteriores. Em 2007, por exemplo, a União Européia doou US$ 1,4 bilhão, mas investiu "assombrosos US$ 130 bilhões" em seus setores agrícolas internos, segundo a Oxfam.Em 2008, de acordo com a ONG, apenas US$ 1 bilhão dos US$ 12 bilhões prometidos pelas nações ricas chegaram de fato aos países pobres para lidar com a crise alimentar global. Outra crise, a financeira, pode agravar ainda mais a situação, diante da redução das reservas dos países e dos grandes aportes realizados para salvar instituições e a oferta de crédito. "A comunidade de [países] doadores está esgotando seus fundos, enquanto os governos nacionais veem seus depósitos minguarem".As soluções, segundo a Oxfam, devem ser compartilhadas entre governos, empresas e o terceiro setor e além de garantias de mais investimentos, passam por medidas como o desenvolvimento de mercados locais de sementes e o fortalecimento de organizações de pequenos produtores.A ONG defende ações prioritárias para os agricultores que vivem nas chamadas áreas marginalizadas – ambientes remotos, com terras frágeis e degradadas e sem acesso a serviços básicos como água, saúde e educação."Os agricultores de zonas marginais são os que mais cuidam das terras mais degradadas, conservam a biodiversidade agrícola e manejam alguns dos solos mais frágeis do mundo. São aliados cruciais na luta contra as mudanças climáticas".O relatório também mostra a necessidade de apoio a tecnologias de baixo custo, o fortalecimento dos direitos trabalhistas, com legislações que garantam mais proteção aos trabalhadores da agricultura, além de investimentos direcionados para as mulheres.O documento da Oxfam foi apresentado um dia antes da Assembléia da União Africana, que começa hoje (1º) na Líbia e terá como tema principal o investimento em agricultura para garantir segurança alimentar e crescimento econômico.
FONTEAgência BrasilLuana Lourenço - RepórterGraça Adjuto - Edição
Links referenciadosOxfam Internationalwww.oxfam.orgUnião Européiaeuropa.eu/index_pt.htmAgência Brasilwww.agenciabrasil.gov.br
95% dos produtores rurais de MT adotam plantio direto
http://www.expressomt.com.br/noticia.asp?cod=31589&codDep=6
Utilizado hoje por cerca de 95% dos produtores rurais de Mato Grosso, o Sistema de Plantio Direto cada vez mais busca novas alternativas para difundir tecnologias.
Tanto, que para promover o intercâmbio de experiências entre agricultores, técnicos, estudantes, pesquisadores e profissionais do setor agropecuário do país será realizado o 10º Encontro de Plantio Direto no Cerrado, que começa na próxima quarta-feira, 24 e vai até 26 de junho, em Dourados (MS). A oitava edição do evento aconteceu no município de Tangará da Serra, no ano de 2005.
O engenheiro agrônomo Luciano Gonçalves, diretor do Departamento Técnico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), diz que o Estado vai participar como em todos os anos e que o evento é fundamental para o setor. Segundo ele, em Mato Grosso a utilização dessa técnica é mais frequente que na maioria dos estados brasileiros. "Hoje podemos dizer sem qualquer receio que o Sistema de Plantio Direto é relevante em todos os aspectos. Primeiro, falando do ponto de vista ambiental, porque contribui para a diminuição do aquecimento global. Segundo, em termos agronômicos, traz inúmeros benefícios para o solo, entre eles a preservação contra a lixiviação e ocorrência de erosões".
O engenheiro ainda explica que não há restrição para a utilização do plantio direto para nenhuma cultura. Segundo ele, hoje, os produtores rurais a utilizam nas plantações de soja, algodão, milho e tantas outras. O que acontece é que o manejo, se comparado com a forma tradicional, é completamente diferente. Contudo, os profissionais já se qualificam nas universidades e saem preparados para o domínio do plantio direto.
A adoção do conjunto das tecnologias que constituem o Sistema Plantio Direto (SPD) é de fundamental importância para a produção agropecuária, especialmente para o bioma Cerrado, uma vez que este sistema constitui-se na forma mais moderna de produção, permitindo suportar de forma mais eficiente as adversidades climáticas e estruturais do setor rural, além de ser a alternativa mais adequada para conciliar produção de alimentos, fibras e energia com sustentabilidade ambiental.
Ao incluir a integração da lavoura com a pecuária e a floresta, entre os assuntos a serem discutidos no evento, os organizadores esperam contribuir de forma marcante para a adoção desta forma integrada de produção na região e despertar maior interesse do meio acadêmico, ampliando estudos relacionados a este tema.
Entre as palestras programadas para o dia 24 estão: Estado da arte do Plantio Direto no Brasil avaliado pelo Rally da Safra 2009, com Ondino Bataglia, da Fundação Agrisus; O SPD no Brasil e no mundo, por Dirceu Gassen, da Cooperativa dos Agricultores de Plantio Direto, e Intensificação da rotação de culturas: desafio à construção de solo fértil", com o pesquisador José Eloir Denardin, da Embrapa Trigo.
No dia 25, serão ministrados mini-cursos e realizadas visitas técnicas em áreas com experimentos ou uso consolidado em Sistema de Plantio Direto e Integração Lavoura-Pecuária. No dia 26, haverá outro ciclo de palestras, entre elas: Sistema integrado de produção agrosilvipastoril, de Vanderlei Porfírio da Silva da Embrapa Florestas, e Transformações do solo sob SPD - Estados Unidos, com Kip Balkcom do Agricultural Research Service/United States Department of Agriculture.
Fonte: ExpressoMT/Gazeta Digital
Saturday, June 27, 2009
WORKSHOP INTEGRAÇÃO LAVOURA-PECUÁRIA-SILVICULTURA/FLORESTA (ILPS)
PROGRAMAÇÃO DO WORKSHOP
INTEGRAÇÃO LAVOURA-PECUÁRIA-SILVICULTURA/FLORESTA (ILPS)
(23 de junho de 2.009 - terça-feira)
08:00 - 08:30
Inscrições
08:30 – 09:00
Abertura
09:00 – 09:45
Integração Lavoura-Pecuária-Silvicultura/Floresta – Diversificação e Sustentabilidade para o Agronegócio Brasileiro
Alysson Paolinelli - Produtor Rural e Consultor
09:45 – 10:00
Intervalo para café
10:00 – 10:30
Integração Lavoura-Pecuária-Silvicultura/Floresta - A visão do Governo do Estado de Minas Gerais”.
Gilman Viana Rodrigues - SEAPA
10:30 – 11:30
Resultados de pesquisa com a ILP e com a ILPS no Estado de Minas Gerais.
Embrapa Milho e Sorgo; Epamig; UFV; UFLA etc.
11:30 – 12:00
A produção de alimentos e a preservação ambiental – Um modelo para a ILPS/F, com uso do plantio direto.
Alfredo Scheid Lopes – UFLA/Cons. Tec. da ANDA
12:00 – 13:00
Experiências da EMATER com a ILP e com a ILPS no Estado de Minas Gerais.
Walfrido Machado - Sete Lagoas e Rogério J. Gomes - Viçosa
13:00 – 14:00
Intervalo para almoço
14:00 – 15:00
Experiências de Produtores com a ILP e com a ILPS no Estado de Minas Gerais.
Rowena Betina Petrol Rodrigues-Faz. Agropel – Paracatu; André Souza-COPERVAP - Projeto ILPS/F com pequenos produtores de Paracatu.
15:00 – 15:30
Serviços Ambientais gerados pelo produtor de PD e ILPS
Ronaldo Trecenti - Campo Consultoria e Agronegócios
15:30 – 15:45
Programa ILPS do MAPA e Projeto ILPS 2008/09
Marcos de Matos Ramos – Campo Consultoria e Agronegócios
15:45 – 16:00
Intervalo para café
16:00 – 16:30
Desafios para a implementação da ILPS no Estado de Minas Gerais.
COOPA; COOPERVAP; Emater-MG; etc.
17:00 – 18:00
Estabelecimento de ações estratégias para a expansão da ILPS em MG Moderador: Paulo Afonso Romano – Secretário Adjunto da Secretaria de
Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
18:00
Encerramento e entrega de certificados
Thursday, June 25, 2009
Preservação já dá dinheiro a agricultores de três cidades
Bettina Barros, de Rio Claro (RJ) e Extrema (MG) 25/06/2009
Produtores rurais de três municípios brasileiros já estão sendo pagos para manter vivas e saudáveis o que é considerado hoje um ativo tão precioso quanto rebanhos de gado e lavouras agrícolas: as suas nascentes de água.
Um grupo de 147 propriedades aderiu a essa iniciativa inédita no país - o conceito de pagamento por serviços ambientais, que recompensa financeiramente aqueles que preservarem matas estratégicas para a conservação da água.
Entre 2008 e 2009, proprietários rurais de Extrema (MG), Rio Claro (RJ) e Alfredo Chaves (ES) colocaram no bolso quantias mensais ou semestrais que variam de R$ 300 a R$ 3 mil, graças aos benefícios ecológicos por eles prestados. Projetos similares despontam em Joanópolis e Nazaré Paulista (SP), São Paulo, Camboriú (SC), Apucarana (PR) e no Distrito Federal. A expectativa é de que, no futuro próximo, surja um novo profissional no agronegócio brasileiro: o "produtor de água", premiado por uma commodity à altura de qualquer outra.
A lógica desse negócio parte do fato inequívoco de que é a propriedade rural o maior abastecedor de água para o país, irrigando não só o campo mas as áreas urbanas. Por esse motivo, se as nascentes continuarem a tendência de queda de vazão por práticas agrárias erradas - como já acontece - metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro irão simplesmente secar. Ruim para a agricultura, para a indústria e para o usuário comum (você).
"Só o comando e controle do desmatamento não funciona", explica Paulo Henrique Pereira, o diretor de Meio Ambiente de Extrema que esboçou os primórdios do projeto "Conservador das Águas", pontapé que tornou o município o primeiro a realizar o pagamento por serviços ambientais às propriedades mineiras. Na prática, o projeto paga para que a legislação ambiental seja cumprida. O Código Florestal determina que nascentes, matas ciliares e mananciais sejam Áreas de Preservação Permanente, e que se mantenha 20% da propriedade com cobertura vegetal (Reserva Legal). "Recompensar economicamente foi uma necessidade. Só é possível fazer a reversão da degradação com apoio financeiro aos produtores", diz Pereira.
Extrema é um município que, como tantos outros, sofre de dualismos: seu PIB é relativamente alto devido à presença de indústrias como Bauducco e Kopenhagen, mas a renda média per capita não chega sequer a dois salários mínimos. Essencialmente rural, o município rico em água acompanha gradativamente a queda de vazão, que colocou em alerta o poder público.
Quatro anos de investigação culminaram em um diagnóstico ambiental que dá a pista da origem do problema: apenas 22% das matas de Extrema estão de pé. O resto da Mata Atlântica desapareceu sob a colcha de pequenas propriedades onde o gado leiteiro predomina. A corrida agora é para saber o tamanho do prejuízo - o balanço hídrico atual da região.
"Vimos que era preciso trabalhar nossos mananciais", diz Pereira, desde 1994 no cargo. E, assim, o governo local começou a se mexer.
Para dar viabilidade ao projeto, a Prefeitura de Extrema incluiu como prioridade em seu Plano Plurianual de 2005 um orçamento anual de R$ 150 mil para o pagamento pelos serviços ambientais a seus produtores. A decisão foi a base para a criação da lei 2.100/2005, que possibilitou o repasse de dinheiro público ao setor privado.
Com apoio técnico e de suprimentos de parceiros como a organização ambiental The Nature Conservancy (TNC) e o Instituto Estadual Florestal (IEF), Extrema foi dividida em sete sub-bacias do rio Jaguari, que corta a cidade. A ideia foi começar logo pelo mais difícil: restaurar a vegetação da sub-bacia mais degradada, Posses. São 1,3 mil hectares, 109 propriedades. "É uma área bastante fragmentada e com menos de 10% da cobertura vegetal", diz o engenheiro agrônomo Aurélio Padovezi, da TNC.
A segunda fase do projeto, já iniciada, é na sub-bacia de Salto. Aqui, 13 proprietários já recebem dinheiro do projeto, perfazendo uma área de cerca de 550 hectares.
A lei estabelece pagamentos mensais aos produtores, que assinam um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Prefeitura. O pagamento é de 100 unidades fiscais (R$ 169) por hectare/ano e é baseado na área da propriedade. Cabe ao produtor abrir mão de atividades agrícolas em áreas de nascentes. E só. O projeto se encarrega de cercar as áreas, plantar mudas e monitorar. "O produtor não gasta nada. Só recebe", afirma Padovezi.
"No campo, a gente já ganha minoria (sic). Sem apoio, é difícil", diz Terezinha de Moraes Oliveira, de 56 anos. Ela e o marido, Benedito de Oliveira, 60, vivem das 30 cabeças de gado que dão até 50 litros de leite por dia. Tiram, em média, R$ 500 por mês. Por terem uma nascente na propriedade de 14 hectares, recebem de Extrema R$ 205. Quase metade da renda do casal.

Tuesday, June 16, 2009
Integração Lavoura-Pecuária: pesquisa comprova melhor utilização do solo
De um lado a lavoura; do outro a pecuária. Ao centro, o objeto comum de ambas: o solo. Para diminuir a derrubada de florestas para que seja feita a expansão agropecuária, pesquisadores da Embrapa Cerrados, unidade localizada em Planaltina (DF), desenvolvem um trabalho com o objetivo de integrar as duas áreas de atuação.Segundo Robélio Leandro Marchão, pesquisador da Unidade e atuante no projeto Integração Lavoura-Pecuária: Uma proposta de produção sustentável para a Região do Cerrado e áreas de influência, essa proposta já é realidade no Brasil. "Isso se deve graças aos esforços da pesquisa, a perseverança e a dedicação dos nossos produtores, que sempre estão em busca de inovações", afirma.A Embrapa Cerrados acompanha os desdobramentos da ação no Oeste da Bahia. "Lá os produtores especializados em produção de grãos e fibras estão firmando parcerias com pecuaristas especializados em recria e terminação de animais, que estão sendo terminados semiconfinados nas pastagens implantadas em sistema de consórcio com milho", observa o pesquisador. "Além da intensificação do uso da terra, a ILP está trazendo grandes benefícios ao sistema de plantio direto, que é uma tecnologia imprescindível para a sustentabilidade dos solos arenosos do cerrado baiano."O tempo para a implantação tanto da lavoura quanto da pecuária em uma área obedecem o calendário agrícola, que coincide com o período chuvoso. Já as pastagens são implantadas na entressafra, que acontece, no Cerrado, na estação seca. "Assim é possível utilizar as áreas de lavoura para engorda e terminação de bovinos num período em que normalmente não estaria sendo conduzida nenhuma atividade na fazenda. As pastagens na ILP permanecem verde por praticamente todo o período seco, em uma época em que é comum encontrar pastagens completamente secas e com baixissimo valor nutritivo", diz Marchão.ECONOMIAO pesquisador afirma que o modelo traz benefícios econômicos. "O que vem acontecendo nos últimos anos é que a atividade pecuária sozinha não consegue pagar os investimentos necessários à manutenção das pastagens e os pecuaristas entraram em um ciclo vicioso de cada vez menores índices zootécnicos e maior o custo de renovação/recuperação das suas pastagens", analisa Marchão. "Se o produtor de grãos dedica parte do seu capital à pecuária, ele acaba aplicando o recurso em uma atividade de menor risco quando se compara a pecuária com a agricultura. Na safra passada, por exemplo, nós acompanhamos um caso de um produtor que fazia ILP e teve sua safra de grãos comprometida devido à falta de chuvas. Com a venda dos animais ele conseguiu pagar os insumos que foram adquiridos para a implantação da lavoura", complementa.Do ponto de vista do solo, a não variabilidade de aplicações a serem feitas traz uma perda na biomassa. "A causa [de uma área territorial improdutiva] está mais relacionada à degradação das pastagens que, devido ao manejo errado da própria pastagem (superpastejo) associado à ausência de reposição e manutenção da fertilidade do solo, leva a uma condição de baixíssima produtividade da pecuária", comenta. "Após a degradação da pastagem que tem como consequência uma baixa produção de biomassa e uma redução da cobertura do solo, ocorre também a degradação do solo (compactação, desagregação), que em condições extremas pode causar erosão, assoreamento e poluição dos cursos d'água".BENEFÍCIOS DA ILPRobélio Marchão aponta que há um sinergismo quando se unifica as duas atividades. Ele comenta que a pastagem, devido ao seu sistema radicular abundante e agressivo associada a produção de uma grande quantidade de biomassa, pode favorecer a qualidade física e biológica do solo e aumentar produtividade das culturas anuais subsequentes. "Na lavoura implantada logo após a pastagem, a melhoria da qualidade do solo permite ainda reduzir o uso de fertilizantes devido a uma maior eficiência de utilização destes pelas plantas. Da mesma forma há uma redução do uso de defensivos devido à menor incidência de pragas e doenças".Para a área estudada, a Embrapa Cerrados desenvolveu sistemas de consórcio entre culturas anuais e pastagens. "As culturas mais utilizadas no consórcio com gramíneas forrageiras são o milho, o sorgo e o arroz", explica o pesquisador. Por outro lado, a soja não possui ainda resultados consistentes. "Mas a Embrapa está trabalhando para desenvolver novas cultivares de forrageiras (pastagens) que sejam adaptadas ao consórcio com a soja. Novas linhas de pesquisa estão sendo trabalhadas graças ao advento da soja transgênica, que permite um maior controle do sistema utilizando herbicidas para controlar o crescimento do capim".DESAFIOS FUTUROSMarchão aponta que existe uma barreira a ser ultrapassada para o desenvolvimento da ILP. "A entrada de animais em áreas tradicionais de grãos exige uma estrutura física e logística que, muitas vezes, pode tornar inviável a integração. Para os agricultores, o alto custo dos animais, a falta de crédito e a ausência de abatedouros próximo à região são desafios que ainda necessitam ser superados. Para os pecuaristas, o alto custo do maquinário, a falta de assistência técnica e questões culturais ainda são barreiras à atividade de produção de grãos", observa.Para o futuro, além da tentativa de resolver alguns gargalos do sistema, está sendo estudada uma nova adição ao ILP. "A inclusão do componente florestal (integração lavoura-pecuária-floresta - ILPF) está sendo estudada e é uma aposta da Embrapa na busca da sustentabilidade da agropecuária brasileira", comenta.Apesar do trabalho ter sido desenvolvido na Embrapa Cerrados, ele foi realizado em rede com outras unidades da empresa, o que cria novas perspectivas de aplicabilidade. "Isso permite que os resultados sejam aplicados nos diferente biomas, desde que sejam respeitadas as características e especificidades de cada região", finaliza Marchão. FONTERede de Inovação e Prospecção Tecnológica para o AgronegócioMichel Lacombe - Jornalista
Thursday, April 30, 2009
Governo do Japão fomenta agricultura de emergentes
Estratégia: Governo quer garantir a segurança de abastecimento alimentar
Michiyo Nakamoto e Javier Blas, Financial Times, de Tóquio e Londres30/04/2009
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O governo do Japão prepara um plano para financiar investimentos na produção agrícola em países em desenvolvimento, dando mais um sinal do nervosismo entre os países importadores de commodities agrícolas com a segurança de abastecimento alimentar.
As autoridades buscam identificar regiões que poderiam beneficiar-se dos investimentos e assistência do Japão para elevar a produção de alimentos, segundo o Ministério de Agricultura do país.
Os investimentos são de natureza diferente dos da Coreia do Sul e Arábia Saudita, que investem em terras cultiváveis para exportar de volta as colheitas e alimentar sua própria população. Tóquio planeja que as colheitas sejam vendidas no mercado mundial, segundo fontes a par da política agrícola japonesa.
O diretor de negociações de política de comércio internacional do Ministério da Agricultura, Munemitsu Hirano, afirmou que o Japão poderia não receber a garantia de um fornecimento estável de alimentos como resultado de seus esforços de investimento. "Se a produção aumentar mundialmente isso ajudará o Japão a importar".
Tóquio apoia há muito tempo empreendimentos das empresas de comércio exterior na agricultura - sobretudo na produção de soja na América Latina, após assustar-se com a dependência em relação aos EUA na esteira do breve embargo aos grãos determinado pelo país em 1973. Itochu e Marubeni, duas das maiores traders japonesas, pretendem elevar a produção agrícola e assinaram acordos com a China para fornecer commodities aos chineses, como a soja. O Japão não considera investir na África, onde o alimento é escasso, mas na América Central e do Sul e no Leste Europeu.
Há "áreas de alto potencial que podem elevar as exportações de alimentos com alguma ajuda - áreas que possuem capacidade de produção, mas não têm sistema de distribuição ou infraestrutura ou tecnologia para melhorar a qualidade da colheita", disse Hirano.
Depois do último repique nos preços das commodities e das restrições comerciais que se seguiram, mais países passaram a buscar melhorar a segurança alimentar. A prática de financiar a produção no exterior para depois importá-la, conhecida como "tomada de terras", alarmou alguns diplomatas, especialmente porque alguns países almejam assegurar a provisão agrícola para atender suas próprias populações.
O Instituto Internacional de Pesquisa de Políticas Alimentares (IFPRI), órgão sustentado por vários governos, defenderá um "código de conduta" para regulamentar os investimentos em terras cultiváveis no exterior. Os atuais investimentos em terras cultiváveis, incluindo os pendentes de aprovação final, poderiam abranger algo entre 15 milhões e 20 milhões de hectares - mais do que o dobro da terra cultivada na Alemanha.
Thursday, April 24, 2008
Nabo forrageiro, opção para cultivo no inverno
AGRONEGÓCIOS
23/04/2008 - 11:34 link: http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=37386Trata-se de uma planta muito vigorosa: em 60 dias, cobre cerca de 70% do solo; controla de forma eficaz a erosão; preserva a vida microbiana; inibe a entrada e o desenvolvimento de plantas daninhas, reduzindo, assim, o uso de herbicidas. Seu florescimento ocorre aos 80 dias após o plantio, atingindo sua plenitude aos 100-120 dias. Possui excelente capacidade de produção de massa verde.
O cultivo de um novo cultivar de nabo forrageiro – o CATI AL 1000 – como cultura de inverno vem ganhando terreno em todo o País, em razão de suas diversificadas propriedades. Seus grãos, com 40% de óleo, constituem excelente matéria-prima para a produção de biodiesel; seu sistema radicular pivotante profundo (atinge mais de 2,00m) pode ser utilizado com sucesso na escarificação e descompactação de solos.
Mais ainda: o nabo forrageiro se presta à rotação de cultura e à adubação verde e suas raízes podem ser utilizadas diretamente na alimentação animal. O CATI AL 1000 ainda é excelente para a produção de palhada para plantio direto e sua intensa florada é uma rica fonte de néctar e pólen para a criação de abelhas.
O CATI AL 1000 foi desenvolvido pelo Centro de Testes, Avaliação e Divulgação, do Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes da Secretaria de Agricultura de São Paulo.
Trata-se de uma planta muito vigorosa: em 60 dias, cobre cerca de 70% do solo; controla de forma eficaz a erosão; preserva a vida microbiana; inibe a entrada e o desenvolvimento de plantas daninhas, reduzindo, assim, o uso de herbicidas. Seu florescimento ocorre aos 80 dias após o plantio, atingindo sua plenitude aos 100-120 dias. Possui excelente capacidade de produção de massa verde.
Alternativas de uso do nabo forrageiro.: Adubação verde | Para a adubação verde, seu plantio se dá nos períodos de outono e inverno. A sua incorporação deve ser realizada no auge da sua produção vegetal e deve ser executada, preferencialmente, com rolo-faca. | Rotação de culturas | Recomendado em rotação com culturas anuais, em pomares novos ou mesmo culturas perenes, devido a sua elevada capacidade de reciclar nutrientes, principalmente nitrogênio e fósforo.| Produção de palha (PDP) | Excelente para a produção de palha para o plantio direto, devido a sua capacidade de produção de massa seca, com fácil e rápida decomposição, em função da boa relação carbono/nitrogênio (C/N). | Alimentação animal | Por suas características fenológicas, é uma alternativa de relativo valor alimentar no trato de animais, na forma de pastejo direto, ou no corte para fornecimento no cocho. A torta resultante do processo de prensagem dos grãos é usada na formulação de rações para as diversas espécies animais. | Pasto apícola | Pela intensidade e duração da florada (30 dias, em média), que se dá no inverno, é mais uma alternativa para a produção de mel de alta qualidade (mel escuro). | Para aumentar a amplitude e o tempo de florada, recomendam-se plantios sucessivos com intervalos de 15 a 20 dias. | Matéria-prima para biocombustíveis. | Seus grãos, com cerca de 40% de óleo, quando esmagados, são mais uma opção agrícola para fins energéticos. O óleo presta-se à produção de biodiesel. Já foi testado in natura e, pela sua eficiência, é usado como combustível alternativo no lugar do óleo diesel.
Recomendações básicas para o plantio.: Época de plantio: março a junho (Regiões Centro-Oeste e Sudeste| Espaçamento - 0,17 a 0,40m entrelinhas (25 sementes/m) ou a lanço | Gasto de sementes | Plantio em linhas: 4 a 12kg/ha | Plantio a lanço: misturar as sementes com calcário ou adubo fosfatado, na proporção de 1kg de sementes para 50kg.
Potencial médio de produção.: Grãos: 400 a 1.000kg/ha | Massa verde | Até 15 toneladas/ha | Massa seca | 5.000 a 8.000kg/ha
Venda de sementes.: O DSMM/CATI, como detentor da cultivar CATI AL 1000, vende sementes da categoria S2, para agricultores, e de outras categorias para multiplicação.
As sementes de nabo forrageiro estão disponíveis para venda nos Núcleos de Produção de Sementes de Ibitinga e Ataliba Leonel, em embalagens de 5kg e de 20kg. Pequenas quantidades podem, também, ser adquiridas através de Vale Postal.
. Os pedidos de sementes poderão ser efetuados ao Centro de Produção de Sementes/DSMM/CATI, em Campinas, através dos telefones (19) 3241-0001, 3743-3825 ou 3743-3829, ou através do e-mail: cps_ex@cati.sp.gov.br.
Monday, April 14, 2008
Contra as falácias em relação aos biocombustíveis promoverem a fome no mundo basta se valer deste simples exemplo vindo de MG:
O estado reduziu em 5,1% sua área de grãos, grande parte desta redução foi pela entrada da cana-de-açucar na região do Triângulo Mineiro, e ainda assim irá colher 0,3% mais grãos em 2008.
Conseguiu na última década evoluir expressivamente sua produtividade média nas suas principais culturas: milho +58%, soja +21%, feijão +44%
E o futuro? Ainda são colhidas uma produtividade média de 4,81 toneladas por hectare de milho neste ano, sendo razoável que pela adoção das tecnologias já existentes (sem sequer recorrer a irrigação ou transgenia) que se chegue a 6 ton/ha ou um avanço previsto de quase 25%!!!
E mais do que isso...ainda existem milhões de hectares de pastagens degradadas que deriam ser sim transformadas em áreas de produção intensiva de grãos, carne e madeira. Isto sim é como devemos apresentar o Brasil ao mundo, como o grande produtor que atenderá a demanda mundial por quantidade e qualidade de alimentos.
Segundo a própria EMBRAPA é possível com as tecnologias atuais dobrar nossa produção de grãos e carne sem necessidade de desmatar mais um hectare sequer, somente intensificando os sistemas já existente
Sucesso a todos,
Eng. Agr. Rafael Salerno
www.plantadiretobrasil.blogspot.com
msn: agrosalerno@hotmail.com
Skype: panda_br
Produtividade das lavouras cresce 5,7% em Minas Gerais
link: http://www.catuberlandia.com.br/1404.htm
Milho é destaque com alta de 7,5%. A produtividade da safra de grãos este ano em Minas Gerais deverá apresentar um crescimento de 5,7% em relação à colheita de 2007. A média será de 3,51 toneladas de grãos por hectare, contra 3,32 toneladas na safra passada. Os números fazem parte da última estimativa de safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Segundo o estudo, as principais culturas do estado – milho, soja e feijão – apresentam crescimento de produtividade. “O clima favorável nas principais regiões produtoras e o aumento do uso de tecnologia influenciam neste resultado”, explica o superintendente de Política e Economia Agrícola da Secretaria da Agricultura de Minas Gerais, João Ricardo Albanez.
O milho, responsável pela maior parte da área plantada com grãos em Minas, terá um crescimento de produtividade acima da média nacional. A alta deverá ser de 7,5%, passando de uma produção 4,47 toneladas por hectare em 2007, para 4,81 toneladas por hectare neste ano. “Os bons preços verificados desde o ano passado, também colaboraram para o produtor investir na melhoria da produtividade”, explica Albanez. A média de produtividade esperada para este ano, no país, é de 3,9 toneladas por hectare. Um crescimento de 6,3% em relação à safra passada.
Nas lavouras da soja, a produtividade média no estado este ano será de 2,79 toneladas por hectare. Um crescimento de 1,4% em relação ao ano passado. O aumento também supera a média nacional, que deverá ser de 0,4%. Já a produtividade média esperada com o feijão, em Minas, deve ser de 1,26 tonelada por hectare, contra 1,21 tonelada no ano passado. Uma alta de 4,1%. No Brasil, o crescimento deverá ser de 9,8%, puxado pelos bons resultados em importantes estados produtores como Paraná, Ceará e Goiás.
O aumento da produtividade estadual vai compensar a redução, neste ano, da área plantada com grãos em Minas, que foi de 5,1%. “Houve produtores que trocaram a cultura de grãos por outras atividades, entre elas o plantio da cana-de-açúcar. Mas, no final das contas, por causa da produtividade, vamos ter um acréscimo de aproximadamente 0,3% na produção total de grãos no estado, em comparação com o ano passado”, explica Albanez. A safra mineira de grãos colhida este ano está estimada em 9,8 milhões de toneladas.
Dez anos de evolução
Estudos do IBGE indicam que a produtividade nas lavouras de Minas Gerais cresceu significativamente nas últimas dez safras. Em 1999, as lavouras de milho do estado tinham uma produtividade de 3,04 toneladas por hectare. Comparando com a estimativa da safra de 2008, o crescimento será de 58%. A soja, que há dez anos apresentava uma produtividade de 2,32 toneladas por hectare, apresenta evolução de 21% no período. Já a produtividade média das lavouras de feijão cresceu 44% nos últimos dez anos. Em 1999, a produção por hectare em Minas Gerais era de 839 quilos.
Fonte: Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento – SEAPA
Tuesday, March 25, 2008
ESALQ promove I Simpósio de Integração Lavoura-Pecuária
Durante o acontecimento, os participantes terão oportunidade de perceber que as propriedades agrícolas, em geral, necessitam de alternativas que possam intensificar o uso da terra e aumentar a sustentabilidade dos sistemas de produção com melhoria da renda.
A integração lavoura-pecuária (ILP) consiste na diversificação, rotação, consorciação e/ou sucessão de atividades de agricultura e de pecuária dentro da propriedade rural de forma harmônica, constituindo um mesmo sistema, de tal maneira que há benefícios para ambas como maximizar racionalmente o uso da terra, da infra-estrutura e da mão-de-obra, diversificar e verticalizar a produção, minimizar custos e diluir os riscos.
Coordenado pela pesquisadora Patrícia Menezes dos Santos (Embrapa), Raul Machado Neto, Carlos Guilherme Silveira Pedreira e Luiz Gustavo Nússio, docentes da ESALQ, o simpósio reunirá palestrantes da Andef, Embrapa, Fazenda Experimental Coamo, Projepec Consultoria Agropecuária, Unesp Botucatu e da própria ESALQ.
O investimento para participação do evento, com atividades durante os dois dias, das 08h00 às 18h00, será de R$ 50,00 (estudantes) e R$ 100,00 (profissionais).
Informações e inscrições pelos telefones (19) 3417-6604 ou 3417-6601, pelo site www.fealq.org.br ou e-mail cdt@fealq.org.br .
Integração Lavoura e Pecuária tem dias de campo em Goiás
PROGRAMAÇÃO
DIA 27 DE MARÇO
Público: Autoridades, produtores rurais, empresas e imprensa
08h30 – Café da manhã Cadastramento dos convidados
09h – Palestra de Abertura Engenheiro Agrônomo Alysson Paulinelli
Ex – Ministro da Agricultura
09h30 – Depoimentos Ricardo Merola Fazenda Santa Fé
Cesário Ramalho Presidente da Sociedade Rural Brasileira
10h – Palestra Técnica Embrapa
10h30 – Visita às estações de campo
12h10 – Encerramento do programa técnico
12h30 – Almoço de Confraternização
DIA 28 DE MARÇO
Público: Produtores rurais, técnicos e estudantes0
8h30 – Café da manhã Cadastramento dos convidados
09h – Palestra de Abertura09h30 – Depoimento Ricardo Merola Fazenda Santa Fé
10h – Palestra Técnica Embrapa
10h30 – Visita às estações de campo
12h10 – Encerramento do programa técnico
12h30 – Almoço de Confraternização
FONTEEmbrapa Arroz e FeijãoRodrigo Peixoto - JornalistaTelefone: (62) 3533-2108