Thursday, June 10, 2010

Integração lavoura-pecuária: a dobradinha perfeita

noticias :: Por Editor em 10/06/2010 :: imprimir pdf enviar celular

Integração lavoura-pecuária: a dobradinha perfeita: Vicente e Dalyana no Centro de Manejo preparado de acordo com as normas. É o maior diferencial para se conseguir a qualidade da carne
Créditos: Lineu FilhoHá dois anos a propriedade administrada pela família Nogaroli é uma Unidade de Validação de Tecnologia do Programa de Produção Integrada de Sistemas Agropecuários (PISA), coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). O que significa que o sistema de produção nos 350 hectares da propriedade, em Porto Amazonas, a 100 quilômetros de Curitiba (PR), tem sido gradativamente alterado de acordo com as orientações do PISA. Arrendada ao engenheiro florestal Rogério Nogaroli pela sua mãe, a produção que era exclusivamente de grãos cedeu espaço para a pecuária com a introdução de um lote inicial de 50 animais no sistema de terminação precoce. A idade máxima para abate é de 16 meses.



O filho de Rogério, Luis Vicente, 26 anos, teve o primeiro contato com o conceito de produção integrada na faculdade de agronomia na Universidade Federal do Paraná (UFPR).

A experiência foi colocada em prática inicialmente numa área de 32 hectares em 2008. O conceito é desenvolver boas práticas agropecuárias. Manejo racional com bons tratos aos animais, o mínimo estresse possível para não alterar seu desenvolvimento. Controle sanitário, instalação rural adequada e boas práticas ambientais. Também são importantes o plantio, a área de pastagem e a compra de animais são escalonados. "O segredo é a observação. O manejo é definido pela altura de entrada e saída dos animais que é o mais importante e depende de fatores como condições climáticas", explica Nogaroli.

FORMAÇÃO

Centro de manejo, cerca definitiva e elétrica, caixa d’água com sal foram alguns dos investimentos necessários. Vicente recebe orientações e acompanhamento de um Comitê Técnico Gestor (CTG), coordenado pela Universidade Federal do Paraná e composto por diversas instituições, entre elas o Senar-PR.

Em parceria com o PISA, o Senar-PR mantém o curso de formação de instrutores em Forragicultura estabelecimento, recuperação e reforma de pastagem. Num deles foram realizadas visitas técnicas na propriedade de Nogaroli para se observar os diferenciais aplicados como: práticas de conservação de solos em plantio direto; cultivo de aveia e azevém; integração lavoura-pecuária (ILP); áreas de pastagens perenes adubadas; terminação de bovinos de corte; espécies forrageiras adaptadas à região dos Campos Gerais e consorciação de gramíneas e leguminosas. Vicente busca no programa as ferramentas para uma produção com qualidade. Ele enumera as vantagens com empolgação: gestão Integração lavoura-pecuária: eficiente, redução de custos de produção, aumento da produtividade e da rentabilidade e diminuição dos impactos ambientais, entre outras.

A namorada de Vicente, engenheira agrônoma como ele, Dalyana Mayer também participou da implantação do programa. Desde o período acadêmico é uma defensora da viabilidade econômica da pecuária. "A agricultura está suscetível ao clima, as pragas e ao preço de mercado. A diversificação garante a estabilidade ao produtor, mas sempre aliada à lavoura". Ela também foi uma das participantes do curso de forragicultura. Os funcionários da propriedade tinham experiência em lavoura, mas pela sua experiência em pecuária, Edson da Silva Machado foi contratado como gerente.

GANHOS DE PRODUTIVIDADE


Integração lavoura-pecuária: a dobradinha perfeita: Primeira área de integração aguardando a entrada dos animais
Créditos: Lineu FilhoOs resultados da mudança no sistema de produção começam a aparecer. Com a pastagem de inverno associada à aveia e azevém, os animais com potencial genético têm tido em média um ganho de peso de 1,5 quilo por dia no primeiro mês. "Na última pesagem tivemos 2,230 quilos/dia", afirma Dalyana. A média brasileira, no sistema extensivo, é de 90 quilos de carne/ano por hectare. A família Nogaroli tem conseguido 1000 quilos de carne/ano por hectare. Dalyana ressalta que é um sistema mais caro, mas que produz muito mais. "Comercializamos para um mercado diferenciado de carnes nobres com preço maior por arroba e rendimento de carcaça de 10% a 15%".

"Dá pra ganhar peso com pastagem de qualidade, sem precisar confinar. Tempo é fundamental, tem que ser intensivo. Acabar o animal o mais rápido possível", complementa Vicente. Eles ainda produzem de 3 a 4 mil quilos de soja. Na última safra colheram 10 sacas a mais por alqueire na área de pastagem do que nas outras. Com o detalhe de que não se trata de uma área tradicionalmente mais produtiva.

A adubação diferenciada do sistema na pastagem e não na cultura permite maior absorção dos nutrientes. A lavoura não sendo adubada reduz o risco de perdas com as condições climáticas e elimina-se o custo do adubo, baixando o da produção. A área do programa já passou para 132 hectares e a idéia é ampliar ainda mais até atingir a área total. O planejamento é de entrega de 120 animais para a Aliança Mercadológica Novilho Precoce, de Guarapuava, em 2011, até chegar a 1,2 mil animais/ano.

AUMENTO DE EFICIÊNCIA

O coordenador-técnico do PISA, professor Aníbal de Moraes explica que ao difundir tecnologias já consagradas está se buscando aumento da eficiência, da renda e redução de risco. Caso do plantio direto que deve ser adotado mesmo no plantio de pastagem. "Não é exclusivo das lavouras agrícolas. Como técnicos temos que estimular o plantio direto em toda circunstância".

Para ele este é o desafio para as próximas décadas: "a transformação da produção agropecuária tradicional para uma produção racional, sustentável usando toda a tecnologia disponível que não é pouca".

Segundo ele, a pecuária extensiva predomina no Estado, mas o sistema integrado eleva a receita significativamente. "O incremento pode variar entre 300% a 500% da renda".

Na avaliação do professor, a propriedade dos Nogaroli "já é a mais eficiente da região, porque é um empresário sem os vícios do pecuarista , permitindo exercer a atividade de forma correta". O Ministério da Agricultura, baseado nas unidades comparativas, vai elaborar um documento com orientações básicas de procedimento para se desenvolver a certificação de propriedade. "Não é um pacote tecnológico. Cada propriedade tem suas características próprias que podem ser aproveitadas e uma estrutura de solo diferente que precisa ser considerada".

COMO PARTICIPAR


Integração lavoura-pecuária: a dobradinha perfeita: Aula prática em propriedade da região
Créditos: Lineu FilhoBuscando um diferencial competitivo com novas alternativas de aproveitamento da propriedade, o Sindicato Rural de Palmeira tem sido o principal motivador no desenvolvimento de capacitação aos produtores na região. Nos dias 10 e 11 de junho de 2010 será realizado o primeiro módulo do curso Integração Lavoura-Pecuária para produtores e técnicos da área. São cinco encontros, uma vez por mês, com capacitação teórica na sede do sindicato e pratica nas propriedades da região. A adesão ao PISA é voluntária basta que o produtor procure o sindicato rural de seu município ou o supervisor do Senar-PR.

MAIS INFORMAÇÕES

Senar-PR
R.Marechal Deodoro, 450 - 16ºandar
CEP 80010-910 - Curitiba/PR
Telefone: (41) 2106-0401
Fax: (41) 3323-1779

FONTE

Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Estado do Paraná
Cynthia Calderon - Jornalista
Telefone: (41) 2106-0401
Links referenciados
Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Estado do Paraná
www.senarpr.org.br

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
www.agricultura.gov.br

Universidade Federal do Paraná
www.ufpr.br

Aníbal de Moraes
buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visual
izacv.jsp?id=W06235

Senar-PR
www.senarpr.com.br

Monday, May 31, 2010

Avanços da pecuária no Brasil

Em tempos que tanto se fala, e com exagero, sobre os supostos impactos ambientais da pecuária de corte, a necessidade de ganho na produtividade aparece como solução viável para mitigar tais impactos.

No entanto, a pecuária vem avançando em produtividade há anos, desde o início da década de 70, o que iremos apresentar com alguns dados a seguir.

Conhecemos as dificuldades estatísticas para se analisar dados da pecuária brasileira, especialmente após a publicação do Censo 2006, que acabou agregando mais perguntas do que respostas.

O Censo de 2006 (IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) concluiu que o rebanho brasileiro seria de 171,6 milhões de cabeças. Porém, o mesmo IBGE indica um rebanho de 205,8 milhões de cabeças para o ano de 2006 na pesquisa pecuária municipal, ou PPM como é conhecida.

A diferença entre ambos os dados, em torno de 34 milhões de cabeças, supera o rebanho do México e da Austrália que ocupam, respectivamente, a oitava e a décima posição no ranking mundial de rebanhos bovinos, segundo a FAO (Food and Agricultural Organization), da Organização das Nações Unidas.

Ainda que o rebanho da Austrália seja o décimo maior do mundo, o país ocupa o quinto lugar no ranking de produção de carne bovina, também de acordo com a FAO. Essa comparação, sempre lembrada por diversos articulistas, nos serve para estabelecer o grau da seriedade da contradição entre as informações oficiais da pecuária brasileira.

Apesar de existirem diversas outras estimativas para o tamanho do rebanho brasileiro, não é lógico fugirmos dos dados do IBGE. É o único instituto que reúne informações suficientes para chegar o mais próximo possível da realidade. Os demais institutos, ou empresas privadas, não possuem orçamento e nem metodologia permanente para contabilizar o rebanho brasileiro.

Mesmo trabalhando com critérios rigorosos, e bem baseados para estimar o rebanho, não haveria como superar uma fonte pesquisada. Isso tudo aumenta a frustração em torno da divulgação de dados tão incoerentes sobre a mesma realidade.

Pois bem, o objetivo do texto é discutir o avanço da produtividade e não o tamanho do rebanho. Embora o tema seja de grande importância, muito já se falou sobre o assunto.

A mesma informação pesquisada pelo IBGE, que chegou ao rebanho de 171,6 milhões de cabeças bovinas no Brasil, identificou uma ocupação média de 0,93 hectare por bovino. Se o rebanho for realmente menor, estaríamos falando de uma área total de pastagens em torno de 159,6 milhões de hectares em 2006.

Todas as publicações e artigos consideram áreas de pastagens de 170 milhões a 220 milhões de hectares. A informação mais aceita é a área de pastagens em uso girando por volta de 175 milhões de hectares, além de outros 45 a 50 milhões de hectares degradados.

É outra informação que nos leva a questionar os dados do Censo de 2006. Pelo próprio censo anterior, realizado 10 anos antes, em 1996, estaríamos considerando uma redução da área da ordem de 17,9 milhões de hectares, frente a um aumento de rebanho da ordem de 18,5 milhões de cabeças. Essa área é proporcional a todo o pasto do Estado de Goiás.

Sendo assim, é preciso estabelecer parâmetros e optar por uma ou outra fonte de informação que seja contundente e possibilite compreender o ocorrido na pecuária brasileira.

Considerando que os critérios para coleta de informações do Censo tenham sido seguidos na pesquisa, é possível considerar que o dado de ocupação da área, divulgado no Censo 2006, seja coerente.
Em outras palavras, estaríamos assumindo que o Censo foi eficiente no tratamento dos dados coletados, mas ineficiente em coletar os dados de todo o rebanho nacional. É uma hipótese.

Com isso, teríamos o rebanho de 2006 oscilando de 171,6 a 205,8 milhões de cabeças e a área de pastagens entre 159,6 e 175,5 milhões de hectares.

Observe, na figura 1, a evolução da ocupação da área de pastagens nos últimos censos agropecuários realizados entre 1940 e 2006.

Hoje, o rebanho mais aceito entre os profissionais da pecuária de corte é o apresentado pela pesquisa pecuária municipal (PPM), o qual continuaremos a adotar até que informações mais coerentes sejam divulgadas.

Considerando que a eficiência de uso de pastagens veio aumentando proporcionalmente ao indicado pelos históricos dos Censos agropecuários, em 2009 a ocupação da área pela pecuária seria em torno de 1,16 animais por hectare.

Projetando o rebanho de 2009 pela pesquisa pecuária municipal podemos estimar um rebanho de 203,6 milhões de cabeças ocupando uma área de 174,95 milhões de hectares.

Observe, a figura 2, como o rebanho continua crescendo, enquanto as pastagens estabilizam-se por um período e começam lentamente a recuar nos últimos anos.

O recuo é comprovado pelo avanço da agricultura em áreas de pastagens nos últimos anos.

Claramente, na figura, é possível notar a redução do rebanho nos anos de ciclo de baixa nos preços. Neste período houve um aumento no número de cabeças abatidas. Logo em seguida, o rebanho voltaria a aumentar tanto pela redução do abate como pela retenção de matrizes, consequência da virada do ciclo pecuário para o período de alta.

Com pouca alteração anual nos índices de natalidade, a oscilação do rebanho é relacionada com os movimentos de aumento ou redução do abate. Este, por sua vez, depende da produção de carne para atender a demanda.

Na figura 3 é apresentada a produção anual de carne bovina em mil toneladas de equivalente carcaça. A definição de equivalente carcaça é uma forma de padronizar toda a produção industrial em carcaças bovinas.

Sendo assim:

1 kg de carne em carcaça = 1 kg de equivalente carcaça;
1 kg carne desossada = 1 ,3 kg de equivalente carcaça;
1 kg de carne industrializada = 2,5 kg de equivalente carcaça.

Comparando evolução da produção de carne com a evolução da área, nota-se um aumento de 84% na produtividade por área ocupada no período de 1994 a 2009. Observe a evolução da produtividade na figura 4.

O aumento da produtividade entre 2006 e 2007 é artificial, reflexo do descarte de matrizes, aliado a demanda favorável para a carne brasileira.

Traçando uma linha de tendência, e desconsiderando ambos os anos, chega-se aos 84% de ganho de produtividade neste período.

Veja que a produtividade de carne por área aumentou os referidos 84%, enquanto a lotação por hectare aumentou 30,7% no mesmo período, evidenciando que a maior parte do ganho de produtividade foi proveniente de tecnologias relacionadas ao próprio animal, ou tecnologias da área zootécnica.

Em termos agronômicos (pastagens e produção de forragens), a pecuária de corte ainda tem muito espaço para agregar em produtividade. Por isso que é possível afirmar que a produção de carne bovina no Brasil pode crescer muito mais, atendendo o mercado crescente em todo o planeta, e destinando maiores parcelas de suas áreas para a agricultura.

Para os próximos anos podemos esperar um ganho de produtividade bem superior ao que foi observado neste passado recente.

Em ocupação de área, rentabilidade e proteção ambiental, a pecuária brasileira pode ser muito mais relacionada a oportunidades do que a ameaças. Basta querer enxergar fatos e dados.

Saturday, May 15, 2010

Milho e soja: produtores do Sul podem economizar até 50% em aplicação de fósforo

Milho e soja: produtores do Sul podem economizar até 50% em aplicação de fósforo

Fonte: http://www.diadecampo.com.br/zpublisher/materias/Newsletter.asp?data=12/05/2010&id=21697&secao=Agrotemas
Correção progressiva torna solos suficientemente adubados e permite aplicações em menor quantidade
Juliana Royo
12/05/2010
Ouça a entrevista Comente esta notícia Sugira um Fórum Envie a um amigo Aponte Erros Imprimir

O fósforo é um nutriente fundamental em várias culturas como a soja e o milho, muito populares no Brasil. Sem o nutriente, estas culturas não conseguem se desenvolver e a produtividade delas está diretamente ligada à quantidade de fósforo presente no solo. Como as terras brasileiras sempre foram muito pobres em fósforo, os agricultores se acostumaram a aplicar grandes quantidades do nutriente a cada safra. Só que, com o passar dos anos, as seguidas aplicações resultaram em um solo corrigido e mais bem preparado e o que se recomenda hoje, nas regiões ao Sul do País, é que os produtores façam análises de solo para saberem a real necessidade das suas terras e perceberem que podem aplicar o nutriente em uma quantidade muito menor do que a maioria pensa.

A empresa Conplant fez um estudo, encomendado pela Agrisus (Fundação Agricultura Sustentável), para analisar o nível de fósforo em diversos pontos do território nacional onde se cultiva milho e soja. As amostras foram coletadas durante o Rally da Safra 2009, em 1.171 locais das cinco regiões do Brasil, em duas profundidades diferentes, de zero a cinco centímetros e de cinco a dez centímetros. Os pesquisadores chegaram à conclusão de que nos Estados do Sul (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná) e no Sul do Estado de São Paulo, os níveis de fósforo já são suficientes, por conta do acúmulo de aplicações ao longo dos anos, e que portanto os agricultores destas regiões poderiam diminuir o fósforo aplicado a cada safra em mais de 50%.

— Depois de alguns anos de plantio esse fósforo se acumula no solo de modo que não é mais necessário se aplicar tanto quanto se aplicava anteriormente. Uma proposta que a Agrisus está levantando é que, em vez de se aplicar 60 ou 80 quilos de fósforo todo ano como o agricultor faz, como uma forma de garantia de que o solo estará suficientemente adubado, o melhor seria testar. Quando você já tem alto teor de fósforo no solo pode usar doses menores de 30 quilos, isso reduz bastante o custo da adubação e também preserva o fósforo para ser usado mais a longo prazo, porque o fósforo é um elemento limitado na natureza. Por isso, é importante fazer a análise de solo porque ela é a garantia do uso correto da tecnologia — explica Ondino Cleante Bataglia, pesquisador aposentado do IAC e sócio da empresa Conplant.

Com as análises de solo, os agricultores passam a conhecer melhor a sua terra e entender qual é a necessidade dela. No Sul, muitos vão descobrir que estão desperdiçando fósforo e que podem ter uma economia significativa de dinheiro, que pode ser investido em outras melhorias de plantio. A fosfatagem, que é a aplicação de fósforo a lanço, como se faz com calcário, já foi muito usada no Cerrado brasileiro, mas é uma técnica muito cara e, às vezes, desnecessária. Com a análise de solo, o produtor pode economizar dinheiro e mão-de-obra. Bataglia explica que, na análise de solo, o fósforo é determinado por uma unidade chamada miligrama de fósforo por decímetro cúbico (mg/dc³). Acima de 40 mg/dc³ já é um teor considerado alto e, neste caso, a adubação pode ser reduzida para 30 quilos de fósforo por hectare, enquanto que em um teor baixo o produtor pode usar até 100 quilos por hectare.

"Fósforo pode ser
aplicado em quanti-
dade menor do que
maioria pensa"


Ondino Cleante Bataglia,
do IAC

Friday, October 02, 2009

Integração lavoura-pecuária garante rentabilidade ao produtor de ovinos



Integração lavoura-pecuária garante rentabilidade ao produtor
http://www.agrolink.com.br/noticias/ClippingDetalhe.aspx?CodNoticia=135800

02/10
“A tecnologia de integração lavoura-pecuária é uma forma de melhorar a qualidade final do produto”, enfatizou o criador Erbert Correa Araújo, no Dia de Campo Integração Lavoura-Pecuária (ILP): Caprinos e Ovinos, promovido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), nesta quinta-feira (1º), em Brasília.Araújo cria mil cabeças de ovelhas em propriedade de 70 hectares, a 90 quilômetros de Brasília. Há quatro anos, investiu no sistema ILP e recuperou a pastagem degradada com o plantio de milho e feijão-guandu. “A economia nos custos da produção com o investimento em tecnologia foi revertida para o crescimento do rebanho e, consequentemente, trouxe ganhos para o criador. Hoje recebemos de R$ 95 a R$ 100 por arroba”, afirmou.ILP - O sistema torna viável a recuperação de pastagens e solos degradados com maior garantia para a produção, ganhos sociais e ambientais. Além disso, é uma alternativa para aumentar a melhorar a produção, abrindo novos mercados. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
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Saturday, September 12, 2009

Grupo CAMPO: Comissão do Senado sugere que Executivo apresente projeto para instituir política para ILPF



Comissão do Senado sugere que Executivo apresente projeto para instituir política para iLPF: Comissão de Meio Ambiente do Senando discute o sistema iLPF
Créditos: Valéria Costa
A Embrapa tem tecnologia disponível para triplicar a produção brasileira de alimentos, fibras e energia e ainda aumentar a produção de carne e leite ocupando apenas os cerca de 50 milhões de hectares de pastagens em degradação existentes no País sem derrubar uma única árvore. É o sistema que integra, numa mesma propriedade, Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF).



Mas, para ser adotado em larga escala no médio e longo prazos, precisa do suporte de políticas públicas. Com o objetivo de criar essa estrutura, tramita no Senado Federal o Projeto de Lei 260/2007, que foi debatido em audiência pública da Comissão de Meio Ambiente realizada no último dia 8.

Após a palestra do agrônomo da Embrapa Transferência de Tecnologia, Luiz Carlos Balbino, sobre o funcionamento e os resultados do sistema, a senadora Marina Silva avaliou que "não há tempo a perder". Em consenso com os demais membros da comissão e convidados presentes, sugeriu que o projeto seja "construído como uma ação do executivo" como forma de dar celeridade ao processo.

O representante do Ministério do Meio Ambiente (MMA) presente à audiência, Roberto Vizentin, fará a intermediação junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). A idéia é estudarem uma eventual propositura do Poder Executivo para o projeto que visa instituir a Política Nacional de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta para viabilizar a adoção do sistema que alia conservação ambiental com desenvolvimento sustentável no país.

Melhoria na qualidade do solo e na eficiência de insumos, retenção de água e diminuição de gases de efeito estufa, além da economia de até 80% de energia com a adoção da iLPF foram algumas das vantagens apresentadas pelo representante da Embrapa aos parlamentares. O ex-ministro da agricultura, Alysson Paolinelli, que adota o sistema há sete anos em propriedade localizada em Minas Gerais, endossou os benefícios apontados pela pesquisa em depoimento feito na audiência.

"Estou feliz porque peguei uma propriedade ultradegradada e hoje é um exemplo. Tenho água até onde antes não tinha", declara Paolinellli, que representou o Grupo Campo. "A inovação tem um custo que a maioria não pode assumir", argumentou, lembrando que não se pode ver a implantação do sistema de forma "poética", mas como conseqüência de políticas de incentivo.

A exemplo do pesquisador da Embrapa, o ex-ministro ressaltou que é preciso que o produtor rural siga corretamente as orientações técnicas para obter resultados, o que evidencia a demanda por treinamento de multiplicadores e o crescente investimento em órgãos de assistência técnica e extensão rural, avaliaram.

A audiência pública contou com as presenças de José Manoel Caixeta Haum, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), e do representante da OnG Amigos da Terra, Brent Millikan.

Clique aqui para acessar o Projeto de Lei 260/2007 de autoria do senador Expedito Júnior (PR-RO).

PARA SABER MAIS

Integração Lavoura-pecuária-floresta - Embrapa Sede

Integração Lavoura-pecuária-floresta - Embrapa Gado de Leite

Linhas de Pesquisa em "Integração Floresta-Lavoura-Pecuária" - Embrapa Pecuária Sul

Busca de Sistemas iLPF

FONTE

Embrapa Transferência de Tecnologia
Valéria Costa – Jornalista
Telefone: (61) 3448-4510
valeria.costa@embrapa.br

Links referenciados

Linhas de Pesquisa em "Integração Floresta-Lavoura-Pecuária" - Embrapa Pecuária Sul
www.cppsul.embrapa.br/unidade/pesquisa:a
rea/11

Integração Lavoura-pecuária-floresta - Embrapa Gado de Leite
www.cnpgl.embrapa.br/nova/silpf/index.ph
p

Integração Lavoura-pecuária-floresta - Embrapa Sede
www.embrapa.br/kw_storage/keyword.2007-0
6-05.8012048948/keyword_context_view

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
www.agricultura.gov.br

Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil
www.canaldoprodutor.com.br

Embrapa Transferência de Tecnologia
www.embrapa.br/snt

Ministério do Meio Ambiente
www.mma.gov.br

Busca de Sistemas iLPF
www.cnpgl.embrapa.br/nova/silpf/index.ph
p?class=SilpSearchForm&method=onSearch

Amigos da Terra
www.amigosdaterra.org.br

Senado Federal
www.senado.gov.br

Valéria Costa
valeria.costa@embrapa.br

Clique aqui
www.senado.gov.br/sf/atividade/materia/d
etalhes.asp?p_cod_mate=81076

Grupo Campo
www.campo.com.br

Embrapa
www.embrapa.br

Monday, August 31, 2009

Ataque a carro da Campo Consultoria na Venezuela

O trabalho se estendeu no projeto e retornamos mais tarde do que o normal para Maracaíbo/Venezuela, no momento que aconteceu estavamos fazendo a alça de viaduto...dai como era curva e vi que estavamos entrando na cidade eu levantei um pouco o corpo do banco...foi questão de segundos e se deu o impacto! O motorista é um militar reformado, assim que ouviu o barulho perguntou se foi tiro e acelerou mais...perguntou se eu tava bem
Eu falei que tava e que não havia outro buraco no carro, então era pedra e não tiro, graças a Deus!!!Senão a essa hora eu já não estaria escrevendo neste blog...
Não dá pra xingar a Venezuela já que essa ação pra roubar carro é muito comum também no BR



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Wednesday, July 01, 2009

Investir na agricultura é chave para reduzir pobreza mundial

noticias :: Por Editor em 01/07/2009 :: imprimir pdf enviar celular


Investir na agricultura – principalmente na produção familiar – é a chave para a redução da pobreza e pode ajudar a solucionar as crises de alimentos, financeira e climática. A conclusão é do relatório Investir na Pequena Agricultura é Rentável, divulgado ontem (30/6) pela organização não governamental (ONG) britânica Oxfam International. O documento traça um histórico dos investimentos na agricultura e indica a necessidade de mais aporte financeiro e apoio tecnológico para os pequenos produtores, em especial nas áreas com maiores dificuldades de acesso e de produtividade.De acordo com o texto, 75% das pessoas pobres que sobrevivem com um dólar por dia trabalham e vivem em zonas rurais e a estimativa é de que em 2025 esse percentual ainda seja de mais de 65%. "Não é possível reduzir a pobreza, nem estimular globalmente a agricultura e os meios de vida rural sem renovar o compromisso público de investir mais e de forma mais inteligente – com pesquisa e desenvolvimento agrícola, assim como em setores de apoio: saúde, educação, infraestrutura e meio ambiente", sugere o relatório.Entre o fim da década de 80 e o início dos anos 90 a ajuda internacional para o desenvolvimento da agricultura caiu 75% e desde então o montante de recursos repassados tem se mantido baixo se comparado a períodos anteriores. Em 2007, por exemplo, a União Européia doou US$ 1,4 bilhão, mas investiu "assombrosos US$ 130 bilhões" em seus setores agrícolas internos, segundo a Oxfam.Em 2008, de acordo com a ONG, apenas US$ 1 bilhão dos US$ 12 bilhões prometidos pelas nações ricas chegaram de fato aos países pobres para lidar com a crise alimentar global. Outra crise, a financeira, pode agravar ainda mais a situação, diante da redução das reservas dos países e dos grandes aportes realizados para salvar instituições e a oferta de crédito. "A comunidade de [países] doadores está esgotando seus fundos, enquanto os governos nacionais veem seus depósitos minguarem".As soluções, segundo a Oxfam, devem ser compartilhadas entre governos, empresas e o terceiro setor e além de garantias de mais investimentos, passam por medidas como o desenvolvimento de mercados locais de sementes e o fortalecimento de organizações de pequenos produtores.A ONG defende ações prioritárias para os agricultores que vivem nas chamadas áreas marginalizadas – ambientes remotos, com terras frágeis e degradadas e sem acesso a serviços básicos como água, saúde e educação."Os agricultores de zonas marginais são os que mais cuidam das terras mais degradadas, conservam a biodiversidade agrícola e manejam alguns dos solos mais frágeis do mundo. São aliados cruciais na luta contra as mudanças climáticas".O relatório também mostra a necessidade de apoio a tecnologias de baixo custo, o fortalecimento dos direitos trabalhistas, com legislações que garantam mais proteção aos trabalhadores da agricultura, além de investimentos direcionados para as mulheres.O documento da Oxfam foi apresentado um dia antes da Assembléia da União Africana, que começa hoje (1º) na Líbia e terá como tema principal o investimento em agricultura para garantir segurança alimentar e crescimento econômico.



FONTEAgência BrasilLuana Lourenço - RepórterGraça Adjuto - Edição
Links referenciadosOxfam Internationalwww.oxfam.orgUnião Européiaeuropa.eu/index_pt.htmAgência Brasilwww.agenciabrasil.gov.br

95% dos produtores rurais de MT adotam plantio direto

6/22/2009 - 16:25
http://www.expressomt.com.br/noticia.asp?cod=31589&codDep=6

Utilizado hoje por cerca de 95% dos produtores rurais de Mato Grosso, o Sistema de Plantio Direto cada vez mais busca novas alternativas para difundir tecnologias.

Tanto, que para promover o intercâmbio de experiências entre agricultores, técnicos, estudantes, pesquisadores e profissionais do setor agropecuário do país será realizado o 10º Encontro de Plantio Direto no Cerrado, que começa na próxima quarta-feira, 24 e vai até 26 de junho, em Dourados (MS). A oitava edição do evento aconteceu no município de Tangará da Serra, no ano de 2005.


O engenheiro agrônomo Luciano Gonçalves, diretor do Departamento Técnico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), diz que o Estado vai participar como em todos os anos e que o evento é fundamental para o setor. Segundo ele, em Mato Grosso a utilização dessa técnica é mais frequente que na maioria dos estados brasileiros. "Hoje podemos dizer sem qualquer receio que o Sistema de Plantio Direto é relevante em todos os aspectos. Primeiro, falando do ponto de vista ambiental, porque contribui para a diminuição do aquecimento global. Segundo, em termos agronômicos, traz inúmeros benefícios para o solo, entre eles a preservação contra a lixiviação e ocorrência de erosões".


O engenheiro ainda explica que não há restrição para a utilização do plantio direto para nenhuma cultura. Segundo ele, hoje, os produtores rurais a utilizam nas plantações de soja, algodão, milho e tantas outras. O que acontece é que o manejo, se comparado com a forma tradicional, é completamente diferente. Contudo, os profissionais já se qualificam nas universidades e saem preparados para o domínio do plantio direto.


A adoção do conjunto das tecnologias que constituem o Sistema Plantio Direto (SPD) é de fundamental importância para a produção agropecuária, especialmente para o bioma Cerrado, uma vez que este sistema constitui-se na forma mais moderna de produção, permitindo suportar de forma mais eficiente as adversidades climáticas e estruturais do setor rural, além de ser a alternativa mais adequada para conciliar produção de alimentos, fibras e energia com sustentabilidade ambiental.


Ao incluir a integração da lavoura com a pecuária e a floresta, entre os assuntos a serem discutidos no evento, os organizadores esperam contribuir de forma marcante para a adoção desta forma integrada de produção na região e despertar maior interesse do meio acadêmico, ampliando estudos relacionados a este tema.


Entre as palestras programadas para o dia 24 estão: Estado da arte do Plantio Direto no Brasil avaliado pelo Rally da Safra 2009, com Ondino Bataglia, da Fundação Agrisus; O SPD no Brasil e no mundo, por Dirceu Gassen, da Cooperativa dos Agricultores de Plantio Direto, e Intensificação da rotação de culturas: desafio à construção de solo fértil", com o pesquisador José Eloir Denardin, da Embrapa Trigo.


No dia 25, serão ministrados mini-cursos e realizadas visitas técnicas em áreas com experimentos ou uso consolidado em Sistema de Plantio Direto e Integração Lavoura-Pecuária. No dia 26, haverá outro ciclo de palestras, entre elas: Sistema integrado de produção agrosilvipastoril, de Vanderlei Porfírio da Silva da Embrapa Florestas, e Transformações do solo sob SPD - Estados Unidos, com Kip Balkcom do Agricultural Research Service/United States Department of Agriculture.
Fonte: ExpressoMT/Gazeta Digital

Saturday, June 27, 2009

WORKSHOP INTEGRAÇÃO LAVOURA-PECUÁRIA-SILVICULTURA/FLORESTA (ILPS)





PROGRAMAÇÃO DO WORKSHOP
INTEGRAÇÃO LAVOURA-PECUÁRIA-SILVICULTURA/FLORESTA (ILPS)
(23 de junho de 2.009 - terça-feira)
08:00 - 08:30
Inscrições
08:30 – 09:00
Abertura
09:00 – 09:45
Integração Lavoura-Pecuária-Silvicultura/Floresta – Diversificação e Sustentabilidade para o Agronegócio Brasileiro
Alysson Paolinelli - Produtor Rural e Consultor
09:45 – 10:00
Intervalo para café
10:00 – 10:30
Integração Lavoura-Pecuária-Silvicultura/Floresta - A visão do Governo do Estado de Minas Gerais”.
Gilman Viana Rodrigues - SEAPA
10:30 – 11:30
Resultados de pesquisa com a ILP e com a ILPS no Estado de Minas Gerais.
Embrapa Milho e Sorgo; Epamig; UFV; UFLA etc.
11:30 – 12:00
A produção de alimentos e a preservação ambiental – Um modelo para a ILPS/F, com uso do plantio direto.
Alfredo Scheid Lopes – UFLA/Cons. Tec. da ANDA
12:00 – 13:00
Experiências da EMATER com a ILP e com a ILPS no Estado de Minas Gerais.
Walfrido Machado - Sete Lagoas e Rogério J. Gomes - Viçosa
13:00 – 14:00
Intervalo para almoço
14:00 – 15:00
Experiências de Produtores com a ILP e com a ILPS no Estado de Minas Gerais.
Rowena Betina Petrol Rodrigues-Faz. Agropel – Paracatu; André Souza-COPERVAP - Projeto ILPS/F com pequenos produtores de Paracatu.
15:00 – 15:30
Serviços Ambientais gerados pelo produtor de PD e ILPS
Ronaldo Trecenti - Campo Consultoria e Agronegócios
15:30 – 15:45
Programa ILPS do MAPA e Projeto ILPS 2008/09
Marcos de Matos Ramos – Campo Consultoria e Agronegócios
15:45 – 16:00
Intervalo para café
16:00 – 16:30
Desafios para a implementação da ILPS no Estado de Minas Gerais.
COOPA; COOPERVAP; Emater-MG; etc.
17:00 – 18:00
Estabelecimento de ações estratégias para a expansão da ILPS em MG Moderador: Paulo Afonso Romano – Secretário Adjunto da Secretaria de
Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
18:00
Encerramento e entrega de certificados
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Thursday, June 25, 2009

Preservação já dá dinheiro a agricultores de três cidades

Ambiente: Benefício é concedido a produtor que mantém mananciais

Bettina Barros, de Rio Claro (RJ) e Extrema (MG) 25/06/2009

Produtores rurais de três municípios brasileiros já estão sendo pagos para manter vivas e saudáveis o que é considerado hoje um ativo tão precioso quanto rebanhos de gado e lavouras agrícolas: as suas nascentes de água.

Um grupo de 147 propriedades aderiu a essa iniciativa inédita no país - o conceito de pagamento por serviços ambientais, que recompensa financeiramente aqueles que preservarem matas estratégicas para a conservação da água.

Entre 2008 e 2009, proprietários rurais de Extrema (MG), Rio Claro (RJ) e Alfredo Chaves (ES) colocaram no bolso quantias mensais ou semestrais que variam de R$ 300 a R$ 3 mil, graças aos benefícios ecológicos por eles prestados. Projetos similares despontam em Joanópolis e Nazaré Paulista (SP), São Paulo, Camboriú (SC), Apucarana (PR) e no Distrito Federal. A expectativa é de que, no futuro próximo, surja um novo profissional no agronegócio brasileiro: o "produtor de água", premiado por uma commodity à altura de qualquer outra.

A lógica desse negócio parte do fato inequívoco de que é a propriedade rural o maior abastecedor de água para o país, irrigando não só o campo mas as áreas urbanas. Por esse motivo, se as nascentes continuarem a tendência de queda de vazão por práticas agrárias erradas - como já acontece - metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro irão simplesmente secar. Ruim para a agricultura, para a indústria e para o usuário comum (você).

"Só o comando e controle do desmatamento não funciona", explica Paulo Henrique Pereira, o diretor de Meio Ambiente de Extrema que esboçou os primórdios do projeto "Conservador das Águas", pontapé que tornou o município o primeiro a realizar o pagamento por serviços ambientais às propriedades mineiras. Na prática, o projeto paga para que a legislação ambiental seja cumprida. O Código Florestal determina que nascentes, matas ciliares e mananciais sejam Áreas de Preservação Permanente, e que se mantenha 20% da propriedade com cobertura vegetal (Reserva Legal). "Recompensar economicamente foi uma necessidade. Só é possível fazer a reversão da degradação com apoio financeiro aos produtores", diz Pereira.

Extrema é um município que, como tantos outros, sofre de dualismos: seu PIB é relativamente alto devido à presença de indústrias como Bauducco e Kopenhagen, mas a renda média per capita não chega sequer a dois salários mínimos. Essencialmente rural, o município rico em água acompanha gradativamente a queda de vazão, que colocou em alerta o poder público.
Quatro anos de investigação culminaram em um diagnóstico ambiental que dá a pista da origem do problema: apenas 22% das matas de Extrema estão de pé. O resto da Mata Atlântica desapareceu sob a colcha de pequenas propriedades onde o gado leiteiro predomina. A corrida agora é para saber o tamanho do prejuízo - o balanço hídrico atual da região.

"Vimos que era preciso trabalhar nossos mananciais", diz Pereira, desde 1994 no cargo. E, assim, o governo local começou a se mexer.

Para dar viabilidade ao projeto, a Prefeitura de Extrema incluiu como prioridade em seu Plano Plurianual de 2005 um orçamento anual de R$ 150 mil para o pagamento pelos serviços ambientais a seus produtores. A decisão foi a base para a criação da lei 2.100/2005, que possibilitou o repasse de dinheiro público ao setor privado.

Com apoio técnico e de suprimentos de parceiros como a organização ambiental The Nature Conservancy (TNC) e o Instituto Estadual Florestal (IEF), Extrema foi dividida em sete sub-bacias do rio Jaguari, que corta a cidade. A ideia foi começar logo pelo mais difícil: restaurar a vegetação da sub-bacia mais degradada, Posses. São 1,3 mil hectares, 109 propriedades. "É uma área bastante fragmentada e com menos de 10% da cobertura vegetal", diz o engenheiro agrônomo Aurélio Padovezi, da TNC.

A segunda fase do projeto, já iniciada, é na sub-bacia de Salto. Aqui, 13 proprietários já recebem dinheiro do projeto, perfazendo uma área de cerca de 550 hectares.

A lei estabelece pagamentos mensais aos produtores, que assinam um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Prefeitura. O pagamento é de 100 unidades fiscais (R$ 169) por hectare/ano e é baseado na área da propriedade. Cabe ao produtor abrir mão de atividades agrícolas em áreas de nascentes. E só. O projeto se encarrega de cercar as áreas, plantar mudas e monitorar. "O produtor não gasta nada. Só recebe", afirma Padovezi.

"No campo, a gente já ganha minoria (sic). Sem apoio, é difícil", diz Terezinha de Moraes Oliveira, de 56 anos. Ela e o marido, Benedito de Oliveira, 60, vivem das 30 cabeças de gado que dão até 50 litros de leite por dia. Tiram, em média, R$ 500 por mês. Por terem uma nascente na propriedade de 14 hectares, recebem de Extrema R$ 205. Quase metade da renda do casal.
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Tuesday, June 16, 2009

Integração Lavoura-Pecuária: pesquisa comprova melhor utilização do solo

http://www.agrosoft.org.br/agropag/210687.htm

De um lado a lavoura; do outro a pecuária. Ao centro, o objeto comum de ambas: o solo. Para diminuir a derrubada de florestas para que seja feita a expansão agropecuária, pesquisadores da Embrapa Cerrados, unidade localizada em Planaltina (DF), desenvolvem um trabalho com o objetivo de integrar as duas áreas de atuação.Segundo Robélio Leandro Marchão, pesquisador da Unidade e atuante no projeto Integração Lavoura-Pecuária: Uma proposta de produção sustentável para a Região do Cerrado e áreas de influência, essa proposta já é realidade no Brasil. "Isso se deve graças aos esforços da pesquisa, a perseverança e a dedicação dos nossos produtores, que sempre estão em busca de inovações", afirma.A Embrapa Cerrados acompanha os desdobramentos da ação no Oeste da Bahia. "Lá os produtores especializados em produção de grãos e fibras estão firmando parcerias com pecuaristas especializados em recria e terminação de animais, que estão sendo terminados semiconfinados nas pastagens implantadas em sistema de consórcio com milho", observa o pesquisador. "Além da intensificação do uso da terra, a ILP está trazendo grandes benefícios ao sistema de plantio direto, que é uma tecnologia imprescindível para a sustentabilidade dos solos arenosos do cerrado baiano."O tempo para a implantação tanto da lavoura quanto da pecuária em uma área obedecem o calendário agrícola, que coincide com o período chuvoso. Já as pastagens são implantadas na entressafra, que acontece, no Cerrado, na estação seca. "Assim é possível utilizar as áreas de lavoura para engorda e terminação de bovinos num período em que normalmente não estaria sendo conduzida nenhuma atividade na fazenda. As pastagens na ILP permanecem verde por praticamente todo o período seco, em uma época em que é comum encontrar pastagens completamente secas e com baixissimo valor nutritivo", diz Marchão.ECONOMIAO pesquisador afirma que o modelo traz benefícios econômicos. "O que vem acontecendo nos últimos anos é que a atividade pecuária sozinha não consegue pagar os investimentos necessários à manutenção das pastagens e os pecuaristas entraram em um ciclo vicioso de cada vez menores índices zootécnicos e maior o custo de renovação/recuperação das suas pastagens", analisa Marchão. "Se o produtor de grãos dedica parte do seu capital à pecuária, ele acaba aplicando o recurso em uma atividade de menor risco quando se compara a pecuária com a agricultura. Na safra passada, por exemplo, nós acompanhamos um caso de um produtor que fazia ILP e teve sua safra de grãos comprometida devido à falta de chuvas. Com a venda dos animais ele conseguiu pagar os insumos que foram adquiridos para a implantação da lavoura", complementa.Do ponto de vista do solo, a não variabilidade de aplicações a serem feitas traz uma perda na biomassa. "A causa [de uma área territorial improdutiva] está mais relacionada à degradação das pastagens que, devido ao manejo errado da própria pastagem (superpastejo) associado à ausência de reposição e manutenção da fertilidade do solo, leva a uma condição de baixíssima produtividade da pecuária", comenta. "Após a degradação da pastagem que tem como consequência uma baixa produção de biomassa e uma redução da cobertura do solo, ocorre também a degradação do solo (compactação, desagregação), que em condições extremas pode causar erosão, assoreamento e poluição dos cursos d'água".BENEFÍCIOS DA ILPRobélio Marchão aponta que há um sinergismo quando se unifica as duas atividades. Ele comenta que a pastagem, devido ao seu sistema radicular abundante e agressivo associada a produção de uma grande quantidade de biomassa, pode favorecer a qualidade física e biológica do solo e aumentar produtividade das culturas anuais subsequentes. "Na lavoura implantada logo após a pastagem, a melhoria da qualidade do solo permite ainda reduzir o uso de fertilizantes devido a uma maior eficiência de utilização destes pelas plantas. Da mesma forma há uma redução do uso de defensivos devido à menor incidência de pragas e doenças".Para a área estudada, a Embrapa Cerrados desenvolveu sistemas de consórcio entre culturas anuais e pastagens. "As culturas mais utilizadas no consórcio com gramíneas forrageiras são o milho, o sorgo e o arroz", explica o pesquisador. Por outro lado, a soja não possui ainda resultados consistentes. "Mas a Embrapa está trabalhando para desenvolver novas cultivares de forrageiras (pastagens) que sejam adaptadas ao consórcio com a soja. Novas linhas de pesquisa estão sendo trabalhadas graças ao advento da soja transgênica, que permite um maior controle do sistema utilizando herbicidas para controlar o crescimento do capim".DESAFIOS FUTUROSMarchão aponta que existe uma barreira a ser ultrapassada para o desenvolvimento da ILP. "A entrada de animais em áreas tradicionais de grãos exige uma estrutura física e logística que, muitas vezes, pode tornar inviável a integração. Para os agricultores, o alto custo dos animais, a falta de crédito e a ausência de abatedouros próximo à região são desafios que ainda necessitam ser superados. Para os pecuaristas, o alto custo do maquinário, a falta de assistência técnica e questões culturais ainda são barreiras à atividade de produção de grãos", observa.Para o futuro, além da tentativa de resolver alguns gargalos do sistema, está sendo estudada uma nova adição ao ILP. "A inclusão do componente florestal (integração lavoura-pecuária-floresta - ILPF) está sendo estudada e é uma aposta da Embrapa na busca da sustentabilidade da agropecuária brasileira", comenta.Apesar do trabalho ter sido desenvolvido na Embrapa Cerrados, ele foi realizado em rede com outras unidades da empresa, o que cria novas perspectivas de aplicabilidade. "Isso permite que os resultados sejam aplicados nos diferente biomas, desde que sejam respeitadas as características e especificidades de cada região", finaliza Marchão. FONTERede de Inovação e Prospecção Tecnológica para o AgronegócioMichel Lacombe - Jornalista
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Thursday, April 30, 2009

Governo do Japão fomenta agricultura de emergentes

Governo do Japão fomenta agricultura de emergentes
Estratégia: Governo quer garantir a segurança de abastecimento alimentar
Michiyo Nakamoto e Javier Blas, Financial Times, de Tóquio e Londres30/04/2009
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O governo do Japão prepara um plano para financiar investimentos na produção agrícola em países em desenvolvimento, dando mais um sinal do nervosismo entre os países importadores de commodities agrícolas com a segurança de abastecimento alimentar.
As autoridades buscam identificar regiões que poderiam beneficiar-se dos investimentos e assistência do Japão para elevar a produção de alimentos, segundo o Ministério de Agricultura do país.
Os investimentos são de natureza diferente dos da Coreia do Sul e Arábia Saudita, que investem em terras cultiváveis para exportar de volta as colheitas e alimentar sua própria população. Tóquio planeja que as colheitas sejam vendidas no mercado mundial, segundo fontes a par da política agrícola japonesa.
O diretor de negociações de política de comércio internacional do Ministério da Agricultura, Munemitsu Hirano, afirmou que o Japão poderia não receber a garantia de um fornecimento estável de alimentos como resultado de seus esforços de investimento. "Se a produção aumentar mundialmente isso ajudará o Japão a importar".
Tóquio apoia há muito tempo empreendimentos das empresas de comércio exterior na agricultura - sobretudo na produção de soja na América Latina, após assustar-se com a dependência em relação aos EUA na esteira do breve embargo aos grãos determinado pelo país em 1973. Itochu e Marubeni, duas das maiores traders japonesas, pretendem elevar a produção agrícola e assinaram acordos com a China para fornecer commodities aos chineses, como a soja. O Japão não considera investir na África, onde o alimento é escasso, mas na América Central e do Sul e no Leste Europeu.
Há "áreas de alto potencial que podem elevar as exportações de alimentos com alguma ajuda - áreas que possuem capacidade de produção, mas não têm sistema de distribuição ou infraestrutura ou tecnologia para melhorar a qualidade da colheita", disse Hirano.
Depois do último repique nos preços das commodities e das restrições comerciais que se seguiram, mais países passaram a buscar melhorar a segurança alimentar. A prática de financiar a produção no exterior para depois importá-la, conhecida como "tomada de terras", alarmou alguns diplomatas, especialmente porque alguns países almejam assegurar a provisão agrícola para atender suas próprias populações.
O Instituto Internacional de Pesquisa de Políticas Alimentares (IFPRI), órgão sustentado por vários governos, defenderá um "código de conduta" para regulamentar os investimentos em terras cultiváveis no exterior. Os atuais investimentos em terras cultiváveis, incluindo os pendentes de aprovação final, poderiam abranger algo entre 15 milhões e 20 milhões de hectares - mais do que o dobro da terra cultivada na Alemanha.

Thursday, April 24, 2008

Nabo forrageiro, opção para cultivo no inverno

AGRONEGÓCIOS

23/04/2008 - 11:34 link: http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=37386

Trata-se de uma planta muito vigorosa: em 60 dias, cobre cerca de 70% do solo; controla de forma eficaz a erosão; preserva a vida microbiana; inibe a entrada e o desenvolvimento de plantas daninhas, reduzindo, assim, o uso de herbicidas. Seu florescimento ocorre aos 80 dias após o plantio, atingindo sua plenitude aos 100-120 dias. Possui excelente capacidade de produção de massa verde.

O cultivo de um novo cultivar de nabo forrageiro – o CATI AL 1000 – como cultura de inverno vem ganhando terreno em todo o País, em razão de suas diversificadas propriedades. Seus grãos, com 40% de óleo, constituem excelente matéria-prima para a produção de biodiesel; seu sistema radicular pivotante profundo (atinge mais de 2,00m) pode ser utilizado com sucesso na escarificação e descompactação de solos.

Mais ainda: o nabo forrageiro se presta à rotação de cultura e à adubação verde e suas raízes podem ser utilizadas diretamente na alimentação animal. O CATI AL 1000 ainda é excelente para a produção de palhada para plantio direto e sua intensa florada é uma rica fonte de néctar e pólen para a criação de abelhas.

O CATI AL 1000 foi desenvolvido pelo Centro de Testes, Avaliação e Divulgação, do Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes da Secretaria de Agricultura de São Paulo.

Trata-se de uma planta muito vigorosa: em 60 dias, cobre cerca de 70% do solo; controla de forma eficaz a erosão; preserva a vida microbiana; inibe a entrada e o desenvolvimento de plantas daninhas, reduzindo, assim, o uso de herbicidas. Seu florescimento ocorre aos 80 dias após o plantio, atingindo sua plenitude aos 100-120 dias. Possui excelente capacidade de produção de massa verde.

Alternativas de uso do nabo forrageiro.: Adubação verde | Para a adubação verde, seu plantio se dá nos períodos de outono e inverno. A sua incorporação deve ser realizada no auge da sua produção vegetal e deve ser executada, preferencialmente, com rolo-faca. | Rotação de culturas | Recomendado em rotação com culturas anuais, em pomares novos ou mesmo culturas perenes, devido a sua elevada capacidade de reciclar nutrientes, principalmente nitrogênio e fósforo.| Produção de palha (PDP) | Excelente para a produção de palha para o plantio direto, devido a sua capacidade de produção de massa seca, com fácil e rápida decomposição, em função da boa relação carbono/nitrogênio (C/N). | Alimentação animal | Por suas características fenológicas, é uma alternativa de relativo valor alimentar no trato de animais, na forma de pastejo direto, ou no corte para fornecimento no cocho. A torta resultante do processo de prensagem dos grãos é usada na formulação de rações para as diversas espécies animais. | Pasto apícola | Pela intensidade e duração da florada (30 dias, em média), que se dá no inverno, é mais uma alternativa para a produção de mel de alta qualidade (mel escuro). | Para aumentar a amplitude e o tempo de florada, recomendam-se plantios sucessivos com intervalos de 15 a 20 dias. | Matéria-prima para biocombustíveis. | Seus grãos, com cerca de 40% de óleo, quando esmagados, são mais uma opção agrícola para fins energéticos. O óleo presta-se à produção de biodiesel. Já foi testado in natura e, pela sua eficiência, é usado como combustível alternativo no lugar do óleo diesel.

Recomendações básicas para o plantio.: Época de plantio: março a junho (Regiões Centro-Oeste e Sudeste| Espaçamento - 0,17 a 0,40m entrelinhas (25 sementes/m) ou a lanço | Gasto de sementes | Plantio em linhas: 4 a 12kg/ha | Plantio a lanço: misturar as sementes com calcário ou adubo fosfatado, na proporção de 1kg de sementes para 50kg.

Potencial médio de produção.: Grãos: 400 a 1.000kg/ha | Massa verde | Até 15 toneladas/ha | Massa seca | 5.000 a 8.000kg/ha

Venda de sementes.: O DSMM/CATI, como detentor da cultivar CATI AL 1000, vende sementes da categoria S2, para agricultores, e de outras categorias para multiplicação.

As sementes de nabo forrageiro estão disponíveis para venda nos Núcleos de Produção de Sementes de Ibitinga e Ataliba Leonel, em embalagens de 5kg e de 20kg. Pequenas quantidades podem, também, ser adquiridas através de Vale Postal.

. Os pedidos de sementes poderão ser efetuados ao Centro de Produção de Sementes/DSMM/CATI, em Campinas, através dos telefones (19) 3241-0001, 3743-3825 ou 3743-3829, ou através do e-mail: cps_ex@cati.sp.gov.br.

Monday, April 14, 2008

Contra as falácias em relação aos biocombustíveis promoverem a fome no mundo basta se valer deste simples exemplo vindo de MG:

Contra as falácias em relação aos biocombustíveis promoverem a fome no mundo basta se valer deste simples exemplo vindo de MG:
O estado reduziu em 5,1% sua área de grãos, grande parte desta redução foi pela entrada da cana-de-açucar na região do Triângulo Mineiro, e ainda assim irá colher 0,3% mais grãos em 2008.
Conseguiu na última década evoluir expressivamente sua produtividade média nas suas principais culturas: milho +58%, soja +21%, feijão +44%
E o futuro? Ainda são colhidas uma produtividade média de 4,81 toneladas por hectare de milho neste ano, sendo razoável que pela adoção das tecnologias já existentes (sem sequer recorrer a irrigação ou transgenia) que se chegue a 6 ton/ha ou um avanço previsto de quase 25%!!!
E mais do que isso...ainda existem milhões de hectares de pastagens degradadas que deriam ser sim transformadas em áreas de produção intensiva de grãos, carne e madeira. Isto sim é como devemos apresentar o Brasil ao mundo, como o grande produtor que atenderá a demanda mundial por quantidade e qualidade de alimentos.
Segundo a própria EMBRAPA é possível com as tecnologias atuais dobrar nossa produção de grãos e carne sem necessidade de desmatar mais um hectare sequer, somente intensificando os sistemas já existente
Sucesso a todos,
Eng. Agr. Rafael Salerno
www.plantadiretobrasil.blogspot.com
msn: agrosalerno@hotmail.com
Skype: panda_br

Produtividade das lavouras cresce 5,7% em Minas Gerais
link: http://www.catuberlandia.com.br/1404.htm
Milho é destaque com alta de 7,5%. A produtividade da safra de grãos este ano em Minas Gerais deverá apresentar um crescimento de 5,7% em relação à colheita de 2007. A média será de 3,51 toneladas de grãos por hectare, contra 3,32 toneladas na safra passada. Os números fazem parte da última estimativa de safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Segundo o estudo, as principais culturas do estado – milho, soja e feijão – apresentam crescimento de produtividade. “O clima favorável nas principais regiões produtoras e o aumento do uso de tecnologia influenciam neste resultado”, explica o superintendente de Política e Economia Agrícola da Secretaria da Agricultura de Minas Gerais, João Ricardo Albanez.
O milho, responsável pela maior parte da área plantada com grãos em Minas, terá um crescimento de produtividade acima da média nacional. A alta deverá ser de 7,5%, passando de uma produção 4,47 toneladas por hectare em 2007, para 4,81 toneladas por hectare neste ano. “Os bons preços verificados desde o ano passado, também colaboraram para o produtor investir na melhoria da produtividade”, explica Albanez. A média de produtividade esperada para este ano, no país, é de 3,9 toneladas por hectare. Um crescimento de 6,3% em relação à safra passada.
Nas lavouras da soja, a produtividade média no estado este ano será de 2,79 toneladas por hectare. Um crescimento de 1,4% em relação ao ano passado. O aumento também supera a média nacional, que deverá ser de 0,4%. Já a produtividade média esperada com o feijão, em Minas, deve ser de 1,26 tonelada por hectare, contra 1,21 tonelada no ano passado. Uma alta de 4,1%. No Brasil, o crescimento deverá ser de 9,8%, puxado pelos bons resultados em importantes estados produtores como Paraná, Ceará e Goiás.
O aumento da produtividade estadual vai compensar a redução, neste ano, da área plantada com grãos em Minas, que foi de 5,1%. “Houve produtores que trocaram a cultura de grãos por outras atividades, entre elas o plantio da cana-de-açúcar. Mas, no final das contas, por causa da produtividade, vamos ter um acréscimo de aproximadamente 0,3% na produção total de grãos no estado, em comparação com o ano passado”, explica Albanez. A safra mineira de grãos colhida este ano está estimada em 9,8 milhões de toneladas.
Dez anos de evolução
Estudos do IBGE indicam que a produtividade nas lavouras de Minas Gerais cresceu significativamente nas últimas dez safras. Em 1999, as lavouras de milho do estado tinham uma produtividade de 3,04 toneladas por hectare. Comparando com a estimativa da safra de 2008, o crescimento será de 58%. A soja, que há dez anos apresentava uma produtividade de 2,32 toneladas por hectare, apresenta evolução de 21% no período. Já a produtividade média das lavouras de feijão cresceu 44% nos últimos dez anos. Em 1999, a produção por hectare em Minas Gerais era de 839 quilos.
Fonte: Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento – SEAPA

Tuesday, March 25, 2008

ESALQ promove I Simpósio de Integração Lavoura-Pecuária

Atualmente, sistemas mistos de exploração de lavoura e pecuária têm chamado a atenção pelas vantagens que apresentam em relação aos sistemas isolados de agricultura ou de pecuária. Para orientar pesquisadores, profissionais e estudantes da área, a Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz (USP/ESALQ), o Grupo de Estudos “Luiz de Queiroz” (GELQ 2009) e a Fundação de Estudos Agrários “Luiz de Queiroz” (FEALQ), realizarão o I Simpósio de Integração Lavoura-Pecuária, em 28 e 29 de março.

Durante o acontecimento, os participantes terão oportunidade de perceber que as propriedades agrícolas, em geral, necessitam de alternativas que possam intensificar o uso da terra e aumentar a sustentabilidade dos sistemas de produção com melhoria da renda.

A integração lavoura-pecuária (ILP) consiste na diversificação, rotação, consorciação e/ou sucessão de atividades de agricultura e de pecuária dentro da propriedade rural de forma harmônica, constituindo um mesmo sistema, de tal maneira que há benefícios para ambas como maximizar racionalmente o uso da terra, da infra-estrutura e da mão-de-obra, diversificar e verticalizar a produção, minimizar custos e diluir os riscos.

Coordenado pela pesquisadora Patrícia Menezes dos Santos (Embrapa), Raul Machado Neto, Carlos Guilherme Silveira Pedreira e Luiz Gustavo Nússio, docentes da ESALQ, o simpósio reunirá palestrantes da Andef, Embrapa, Fazenda Experimental Coamo, Projepec Consultoria Agropecuária, Unesp Botucatu e da própria ESALQ.

O investimento para participação do evento, com atividades durante os dois dias, das 08h00 às 18h00, será de R$ 50,00 (estudantes) e R$ 100,00 (profissionais).
Informações e inscrições pelos telefones (19) 3417-6604 ou 3417-6601, pelo site www.fealq.org.br ou e-mail cdt@fealq.org.br .

Integração Lavoura e Pecuária tem dias de campo em Goiás

A Embrapa, a John Deere, a Universidade Estadual de Goiás e a Agência Rural de Goiás promovem dias de campo Integração Lavoura e Pecuária (ILP) em 27 e 28 de março na Fazenda Santa Brígida, em Ipameri (GO), a 200 quilômetros de Goiânia (GO). O evento busca difundir, para a região sudeste do Estado, as tecnologias de reforma de pastagem com lavoura, de rotação de culturas anuais com pastagens perenes e de sucessão de culturas com forrageiras anuais.A Fazenda Santa Brígida tem como principal atividade produtiva a pecuária, seguida da produção de grãos. Na propriedade, bem como na maioria das propriedades da região, existe pastagem degradada e a ILP, associada quando possível ao Sistema Plantio Direto, é encarada como a melhor forma de ajudar a solucionar o problema da alimentação para o gado, principalmente no período seco do ano, além de auxiliar no aprimoramento da exploração das lavouras.Os dias de campo irão contar com a participação de seis unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). São elas: Embrapa Algodão (Campina Grande/PB), Embrapa Arroz e Feijão (Santo Antônio de Goiás/GO), Embrapa Cerrados (Planaltina/DF), Embrapa Gado de Leite (Juiz de Fora/MG), Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas/MG) e Embrapa Soja (Londrina/PR), além do Escritório de Negócios da Embrapa em Goiânia. A iniciativa tem ainda o apoio do Banco do Brasil, Ikeda e Marchesan. MAIS INFORMAÇÕESAgência Rural de GoiásTelefone: (64) 3491-1097Universidade Estadual de GoiásTelefone: (64) 3491-1556

PROGRAMAÇÃO
DIA 27 DE MARÇO
Público: Autoridades, produtores rurais, empresas e imprensa
08h30 – Café da manhã Cadastramento dos convidados
09h – Palestra de Abertura Engenheiro Agrônomo Alysson Paulinelli
Ex – Ministro da Agricultura
09h30 – Depoimentos Ricardo Merola Fazenda Santa Fé
Cesário Ramalho Presidente da Sociedade Rural Brasileira
10h – Palestra Técnica Embrapa
10h30 – Visita às estações de campo
12h10 – Encerramento do programa técnico
12h30 – Almoço de Confraternização

DIA 28 DE MARÇO
Público: Produtores rurais, técnicos e estudantes0
8h30 – Café da manhã Cadastramento dos convidados
09h – Palestra de Abertura09h30 – Depoimento Ricardo Merola Fazenda Santa Fé
10h – Palestra Técnica Embrapa
10h30 – Visita às estações de campo
12h10 – Encerramento do programa técnico
12h30 – Almoço de Confraternização

FONTEEmbrapa Arroz e FeijãoRodrigo Peixoto - JornalistaTelefone: (62) 3533-2108

Wednesday, March 19, 2008

2º Ato comemorativo pelo Dia Nacional da Conservação do Solo



2º Ato comemorativo pelo Dia Nacional da Conservação do Solo.

Evento de extensão para comemoração, sensibilização e difusão de tecnologia sobre conservação do solo, promovido pelo Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CETEC) e pelo Centro de Ciências Agrárias, Biológicas e Ambientais (CCAAB) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).

O evento terá novamente por finalidade a reflexão sobre a conservação dos solos e a necessidade de ações de planejamento do uso e manejo deste recurso, por meio do emprego de tecnologias apropriadas aos diferentes ambientes de produção, viabilizando, assim, a manutenção e melhoria da sua capacidade produtiva, propiciando a produção de alimentos de forma sustentável. A UFRB está localizada no Recôncavo da Bahia, região dos Tabuleiros Costeiros caracterizada por solos coesos e com limitações para uso agrícola.

A falta de informação dos produtores quanto às questões de uso, manejo, conservação e recuperação dos solos inerentes às atividades de exploração agropecuária e adequadas às características regionais resultam em baixas produções, erosão, perda de solo e consequentemente degradação dos ambientes de produção. Portanto, se faz necessário um trabalho de sensibilização junto aos futuros profissionais das áreas de ciências agrárias, biológicas e ambientais, representantes da sociedade e profissionais da área sobre a necessidade de preservar efetivamente o único bem que o produtor possui o “solo”, é preciso perenizar este recurso por meio da aplicação e da adoção de tecnologias e metodologias mais eficientes no que diz respeito à conservação e consequentemente ao incremento da produtividade.

Esta edição do ato comemorativo tem intuito de dar continuidade às discussões acerca de assuntos relacionados à sustentabilidade regional, principalmente com o objetivo de sensibilizar a sociedade, profissionais e alunos sobre a importância da conservação do solo e da água. Pretende-se, também, com o evento obter diretrizes para nortear ações conjuntas entre a sociedade e as instituições para ações de conservação. A abordagem temática desse ano será sobre as ferramentas para gestão do recurso solo e as oportunidades para implantação do sistema de Integração Lavoura-Pecuária em pequenas propriedades.

Local do evento: Campus Universitário de Cruz das Almas – UFRB. Data da realização: 15 de abril de 2.008.
Público alvo: Estudantes de agronomia, zootecnia, engenharia florestal, engenharia sanitária e ambiental, profissionais, instituições, associações e produtores rurais.

Programação do evento:

Abertura – Apresentação do representante da Fundação Agrisus.

Aula 1. “Gestão sustentável do recurso solo: Planejamento Agroambiental”.
Responsável – Jener Fernando Leite de Moraes.
Eng. Agrônomo, mestrado e doutorado em Ciências, pelo Centro de Energia Nuclear na Agricultura, CENA/USP. Pesquisador Científico do Instituto Agronômico de Campinas e professor do curso de Mestrado em Agricultura Tropical e Sub-tropical, do mesmo Instituto. Atuação: Geoprocessamento, com ênfase em Diagnóstico do Meio Físico e Planejamento Agroambiental de bacias hidrográficas, principalmente nos temas: agricultura e meio ambiente, zoneamentos e sensoriamento remoto.

Aula 2. “O Estado da Arte da conservação do solo no Recôncavo da Bahia”
Responsável – José Fernandes de Melo Filho
Eng. Agrônomo, mestrado e doutorado em Solos e Nutrição de Plantas (UFC e ESALQ/USP). Professor Adjunto da UFRB, Coordenação de Ensino e Integração Acadêmica e responsável pela disciplina Manejo e Conservação do Solo e Água e Manejo e Conservação de Solos Tropicais. Atuação: Conservação do solo e água; Manejo e qualidade do solo em sistemas agrícolas; estudo de plantas de cobertura e adubação verde.

Aula 3. “O programa de Integração Lavoura - Pecuária do MAPA”
Responsável – Dr. Maurício Carvalho de Oliveira
- DEPROS/SDC/MAPA Eng. Agrônomo, Departamento do Sistema de Produção e Sustentabilidade - Depros do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Atuação: Integração lavoura – pecuária.

Aula 4.” Utilização do sistema plantio direto na renovação das pastagens”
Responsável – Rafael Augusto Salerno
Engenheiro agrônomo, com especialização em fertilidade de solos pela Universidade Federal de Lavras. Trabalhou na Associação de Plantio Direto no Cerrado, coordenando o Projeto "Guardiões da Nossa Água" APDC/Petrobrás no estado de Minas Gerais/BR. Trabalhou como consultor-assistente no Depto de Agronomia da Purdue University/USA. Atuação: Plantio direto, integração lavoura-pecuária em pequenas propriedades e organização do sitema de produção.

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CONVITE: DIA DE CAMPO em ILP 28/03/08, Fazenda São Paulo II, Bonfinópolis/MG


Paracatu, 31 de janeiro de 2008.
Senhores,

Dando seqüência aos trabalhos de difusão da tecnologia ILP desenvolvidos em Minas Gerais pela EMBRAPA, EMATER, APDC, o MAPA e os parceiros do Projeto ILP – Secretaria Municipal de Agricultura de Unaí, Secretaria Municipal de Agricultura de Bonfinópolis, Campo, Plantar e Fazendas São Paulo, vêm convidá-lo a participar do DIA DE CAMPO em ILP, a ser realizado na Fazenda São Paulo II, Estrada Bonfinópolis km 50 - Bonfinópolis / MG.

Dia 28 de março
Horário: 8:00


Programação:

ABERTURA – Autoridades presentes

1ª ESTAÇÃO: Plantio de Milho com Brachiaria - Professor Luiz Adriano - PLANTAR / FACTU
- Mauricio Carvalho -MAPA / Ronaldo Trecenti - CAMPO


2ª ESTAÇÃO: Plantio de Sorgo Safrinha com pastagem para Silagem sobre Feijão - Dr. Ramon Alvarenga - EMBRAPA Milho e Sorgo


3ª ESTAÇÃO: Pastagem melhorada advinda de área de ILP - Dr. Lourival Vilela - EMBRAPA Cerrados


ENCERRAMENTO – Fazenda São Paulo e Autoridades

ALMOÇO -
Suíno à Paraguaia - Uma especialidade e oferta das Fazendas São Paulo, que tem entre suas atividades a produção integrada de suínos de qualidade.


Luiz Antonio Soave
Campo Minas Gerais
Escritório de Paracatu
38 3671 4777
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Tuesday, February 26, 2008

Rapina ambiental

Estadão: Terça-Feira, 26 de Fevereiro de 2008
Rapina ambiental

(Xico Graziano)

Todos estão certos, ninguém tem razão. Assim se parece a discussão sobre o desmatamento na Amazônia. Dados desencontrados, governo perdido, acusações múltiplas. A hiléia sucumbe na incompetência coletiva.O assunto começou a embaralhar a opinião pública quando, há dois anos, numa jogada política, o Ministério do Meio Ambiente declarou que a queda no desmatamento, então apontado, era obra do seu governo. Não era crível. Analistas da matéria, incluindo boas organizações ambientalistas, sabedoras da inépcia governamental, creditavam o arrefecimento da devastação à crise da agropecuária.Na época, a arroba do boi amargava o pior preço em 30 anos. Os parlamentares ruralistas defendiam, na Câmara dos Deputados, a criação da CPI da carne, para averiguar a formação de cartel entre os frigoríficos. Na soja, a quebradeira era geral, motivada pela sucessiva queda do dólar. Por duas vezes seguidas, os agricultores semearam a safra com câmbio melhor, colhendo a produção em pior situação, estraçalhando sua renda. Em Mato Grosso, o custo do frete e os buracos nas rodovias recomendavam nem plantar.Segundo afirmava Marina Silva, porém, o ciclo da agropecuária era irrelevante. "Fomos nós", assegurava a Ministra, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) à frente, Polícia Federal atrás, posando de heroína. O desmatamento estava sendo controlado "como nunca na história deste país"... Uma chatice.

Agora que aumentou o fogaréu, virou no avesso o argumento. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), antes impoluto, se vê desacreditado pelo governo. E a culpa da desgraceira recai, vejam só, sobre o boi e a soja. Quando a notícia é positiva, sorte, a responsabilidade cabe ao governo federal. Piora o quadro, azar, lavam-se as mãos, culpa da agropecuária. Política da lorota.A virtude, sempre, mora no meio. É certo que medidas positivas de fiscalização se implementaram, a começar das malfadadas guias florestais, substituídas por sistema eletrônico no comércio de madeiras. Sabe-se que muita sem-vergonhice ainda se esconde por detrás desse famigerado mercado de toras. Mas melhorou, sem dúvida, o controle público.É igualmente inegável que a expansão das pastagens e da sojicultura pode acelerar o desmatamento. A "moratória da soja", porém, pacto assinado entre grandes traders (que comercializam 92% da leguminosa do País) e entidades ambientalistas, Greenpeace à frente, amainou o estrago. Quem plantou soja em terrenos desmatados, após julho de 2006, dificilmente encontrará bom comprador.

Quem é do ramo sabe que, normalmente, após a derrubada da mata virgem surge a pastagem. O solo recém-desbravado impede a mecanização. Muita gente planta arroz ou milho, espécies gramíneas como o pasto, para "abrir" o terreno, ainda cheio de tocos e raizame. Somente no cerrado amazônico a lavoura de soja se instala de imediato.Processo distinto ocorre na floresta úmida e densa. Como se sabe, a Amazônia legal, uma invenção dos militares, define um território maior que o "bioma Amazônia". A região de Rondonópolis (MT), por exemplo, conta na Amazônia, mas é dominada pelo cerrado. Cuidado com os conceitos.

Na floresta densa, ao contrário do cerrado, a rapina ambiental chega muito antes da agropecuária. Entender esse ponto é fundamental. Quando vem a derrubada, em corte raso, as serrarias já extraíram a melhor madeira de lei. Primeiro, caem as cobiçadas árvores de mogno, ipê e cedro. Depois, deitam o jatobá e a maçaranduba. Tudo escondido.O crime ecológico, quando detectado pelo satélite do Inpe, estoura na mídia e bate na cara do agricultor, mas apenas resvala nos verdadeiros ladrões da floresta. Aqui, no comércio da valiosa madeira, reside a origem do problema. Ou se enfrenta a lógica dessa economia perversa ou nada restará da floresta amazônica.Esse processo histórico, um conluio entre o poder público e o privado, madeireiros e proprietários rurais, posseiros e assentados de reforma agrária, exige duas formas de controle: primeira, a fiscalização do transporte, vistoriando os caminhões nas rodovias que partem da Região Norte. As cargas são volumosas, notórias. A polícia, armada nas barreiras, não pega ladroagem se não quiser.Segunda, urge reduzir o uso da madeira de lei na construção civil, substituindo-a por floresta plantada (pinus e eucalipto) na confecção de telhados e que tais. São Paulo consome 15% do rico lenho extraído da Amazônia. Nos tempos de aquecimento global, esse costume, quase uma adoração, pelo uso da madeira de lei, inclusive na movelaria, precisa ser repensado. Gosto antigo, oligárquico.Calma. Para liquidar o assunto falta ainda burilar num dogma: a legislação agrária do País continua confundindo floresta com terra improdutiva. Resultado: para escapar da reforma agrária, ao adquirir uma mata virgem, o proprietário manda derrubar, rápido, tudo o que puder. Vem sendo assim desde os anos 60, com o Estatuto da Terra.Ora, os tempos mudaram. Terra de onça não pode ser sinônimo de latifúndio. É verdade que, averbando a Reserva Legal à margem da escritura, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) fica impedido de considerá-la improdutiva. Nesse caso, a área preservada fica exposta, sem perdão, aos invasores de terra. Triste sina.

A corrente da devastação somente se inverterá quando um pedaço de floresta, mantido em pé, valer mais que tombado. A equação é complexa, dispensa raciocínio fácil. Um dia a sociedade vai premiar, e não castigar, a conservação ambiental.

Xico Graziano, agrônomo, é secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.
E-mail: xico@xicograziano.com.br
Site: www.xicograziano.com.br

Thursday, December 27, 2007

Censo Agropecuário de 2006 mostram que a área de lavouras no país aumentou 83,5% em relação ao Censo de 1996

Resultados preliminares do Censo Agropecuário confirmam expansão da fronteira agrícola na região Norte
http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1064&id_pagina=1
Os resultados preliminares1 do Censo Agropecuário de 2006 mostram que a área de lavouras no país aumentou 83,5% em relação ao Censo de 1996, enquanto a de pastagens reduziu-se em aproximadamente 3,0%, confirmando um modelo de desenvolvimento do setor com expansão das fronteiras agrícolas . Na Região Norte, foi verificado o maior aumento relativo na área de lavoura 2, 275,6%. Os menores incrementos foram observados no Sudeste (50,0%) e no Sul (48,8%), Regiões de ocupação mais consolidada. Num patamar intermediário, estão as Regiões Centro-Oeste (95,6%) e Nordeste (114,7%). Especialmente no Nordeste, o crescimento de 114,7% verificado na área de lavoura pode ter decorrido de mudanças metodológicas entre os dois Censos. O Censo aponta, também, substituição das áreas de pastagem por lavouras, na década 1996-2006, em razão da progressiva inserção do país no mercado mundial de produção de grãos (especialmente a soja) e da intensificação da pecuária. Os outros grandes números indicam, na década 1996-2006, aumento de 7,1% no número de estabelecimentos agropecuários, redução de 8,5% do pessoal ocupado e aumento dos principais rebanhos: bovinos (11,0%), suínos (14,9%) e aves (73,2%). A divulgação dos resultados definitivos está prevista para outubro de 2008.
O Censo verificou crescimento da participação relativa da área de lavoura em relação às áreas de pastagem e florestas que, em 1970, era de 4,5; em 1995, 4,2; e passou para 2,2 em 2006. Vale destacar que, embora os resultados sejam preliminares, a alteração de patamar na relação entre área de lavouras e área de pastagens é muito significativa e representa uma grande mudança na utilização das terras do país.
Nota do Blog: Cresceram também as áreas de floresta e Mata Nativa!

Tuesday, December 04, 2007

Stephanes reitera que biocombustíveis não prejudicam produção de alimentos

03/12 - 18:06
O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, garantiu que a produção de biocombustíveis não prejudicará a produção de alimentos no país, nesta segunda-feira (03-12), durante o encontro “Conversa com jornalistas”, na Superintendência Federal de Agricultura, em São Paulo. Ele explicou que a Floresta Amazônica ocupa mais de 42% do território nacional, ou 360 milhões de hectares, enquanto as culturas anuais abrangem apenas 6%, ou 50 milhões de hectares, e as áreas de pastagens chegam a 210 milhões de hectares. “Para produzir açúcar e álcool, o país utiliza 6,5 milhões de hectares, área que pode chegar a 10 milhões de hectares, sem derrubar nenhuma árvore”, disse Stephanes. Ele lembrou que a Embrapa está elaborando o zoneamento para a cultura de cana-de-açúcar, para identificar áreas indicadas, não indicadas e aquelas restritivas ao cultivo, como a Amazônia, o Pantanal e a Mata Atlântica. Segundo o ministro, uma possível compatibilização de áreas de pastagens, onde um aumento de lotação bovina por hectare liberaria espaço para o cultivo da cana, que seria plantada, também, em áreas já degradadas, que somam mais de três milhões de hectares. Reinhold Stephanes destacou o crescimento positivo do agronegócio brasileiro, cujas exportações evoluíram de US$ 19 bilhões, em 2000, para US$ 46 bilhões neste ano, com a liderança em setores como os de carnes, soja, açúcar e café. “Só as exportações de frango já cresceram mais de 20% este ano”, adiantou. Os pesquisadores da Embrapa, Décio Luiz Gazzoni, e Frederico Duraes, participaram do encontro e falaram sobre produção de energia e alimentos e desenvolvimento e inovação em etanol.
Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Autor: Assessoria de Imprensa