Wednesday, July 01, 2009
Investir na agricultura é chave para reduzir pobreza mundial
Investir na agricultura – principalmente na produção familiar – é a chave para a redução da pobreza e pode ajudar a solucionar as crises de alimentos, financeira e climática. A conclusão é do relatório Investir na Pequena Agricultura é Rentável, divulgado ontem (30/6) pela organização não governamental (ONG) britânica Oxfam International. O documento traça um histórico dos investimentos na agricultura e indica a necessidade de mais aporte financeiro e apoio tecnológico para os pequenos produtores, em especial nas áreas com maiores dificuldades de acesso e de produtividade.De acordo com o texto, 75% das pessoas pobres que sobrevivem com um dólar por dia trabalham e vivem em zonas rurais e a estimativa é de que em 2025 esse percentual ainda seja de mais de 65%. "Não é possível reduzir a pobreza, nem estimular globalmente a agricultura e os meios de vida rural sem renovar o compromisso público de investir mais e de forma mais inteligente – com pesquisa e desenvolvimento agrícola, assim como em setores de apoio: saúde, educação, infraestrutura e meio ambiente", sugere o relatório.Entre o fim da década de 80 e o início dos anos 90 a ajuda internacional para o desenvolvimento da agricultura caiu 75% e desde então o montante de recursos repassados tem se mantido baixo se comparado a períodos anteriores. Em 2007, por exemplo, a União Européia doou US$ 1,4 bilhão, mas investiu "assombrosos US$ 130 bilhões" em seus setores agrícolas internos, segundo a Oxfam.Em 2008, de acordo com a ONG, apenas US$ 1 bilhão dos US$ 12 bilhões prometidos pelas nações ricas chegaram de fato aos países pobres para lidar com a crise alimentar global. Outra crise, a financeira, pode agravar ainda mais a situação, diante da redução das reservas dos países e dos grandes aportes realizados para salvar instituições e a oferta de crédito. "A comunidade de [países] doadores está esgotando seus fundos, enquanto os governos nacionais veem seus depósitos minguarem".As soluções, segundo a Oxfam, devem ser compartilhadas entre governos, empresas e o terceiro setor e além de garantias de mais investimentos, passam por medidas como o desenvolvimento de mercados locais de sementes e o fortalecimento de organizações de pequenos produtores.A ONG defende ações prioritárias para os agricultores que vivem nas chamadas áreas marginalizadas – ambientes remotos, com terras frágeis e degradadas e sem acesso a serviços básicos como água, saúde e educação."Os agricultores de zonas marginais são os que mais cuidam das terras mais degradadas, conservam a biodiversidade agrícola e manejam alguns dos solos mais frágeis do mundo. São aliados cruciais na luta contra as mudanças climáticas".O relatório também mostra a necessidade de apoio a tecnologias de baixo custo, o fortalecimento dos direitos trabalhistas, com legislações que garantam mais proteção aos trabalhadores da agricultura, além de investimentos direcionados para as mulheres.O documento da Oxfam foi apresentado um dia antes da Assembléia da União Africana, que começa hoje (1º) na Líbia e terá como tema principal o investimento em agricultura para garantir segurança alimentar e crescimento econômico.
FONTEAgência BrasilLuana Lourenço - RepórterGraça Adjuto - Edição
Links referenciadosOxfam Internationalwww.oxfam.orgUnião Européiaeuropa.eu/index_pt.htmAgência Brasilwww.agenciabrasil.gov.br
95% dos produtores rurais de MT adotam plantio direto
http://www.expressomt.com.br/noticia.asp?cod=31589&codDep=6
Utilizado hoje por cerca de 95% dos produtores rurais de Mato Grosso, o Sistema de Plantio Direto cada vez mais busca novas alternativas para difundir tecnologias.
Tanto, que para promover o intercâmbio de experiências entre agricultores, técnicos, estudantes, pesquisadores e profissionais do setor agropecuário do país será realizado o 10º Encontro de Plantio Direto no Cerrado, que começa na próxima quarta-feira, 24 e vai até 26 de junho, em Dourados (MS). A oitava edição do evento aconteceu no município de Tangará da Serra, no ano de 2005.
O engenheiro agrônomo Luciano Gonçalves, diretor do Departamento Técnico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), diz que o Estado vai participar como em todos os anos e que o evento é fundamental para o setor. Segundo ele, em Mato Grosso a utilização dessa técnica é mais frequente que na maioria dos estados brasileiros. "Hoje podemos dizer sem qualquer receio que o Sistema de Plantio Direto é relevante em todos os aspectos. Primeiro, falando do ponto de vista ambiental, porque contribui para a diminuição do aquecimento global. Segundo, em termos agronômicos, traz inúmeros benefícios para o solo, entre eles a preservação contra a lixiviação e ocorrência de erosões".
O engenheiro ainda explica que não há restrição para a utilização do plantio direto para nenhuma cultura. Segundo ele, hoje, os produtores rurais a utilizam nas plantações de soja, algodão, milho e tantas outras. O que acontece é que o manejo, se comparado com a forma tradicional, é completamente diferente. Contudo, os profissionais já se qualificam nas universidades e saem preparados para o domínio do plantio direto.
A adoção do conjunto das tecnologias que constituem o Sistema Plantio Direto (SPD) é de fundamental importância para a produção agropecuária, especialmente para o bioma Cerrado, uma vez que este sistema constitui-se na forma mais moderna de produção, permitindo suportar de forma mais eficiente as adversidades climáticas e estruturais do setor rural, além de ser a alternativa mais adequada para conciliar produção de alimentos, fibras e energia com sustentabilidade ambiental.
Ao incluir a integração da lavoura com a pecuária e a floresta, entre os assuntos a serem discutidos no evento, os organizadores esperam contribuir de forma marcante para a adoção desta forma integrada de produção na região e despertar maior interesse do meio acadêmico, ampliando estudos relacionados a este tema.
Entre as palestras programadas para o dia 24 estão: Estado da arte do Plantio Direto no Brasil avaliado pelo Rally da Safra 2009, com Ondino Bataglia, da Fundação Agrisus; O SPD no Brasil e no mundo, por Dirceu Gassen, da Cooperativa dos Agricultores de Plantio Direto, e Intensificação da rotação de culturas: desafio à construção de solo fértil", com o pesquisador José Eloir Denardin, da Embrapa Trigo.
No dia 25, serão ministrados mini-cursos e realizadas visitas técnicas em áreas com experimentos ou uso consolidado em Sistema de Plantio Direto e Integração Lavoura-Pecuária. No dia 26, haverá outro ciclo de palestras, entre elas: Sistema integrado de produção agrosilvipastoril, de Vanderlei Porfírio da Silva da Embrapa Florestas, e Transformações do solo sob SPD - Estados Unidos, com Kip Balkcom do Agricultural Research Service/United States Department of Agriculture.
Fonte: ExpressoMT/Gazeta Digital
Saturday, June 27, 2009
WORKSHOP INTEGRAÇÃO LAVOURA-PECUÁRIA-SILVICULTURA/FLORESTA (ILPS)
PROGRAMAÇÃO DO WORKSHOP
INTEGRAÇÃO LAVOURA-PECUÁRIA-SILVICULTURA/FLORESTA (ILPS)
(23 de junho de 2.009 - terça-feira)
08:00 - 08:30
Inscrições
08:30 – 09:00
Abertura
09:00 – 09:45
Integração Lavoura-Pecuária-Silvicultura/Floresta – Diversificação e Sustentabilidade para o Agronegócio Brasileiro
Alysson Paolinelli - Produtor Rural e Consultor
09:45 – 10:00
Intervalo para café
10:00 – 10:30
Integração Lavoura-Pecuária-Silvicultura/Floresta - A visão do Governo do Estado de Minas Gerais”.
Gilman Viana Rodrigues - SEAPA
10:30 – 11:30
Resultados de pesquisa com a ILP e com a ILPS no Estado de Minas Gerais.
Embrapa Milho e Sorgo; Epamig; UFV; UFLA etc.
11:30 – 12:00
A produção de alimentos e a preservação ambiental – Um modelo para a ILPS/F, com uso do plantio direto.
Alfredo Scheid Lopes – UFLA/Cons. Tec. da ANDA
12:00 – 13:00
Experiências da EMATER com a ILP e com a ILPS no Estado de Minas Gerais.
Walfrido Machado - Sete Lagoas e Rogério J. Gomes - Viçosa
13:00 – 14:00
Intervalo para almoço
14:00 – 15:00
Experiências de Produtores com a ILP e com a ILPS no Estado de Minas Gerais.
Rowena Betina Petrol Rodrigues-Faz. Agropel – Paracatu; André Souza-COPERVAP - Projeto ILPS/F com pequenos produtores de Paracatu.
15:00 – 15:30
Serviços Ambientais gerados pelo produtor de PD e ILPS
Ronaldo Trecenti - Campo Consultoria e Agronegócios
15:30 – 15:45
Programa ILPS do MAPA e Projeto ILPS 2008/09
Marcos de Matos Ramos – Campo Consultoria e Agronegócios
15:45 – 16:00
Intervalo para café
16:00 – 16:30
Desafios para a implementação da ILPS no Estado de Minas Gerais.
COOPA; COOPERVAP; Emater-MG; etc.
17:00 – 18:00
Estabelecimento de ações estratégias para a expansão da ILPS em MG Moderador: Paulo Afonso Romano – Secretário Adjunto da Secretaria de
Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
18:00
Encerramento e entrega de certificados
Thursday, June 25, 2009
Preservação já dá dinheiro a agricultores de três cidades
Bettina Barros, de Rio Claro (RJ) e Extrema (MG) 25/06/2009
Produtores rurais de três municípios brasileiros já estão sendo pagos para manter vivas e saudáveis o que é considerado hoje um ativo tão precioso quanto rebanhos de gado e lavouras agrícolas: as suas nascentes de água.
Um grupo de 147 propriedades aderiu a essa iniciativa inédita no país - o conceito de pagamento por serviços ambientais, que recompensa financeiramente aqueles que preservarem matas estratégicas para a conservação da água.
Entre 2008 e 2009, proprietários rurais de Extrema (MG), Rio Claro (RJ) e Alfredo Chaves (ES) colocaram no bolso quantias mensais ou semestrais que variam de R$ 300 a R$ 3 mil, graças aos benefícios ecológicos por eles prestados. Projetos similares despontam em Joanópolis e Nazaré Paulista (SP), São Paulo, Camboriú (SC), Apucarana (PR) e no Distrito Federal. A expectativa é de que, no futuro próximo, surja um novo profissional no agronegócio brasileiro: o "produtor de água", premiado por uma commodity à altura de qualquer outra.
A lógica desse negócio parte do fato inequívoco de que é a propriedade rural o maior abastecedor de água para o país, irrigando não só o campo mas as áreas urbanas. Por esse motivo, se as nascentes continuarem a tendência de queda de vazão por práticas agrárias erradas - como já acontece - metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro irão simplesmente secar. Ruim para a agricultura, para a indústria e para o usuário comum (você).
"Só o comando e controle do desmatamento não funciona", explica Paulo Henrique Pereira, o diretor de Meio Ambiente de Extrema que esboçou os primórdios do projeto "Conservador das Águas", pontapé que tornou o município o primeiro a realizar o pagamento por serviços ambientais às propriedades mineiras. Na prática, o projeto paga para que a legislação ambiental seja cumprida. O Código Florestal determina que nascentes, matas ciliares e mananciais sejam Áreas de Preservação Permanente, e que se mantenha 20% da propriedade com cobertura vegetal (Reserva Legal). "Recompensar economicamente foi uma necessidade. Só é possível fazer a reversão da degradação com apoio financeiro aos produtores", diz Pereira.
Extrema é um município que, como tantos outros, sofre de dualismos: seu PIB é relativamente alto devido à presença de indústrias como Bauducco e Kopenhagen, mas a renda média per capita não chega sequer a dois salários mínimos. Essencialmente rural, o município rico em água acompanha gradativamente a queda de vazão, que colocou em alerta o poder público.
Quatro anos de investigação culminaram em um diagnóstico ambiental que dá a pista da origem do problema: apenas 22% das matas de Extrema estão de pé. O resto da Mata Atlântica desapareceu sob a colcha de pequenas propriedades onde o gado leiteiro predomina. A corrida agora é para saber o tamanho do prejuízo - o balanço hídrico atual da região.
"Vimos que era preciso trabalhar nossos mananciais", diz Pereira, desde 1994 no cargo. E, assim, o governo local começou a se mexer.
Para dar viabilidade ao projeto, a Prefeitura de Extrema incluiu como prioridade em seu Plano Plurianual de 2005 um orçamento anual de R$ 150 mil para o pagamento pelos serviços ambientais a seus produtores. A decisão foi a base para a criação da lei 2.100/2005, que possibilitou o repasse de dinheiro público ao setor privado.
Com apoio técnico e de suprimentos de parceiros como a organização ambiental The Nature Conservancy (TNC) e o Instituto Estadual Florestal (IEF), Extrema foi dividida em sete sub-bacias do rio Jaguari, que corta a cidade. A ideia foi começar logo pelo mais difícil: restaurar a vegetação da sub-bacia mais degradada, Posses. São 1,3 mil hectares, 109 propriedades. "É uma área bastante fragmentada e com menos de 10% da cobertura vegetal", diz o engenheiro agrônomo Aurélio Padovezi, da TNC.
A segunda fase do projeto, já iniciada, é na sub-bacia de Salto. Aqui, 13 proprietários já recebem dinheiro do projeto, perfazendo uma área de cerca de 550 hectares.
A lei estabelece pagamentos mensais aos produtores, que assinam um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Prefeitura. O pagamento é de 100 unidades fiscais (R$ 169) por hectare/ano e é baseado na área da propriedade. Cabe ao produtor abrir mão de atividades agrícolas em áreas de nascentes. E só. O projeto se encarrega de cercar as áreas, plantar mudas e monitorar. "O produtor não gasta nada. Só recebe", afirma Padovezi.
"No campo, a gente já ganha minoria (sic). Sem apoio, é difícil", diz Terezinha de Moraes Oliveira, de 56 anos. Ela e o marido, Benedito de Oliveira, 60, vivem das 30 cabeças de gado que dão até 50 litros de leite por dia. Tiram, em média, R$ 500 por mês. Por terem uma nascente na propriedade de 14 hectares, recebem de Extrema R$ 205. Quase metade da renda do casal.

Tuesday, June 16, 2009
Integração Lavoura-Pecuária: pesquisa comprova melhor utilização do solo
De um lado a lavoura; do outro a pecuária. Ao centro, o objeto comum de ambas: o solo. Para diminuir a derrubada de florestas para que seja feita a expansão agropecuária, pesquisadores da Embrapa Cerrados, unidade localizada em Planaltina (DF), desenvolvem um trabalho com o objetivo de integrar as duas áreas de atuação.Segundo Robélio Leandro Marchão, pesquisador da Unidade e atuante no projeto Integração Lavoura-Pecuária: Uma proposta de produção sustentável para a Região do Cerrado e áreas de influência, essa proposta já é realidade no Brasil. "Isso se deve graças aos esforços da pesquisa, a perseverança e a dedicação dos nossos produtores, que sempre estão em busca de inovações", afirma.A Embrapa Cerrados acompanha os desdobramentos da ação no Oeste da Bahia. "Lá os produtores especializados em produção de grãos e fibras estão firmando parcerias com pecuaristas especializados em recria e terminação de animais, que estão sendo terminados semiconfinados nas pastagens implantadas em sistema de consórcio com milho", observa o pesquisador. "Além da intensificação do uso da terra, a ILP está trazendo grandes benefícios ao sistema de plantio direto, que é uma tecnologia imprescindível para a sustentabilidade dos solos arenosos do cerrado baiano."O tempo para a implantação tanto da lavoura quanto da pecuária em uma área obedecem o calendário agrícola, que coincide com o período chuvoso. Já as pastagens são implantadas na entressafra, que acontece, no Cerrado, na estação seca. "Assim é possível utilizar as áreas de lavoura para engorda e terminação de bovinos num período em que normalmente não estaria sendo conduzida nenhuma atividade na fazenda. As pastagens na ILP permanecem verde por praticamente todo o período seco, em uma época em que é comum encontrar pastagens completamente secas e com baixissimo valor nutritivo", diz Marchão.ECONOMIAO pesquisador afirma que o modelo traz benefícios econômicos. "O que vem acontecendo nos últimos anos é que a atividade pecuária sozinha não consegue pagar os investimentos necessários à manutenção das pastagens e os pecuaristas entraram em um ciclo vicioso de cada vez menores índices zootécnicos e maior o custo de renovação/recuperação das suas pastagens", analisa Marchão. "Se o produtor de grãos dedica parte do seu capital à pecuária, ele acaba aplicando o recurso em uma atividade de menor risco quando se compara a pecuária com a agricultura. Na safra passada, por exemplo, nós acompanhamos um caso de um produtor que fazia ILP e teve sua safra de grãos comprometida devido à falta de chuvas. Com a venda dos animais ele conseguiu pagar os insumos que foram adquiridos para a implantação da lavoura", complementa.Do ponto de vista do solo, a não variabilidade de aplicações a serem feitas traz uma perda na biomassa. "A causa [de uma área territorial improdutiva] está mais relacionada à degradação das pastagens que, devido ao manejo errado da própria pastagem (superpastejo) associado à ausência de reposição e manutenção da fertilidade do solo, leva a uma condição de baixíssima produtividade da pecuária", comenta. "Após a degradação da pastagem que tem como consequência uma baixa produção de biomassa e uma redução da cobertura do solo, ocorre também a degradação do solo (compactação, desagregação), que em condições extremas pode causar erosão, assoreamento e poluição dos cursos d'água".BENEFÍCIOS DA ILPRobélio Marchão aponta que há um sinergismo quando se unifica as duas atividades. Ele comenta que a pastagem, devido ao seu sistema radicular abundante e agressivo associada a produção de uma grande quantidade de biomassa, pode favorecer a qualidade física e biológica do solo e aumentar produtividade das culturas anuais subsequentes. "Na lavoura implantada logo após a pastagem, a melhoria da qualidade do solo permite ainda reduzir o uso de fertilizantes devido a uma maior eficiência de utilização destes pelas plantas. Da mesma forma há uma redução do uso de defensivos devido à menor incidência de pragas e doenças".Para a área estudada, a Embrapa Cerrados desenvolveu sistemas de consórcio entre culturas anuais e pastagens. "As culturas mais utilizadas no consórcio com gramíneas forrageiras são o milho, o sorgo e o arroz", explica o pesquisador. Por outro lado, a soja não possui ainda resultados consistentes. "Mas a Embrapa está trabalhando para desenvolver novas cultivares de forrageiras (pastagens) que sejam adaptadas ao consórcio com a soja. Novas linhas de pesquisa estão sendo trabalhadas graças ao advento da soja transgênica, que permite um maior controle do sistema utilizando herbicidas para controlar o crescimento do capim".DESAFIOS FUTUROSMarchão aponta que existe uma barreira a ser ultrapassada para o desenvolvimento da ILP. "A entrada de animais em áreas tradicionais de grãos exige uma estrutura física e logística que, muitas vezes, pode tornar inviável a integração. Para os agricultores, o alto custo dos animais, a falta de crédito e a ausência de abatedouros próximo à região são desafios que ainda necessitam ser superados. Para os pecuaristas, o alto custo do maquinário, a falta de assistência técnica e questões culturais ainda são barreiras à atividade de produção de grãos", observa.Para o futuro, além da tentativa de resolver alguns gargalos do sistema, está sendo estudada uma nova adição ao ILP. "A inclusão do componente florestal (integração lavoura-pecuária-floresta - ILPF) está sendo estudada e é uma aposta da Embrapa na busca da sustentabilidade da agropecuária brasileira", comenta.Apesar do trabalho ter sido desenvolvido na Embrapa Cerrados, ele foi realizado em rede com outras unidades da empresa, o que cria novas perspectivas de aplicabilidade. "Isso permite que os resultados sejam aplicados nos diferente biomas, desde que sejam respeitadas as características e especificidades de cada região", finaliza Marchão. FONTERede de Inovação e Prospecção Tecnológica para o AgronegócioMichel Lacombe - Jornalista
Thursday, April 30, 2009
Governo do Japão fomenta agricultura de emergentes
Estratégia: Governo quer garantir a segurança de abastecimento alimentar
Michiyo Nakamoto e Javier Blas, Financial Times, de Tóquio e Londres30/04/2009
Indique Imprimir Digg del.icio.us Tamanho da Fonte: a- A+
O governo do Japão prepara um plano para financiar investimentos na produção agrícola em países em desenvolvimento, dando mais um sinal do nervosismo entre os países importadores de commodities agrícolas com a segurança de abastecimento alimentar.
As autoridades buscam identificar regiões que poderiam beneficiar-se dos investimentos e assistência do Japão para elevar a produção de alimentos, segundo o Ministério de Agricultura do país.
Os investimentos são de natureza diferente dos da Coreia do Sul e Arábia Saudita, que investem em terras cultiváveis para exportar de volta as colheitas e alimentar sua própria população. Tóquio planeja que as colheitas sejam vendidas no mercado mundial, segundo fontes a par da política agrícola japonesa.
O diretor de negociações de política de comércio internacional do Ministério da Agricultura, Munemitsu Hirano, afirmou que o Japão poderia não receber a garantia de um fornecimento estável de alimentos como resultado de seus esforços de investimento. "Se a produção aumentar mundialmente isso ajudará o Japão a importar".
Tóquio apoia há muito tempo empreendimentos das empresas de comércio exterior na agricultura - sobretudo na produção de soja na América Latina, após assustar-se com a dependência em relação aos EUA na esteira do breve embargo aos grãos determinado pelo país em 1973. Itochu e Marubeni, duas das maiores traders japonesas, pretendem elevar a produção agrícola e assinaram acordos com a China para fornecer commodities aos chineses, como a soja. O Japão não considera investir na África, onde o alimento é escasso, mas na América Central e do Sul e no Leste Europeu.
Há "áreas de alto potencial que podem elevar as exportações de alimentos com alguma ajuda - áreas que possuem capacidade de produção, mas não têm sistema de distribuição ou infraestrutura ou tecnologia para melhorar a qualidade da colheita", disse Hirano.
Depois do último repique nos preços das commodities e das restrições comerciais que se seguiram, mais países passaram a buscar melhorar a segurança alimentar. A prática de financiar a produção no exterior para depois importá-la, conhecida como "tomada de terras", alarmou alguns diplomatas, especialmente porque alguns países almejam assegurar a provisão agrícola para atender suas próprias populações.
O Instituto Internacional de Pesquisa de Políticas Alimentares (IFPRI), órgão sustentado por vários governos, defenderá um "código de conduta" para regulamentar os investimentos em terras cultiváveis no exterior. Os atuais investimentos em terras cultiváveis, incluindo os pendentes de aprovação final, poderiam abranger algo entre 15 milhões e 20 milhões de hectares - mais do que o dobro da terra cultivada na Alemanha.
Thursday, April 24, 2008
Nabo forrageiro, opção para cultivo no inverno
AGRONEGÓCIOS
23/04/2008 - 11:34 link: http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=37386Trata-se de uma planta muito vigorosa: em 60 dias, cobre cerca de 70% do solo; controla de forma eficaz a erosão; preserva a vida microbiana; inibe a entrada e o desenvolvimento de plantas daninhas, reduzindo, assim, o uso de herbicidas. Seu florescimento ocorre aos 80 dias após o plantio, atingindo sua plenitude aos 100-120 dias. Possui excelente capacidade de produção de massa verde.
O cultivo de um novo cultivar de nabo forrageiro – o CATI AL 1000 – como cultura de inverno vem ganhando terreno em todo o País, em razão de suas diversificadas propriedades. Seus grãos, com 40% de óleo, constituem excelente matéria-prima para a produção de biodiesel; seu sistema radicular pivotante profundo (atinge mais de 2,00m) pode ser utilizado com sucesso na escarificação e descompactação de solos.
Mais ainda: o nabo forrageiro se presta à rotação de cultura e à adubação verde e suas raízes podem ser utilizadas diretamente na alimentação animal. O CATI AL 1000 ainda é excelente para a produção de palhada para plantio direto e sua intensa florada é uma rica fonte de néctar e pólen para a criação de abelhas.
O CATI AL 1000 foi desenvolvido pelo Centro de Testes, Avaliação e Divulgação, do Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes da Secretaria de Agricultura de São Paulo.
Trata-se de uma planta muito vigorosa: em 60 dias, cobre cerca de 70% do solo; controla de forma eficaz a erosão; preserva a vida microbiana; inibe a entrada e o desenvolvimento de plantas daninhas, reduzindo, assim, o uso de herbicidas. Seu florescimento ocorre aos 80 dias após o plantio, atingindo sua plenitude aos 100-120 dias. Possui excelente capacidade de produção de massa verde.
Alternativas de uso do nabo forrageiro.: Adubação verde | Para a adubação verde, seu plantio se dá nos períodos de outono e inverno. A sua incorporação deve ser realizada no auge da sua produção vegetal e deve ser executada, preferencialmente, com rolo-faca. | Rotação de culturas | Recomendado em rotação com culturas anuais, em pomares novos ou mesmo culturas perenes, devido a sua elevada capacidade de reciclar nutrientes, principalmente nitrogênio e fósforo.| Produção de palha (PDP) | Excelente para a produção de palha para o plantio direto, devido a sua capacidade de produção de massa seca, com fácil e rápida decomposição, em função da boa relação carbono/nitrogênio (C/N). | Alimentação animal | Por suas características fenológicas, é uma alternativa de relativo valor alimentar no trato de animais, na forma de pastejo direto, ou no corte para fornecimento no cocho. A torta resultante do processo de prensagem dos grãos é usada na formulação de rações para as diversas espécies animais. | Pasto apícola | Pela intensidade e duração da florada (30 dias, em média), que se dá no inverno, é mais uma alternativa para a produção de mel de alta qualidade (mel escuro). | Para aumentar a amplitude e o tempo de florada, recomendam-se plantios sucessivos com intervalos de 15 a 20 dias. | Matéria-prima para biocombustíveis. | Seus grãos, com cerca de 40% de óleo, quando esmagados, são mais uma opção agrícola para fins energéticos. O óleo presta-se à produção de biodiesel. Já foi testado in natura e, pela sua eficiência, é usado como combustível alternativo no lugar do óleo diesel.
Recomendações básicas para o plantio.: Época de plantio: março a junho (Regiões Centro-Oeste e Sudeste| Espaçamento - 0,17 a 0,40m entrelinhas (25 sementes/m) ou a lanço | Gasto de sementes | Plantio em linhas: 4 a 12kg/ha | Plantio a lanço: misturar as sementes com calcário ou adubo fosfatado, na proporção de 1kg de sementes para 50kg.
Potencial médio de produção.: Grãos: 400 a 1.000kg/ha | Massa verde | Até 15 toneladas/ha | Massa seca | 5.000 a 8.000kg/ha
Venda de sementes.: O DSMM/CATI, como detentor da cultivar CATI AL 1000, vende sementes da categoria S2, para agricultores, e de outras categorias para multiplicação.
As sementes de nabo forrageiro estão disponíveis para venda nos Núcleos de Produção de Sementes de Ibitinga e Ataliba Leonel, em embalagens de 5kg e de 20kg. Pequenas quantidades podem, também, ser adquiridas através de Vale Postal.
. Os pedidos de sementes poderão ser efetuados ao Centro de Produção de Sementes/DSMM/CATI, em Campinas, através dos telefones (19) 3241-0001, 3743-3825 ou 3743-3829, ou através do e-mail: cps_ex@cati.sp.gov.br.
Monday, April 14, 2008
Contra as falácias em relação aos biocombustíveis promoverem a fome no mundo basta se valer deste simples exemplo vindo de MG:
O estado reduziu em 5,1% sua área de grãos, grande parte desta redução foi pela entrada da cana-de-açucar na região do Triângulo Mineiro, e ainda assim irá colher 0,3% mais grãos em 2008.
Conseguiu na última década evoluir expressivamente sua produtividade média nas suas principais culturas: milho +58%, soja +21%, feijão +44%
E o futuro? Ainda são colhidas uma produtividade média de 4,81 toneladas por hectare de milho neste ano, sendo razoável que pela adoção das tecnologias já existentes (sem sequer recorrer a irrigação ou transgenia) que se chegue a 6 ton/ha ou um avanço previsto de quase 25%!!!
E mais do que isso...ainda existem milhões de hectares de pastagens degradadas que deriam ser sim transformadas em áreas de produção intensiva de grãos, carne e madeira. Isto sim é como devemos apresentar o Brasil ao mundo, como o grande produtor que atenderá a demanda mundial por quantidade e qualidade de alimentos.
Segundo a própria EMBRAPA é possível com as tecnologias atuais dobrar nossa produção de grãos e carne sem necessidade de desmatar mais um hectare sequer, somente intensificando os sistemas já existente
Sucesso a todos,
Eng. Agr. Rafael Salerno
www.plantadiretobrasil.blogspot.com
msn: agrosalerno@hotmail.com
Skype: panda_br
Produtividade das lavouras cresce 5,7% em Minas Gerais
link: http://www.catuberlandia.com.br/1404.htm
Milho é destaque com alta de 7,5%. A produtividade da safra de grãos este ano em Minas Gerais deverá apresentar um crescimento de 5,7% em relação à colheita de 2007. A média será de 3,51 toneladas de grãos por hectare, contra 3,32 toneladas na safra passada. Os números fazem parte da última estimativa de safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Segundo o estudo, as principais culturas do estado – milho, soja e feijão – apresentam crescimento de produtividade. “O clima favorável nas principais regiões produtoras e o aumento do uso de tecnologia influenciam neste resultado”, explica o superintendente de Política e Economia Agrícola da Secretaria da Agricultura de Minas Gerais, João Ricardo Albanez.
O milho, responsável pela maior parte da área plantada com grãos em Minas, terá um crescimento de produtividade acima da média nacional. A alta deverá ser de 7,5%, passando de uma produção 4,47 toneladas por hectare em 2007, para 4,81 toneladas por hectare neste ano. “Os bons preços verificados desde o ano passado, também colaboraram para o produtor investir na melhoria da produtividade”, explica Albanez. A média de produtividade esperada para este ano, no país, é de 3,9 toneladas por hectare. Um crescimento de 6,3% em relação à safra passada.
Nas lavouras da soja, a produtividade média no estado este ano será de 2,79 toneladas por hectare. Um crescimento de 1,4% em relação ao ano passado. O aumento também supera a média nacional, que deverá ser de 0,4%. Já a produtividade média esperada com o feijão, em Minas, deve ser de 1,26 tonelada por hectare, contra 1,21 tonelada no ano passado. Uma alta de 4,1%. No Brasil, o crescimento deverá ser de 9,8%, puxado pelos bons resultados em importantes estados produtores como Paraná, Ceará e Goiás.
O aumento da produtividade estadual vai compensar a redução, neste ano, da área plantada com grãos em Minas, que foi de 5,1%. “Houve produtores que trocaram a cultura de grãos por outras atividades, entre elas o plantio da cana-de-açúcar. Mas, no final das contas, por causa da produtividade, vamos ter um acréscimo de aproximadamente 0,3% na produção total de grãos no estado, em comparação com o ano passado”, explica Albanez. A safra mineira de grãos colhida este ano está estimada em 9,8 milhões de toneladas.
Dez anos de evolução
Estudos do IBGE indicam que a produtividade nas lavouras de Minas Gerais cresceu significativamente nas últimas dez safras. Em 1999, as lavouras de milho do estado tinham uma produtividade de 3,04 toneladas por hectare. Comparando com a estimativa da safra de 2008, o crescimento será de 58%. A soja, que há dez anos apresentava uma produtividade de 2,32 toneladas por hectare, apresenta evolução de 21% no período. Já a produtividade média das lavouras de feijão cresceu 44% nos últimos dez anos. Em 1999, a produção por hectare em Minas Gerais era de 839 quilos.
Fonte: Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento – SEAPA
Tuesday, March 25, 2008
ESALQ promove I Simpósio de Integração Lavoura-Pecuária
Durante o acontecimento, os participantes terão oportunidade de perceber que as propriedades agrícolas, em geral, necessitam de alternativas que possam intensificar o uso da terra e aumentar a sustentabilidade dos sistemas de produção com melhoria da renda.
A integração lavoura-pecuária (ILP) consiste na diversificação, rotação, consorciação e/ou sucessão de atividades de agricultura e de pecuária dentro da propriedade rural de forma harmônica, constituindo um mesmo sistema, de tal maneira que há benefícios para ambas como maximizar racionalmente o uso da terra, da infra-estrutura e da mão-de-obra, diversificar e verticalizar a produção, minimizar custos e diluir os riscos.
Coordenado pela pesquisadora Patrícia Menezes dos Santos (Embrapa), Raul Machado Neto, Carlos Guilherme Silveira Pedreira e Luiz Gustavo Nússio, docentes da ESALQ, o simpósio reunirá palestrantes da Andef, Embrapa, Fazenda Experimental Coamo, Projepec Consultoria Agropecuária, Unesp Botucatu e da própria ESALQ.
O investimento para participação do evento, com atividades durante os dois dias, das 08h00 às 18h00, será de R$ 50,00 (estudantes) e R$ 100,00 (profissionais).
Informações e inscrições pelos telefones (19) 3417-6604 ou 3417-6601, pelo site www.fealq.org.br ou e-mail cdt@fealq.org.br .
Integração Lavoura e Pecuária tem dias de campo em Goiás
PROGRAMAÇÃO
DIA 27 DE MARÇO
Público: Autoridades, produtores rurais, empresas e imprensa
08h30 – Café da manhã Cadastramento dos convidados
09h – Palestra de Abertura Engenheiro Agrônomo Alysson Paulinelli
Ex – Ministro da Agricultura
09h30 – Depoimentos Ricardo Merola Fazenda Santa Fé
Cesário Ramalho Presidente da Sociedade Rural Brasileira
10h – Palestra Técnica Embrapa
10h30 – Visita às estações de campo
12h10 – Encerramento do programa técnico
12h30 – Almoço de Confraternização
DIA 28 DE MARÇO
Público: Produtores rurais, técnicos e estudantes0
8h30 – Café da manhã Cadastramento dos convidados
09h – Palestra de Abertura09h30 – Depoimento Ricardo Merola Fazenda Santa Fé
10h – Palestra Técnica Embrapa
10h30 – Visita às estações de campo
12h10 – Encerramento do programa técnico
12h30 – Almoço de Confraternização
FONTEEmbrapa Arroz e FeijãoRodrigo Peixoto - JornalistaTelefone: (62) 3533-2108
Wednesday, March 19, 2008
2º Ato comemorativo pelo Dia Nacional da Conservação do Solo
2º Ato comemorativo pelo Dia Nacional da Conservação do Solo.
Evento de extensão para comemoração, sensibilização e difusão de tecnologia sobre conservação do solo, promovido pelo Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CETEC) e pelo Centro de Ciências Agrárias, Biológicas e Ambientais (CCAAB) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).
O evento terá novamente por finalidade a reflexão sobre a conservação dos solos e a necessidade de ações de planejamento do uso e manejo deste recurso, por meio do emprego de tecnologias apropriadas aos diferentes ambientes de produção, viabilizando, assim, a manutenção e melhoria da sua capacidade produtiva, propiciando a produção de alimentos de forma sustentável. A UFRB está localizada no Recôncavo da Bahia, região dos Tabuleiros Costeiros caracterizada por solos coesos e com limitações para uso agrícola.
A falta de informação dos produtores quanto às questões de uso, manejo, conservação e recuperação dos solos inerentes às atividades de exploração agropecuária e adequadas às características regionais resultam em baixas produções, erosão, perda de solo e consequentemente degradação dos ambientes de produção. Portanto, se faz necessário um trabalho de sensibilização junto aos futuros profissionais das áreas de ciências agrárias, biológicas e ambientais, representantes da sociedade e profissionais da área sobre a necessidade de preservar efetivamente o único bem que o produtor possui o “solo”, é preciso perenizar este recurso por meio da aplicação e da adoção de tecnologias e metodologias mais eficientes no que diz respeito à conservação e consequentemente ao incremento da produtividade.
Esta edição do ato comemorativo tem intuito de dar continuidade às discussões acerca de assuntos relacionados à sustentabilidade regional, principalmente com o objetivo de sensibilizar a sociedade, profissionais e alunos sobre a importância da conservação do solo e da água. Pretende-se, também, com o evento obter diretrizes para nortear ações conjuntas entre a sociedade e as instituições para ações de conservação. A abordagem temática desse ano será sobre as ferramentas para gestão do recurso solo e as oportunidades para implantação do sistema de Integração Lavoura-Pecuária em pequenas propriedades.
Local do evento: Campus Universitário de Cruz das Almas – UFRB. Data da realização: 15 de abril de 2.008.
Público alvo: Estudantes de agronomia, zootecnia, engenharia florestal, engenharia sanitária e ambiental, profissionais, instituições, associações e produtores rurais.
Programação do evento:
Abertura – Apresentação do representante da Fundação Agrisus.
Aula 1. “Gestão sustentável do recurso solo: Planejamento Agroambiental”.
Responsável – Jener Fernando Leite de Moraes. Eng. Agrônomo, mestrado e doutorado em Ciências, pelo Centro de Energia Nuclear na Agricultura, CENA/USP. Pesquisador Científico do Instituto Agronômico de Campinas e professor do curso de Mestrado em Agricultura Tropical e Sub-tropical, do mesmo Instituto. Atuação: Geoprocessamento, com ênfase em Diagnóstico do Meio Físico e Planejamento Agroambiental de bacias hidrográficas, principalmente nos temas: agricultura e meio ambiente, zoneamentos e sensoriamento remoto.
Aula 2. “O Estado da Arte da conservação do solo no Recôncavo da Bahia”
Responsável – José Fernandes de Melo Filho Eng. Agrônomo, mestrado e doutorado em Solos e Nutrição de Plantas (UFC e ESALQ/USP). Professor Adjunto da UFRB, Coordenação de Ensino e Integração Acadêmica e responsável pela disciplina Manejo e Conservação do Solo e Água e Manejo e Conservação de Solos Tropicais. Atuação: Conservação do solo e água; Manejo e qualidade do solo em sistemas agrícolas; estudo de plantas de cobertura e adubação verde.
Aula 3. “O programa de Integração Lavoura - Pecuária do MAPA”
Responsável – Dr. Maurício Carvalho de Oliveira - DEPROS/SDC/MAPA Eng. Agrônomo, Departamento do Sistema de Produção e Sustentabilidade - Depros do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Atuação: Integração lavoura – pecuária.
Aula 4.” Utilização do sistema plantio direto na renovação das pastagens”
Responsável – Rafael Augusto Salerno Engenheiro agrônomo, com especialização em fertilidade de solos pela Universidade Federal de Lavras. Trabalhou na Associação de Plantio Direto no Cerrado, coordenando o Projeto "Guardiões da Nossa Água" APDC/Petrobrás no estado de Minas Gerais/BR. Trabalhou como consultor-assistente no Depto de Agronomia da Purdue University/USA. Atuação: Plantio direto, integração lavoura-pecuária em pequenas propriedades e organização do sitema de produção.
CONVITE: DIA DE CAMPO em ILP 28/03/08, Fazenda São Paulo II, Bonfinópolis/MG
Paracatu, 31 de janeiro de 2008.
Senhores,
Dando seqüência aos trabalhos de difusão da tecnologia ILP desenvolvidos em Minas Gerais pela EMBRAPA, EMATER, APDC, o MAPA e os parceiros do Projeto ILP – Secretaria Municipal de Agricultura de Unaí, Secretaria Municipal de Agricultura de Bonfinópolis, Campo, Plantar e Fazendas São Paulo, vêm convidá-lo a participar do DIA DE CAMPO em ILP, a ser realizado na Fazenda São Paulo II, Estrada Bonfinópolis km 50 - Bonfinópolis / MG.
Dia 28 de março
Horário: 8:00
Programação:
ABERTURA – Autoridades presentes
1ª ESTAÇÃO: Plantio de Milho com Brachiaria - Professor Luiz Adriano - PLANTAR / FACTU
- Mauricio Carvalho -MAPA / Ronaldo Trecenti - CAMPO
2ª ESTAÇÃO: Plantio de Sorgo Safrinha com pastagem para Silagem sobre Feijão - Dr. Ramon Alvarenga - EMBRAPA Milho e Sorgo
3ª ESTAÇÃO: Pastagem melhorada advinda de área de ILP - Dr. Lourival Vilela - EMBRAPA Cerrados
ENCERRAMENTO – Fazenda São Paulo e Autoridades
ALMOÇO -
Suíno à Paraguaia - Uma especialidade e oferta das Fazendas São Paulo, que tem entre suas atividades a produção integrada de suínos de qualidade.
Luiz Antonio Soave
Campo Minas Gerais
Escritório de Paracatu
38 3671 4777
Tuesday, February 26, 2008
Rapina ambiental
Rapina ambiental
(Xico Graziano)
Todos estão certos, ninguém tem razão. Assim se parece a discussão sobre o desmatamento na Amazônia. Dados desencontrados, governo perdido, acusações múltiplas. A hiléia sucumbe na incompetência coletiva.O assunto começou a embaralhar a opinião pública quando, há dois anos, numa jogada política, o Ministério do Meio Ambiente declarou que a queda no desmatamento, então apontado, era obra do seu governo. Não era crível. Analistas da matéria, incluindo boas organizações ambientalistas, sabedoras da inépcia governamental, creditavam o arrefecimento da devastação à crise da agropecuária.Na época, a arroba do boi amargava o pior preço em 30 anos. Os parlamentares ruralistas defendiam, na Câmara dos Deputados, a criação da CPI da carne, para averiguar a formação de cartel entre os frigoríficos. Na soja, a quebradeira era geral, motivada pela sucessiva queda do dólar. Por duas vezes seguidas, os agricultores semearam a safra com câmbio melhor, colhendo a produção em pior situação, estraçalhando sua renda. Em Mato Grosso, o custo do frete e os buracos nas rodovias recomendavam nem plantar.Segundo afirmava Marina Silva, porém, o ciclo da agropecuária era irrelevante. "Fomos nós", assegurava a Ministra, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) à frente, Polícia Federal atrás, posando de heroína. O desmatamento estava sendo controlado "como nunca na história deste país"... Uma chatice.
Agora que aumentou o fogaréu, virou no avesso o argumento. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), antes impoluto, se vê desacreditado pelo governo. E a culpa da desgraceira recai, vejam só, sobre o boi e a soja. Quando a notícia é positiva, sorte, a responsabilidade cabe ao governo federal. Piora o quadro, azar, lavam-se as mãos, culpa da agropecuária. Política da lorota.A virtude, sempre, mora no meio. É certo que medidas positivas de fiscalização se implementaram, a começar das malfadadas guias florestais, substituídas por sistema eletrônico no comércio de madeiras. Sabe-se que muita sem-vergonhice ainda se esconde por detrás desse famigerado mercado de toras. Mas melhorou, sem dúvida, o controle público.É igualmente inegável que a expansão das pastagens e da sojicultura pode acelerar o desmatamento. A "moratória da soja", porém, pacto assinado entre grandes traders (que comercializam 92% da leguminosa do País) e entidades ambientalistas, Greenpeace à frente, amainou o estrago. Quem plantou soja em terrenos desmatados, após julho de 2006, dificilmente encontrará bom comprador.
Quem é do ramo sabe que, normalmente, após a derrubada da mata virgem surge a pastagem. O solo recém-desbravado impede a mecanização. Muita gente planta arroz ou milho, espécies gramíneas como o pasto, para "abrir" o terreno, ainda cheio de tocos e raizame. Somente no cerrado amazônico a lavoura de soja se instala de imediato.Processo distinto ocorre na floresta úmida e densa. Como se sabe, a Amazônia legal, uma invenção dos militares, define um território maior que o "bioma Amazônia". A região de Rondonópolis (MT), por exemplo, conta na Amazônia, mas é dominada pelo cerrado. Cuidado com os conceitos.
Na floresta densa, ao contrário do cerrado, a rapina ambiental chega muito antes da agropecuária. Entender esse ponto é fundamental. Quando vem a derrubada, em corte raso, as serrarias já extraíram a melhor madeira de lei. Primeiro, caem as cobiçadas árvores de mogno, ipê e cedro. Depois, deitam o jatobá e a maçaranduba. Tudo escondido.O crime ecológico, quando detectado pelo satélite do Inpe, estoura na mídia e bate na cara do agricultor, mas apenas resvala nos verdadeiros ladrões da floresta. Aqui, no comércio da valiosa madeira, reside a origem do problema. Ou se enfrenta a lógica dessa economia perversa ou nada restará da floresta amazônica.Esse processo histórico, um conluio entre o poder público e o privado, madeireiros e proprietários rurais, posseiros e assentados de reforma agrária, exige duas formas de controle: primeira, a fiscalização do transporte, vistoriando os caminhões nas rodovias que partem da Região Norte. As cargas são volumosas, notórias. A polícia, armada nas barreiras, não pega ladroagem se não quiser.Segunda, urge reduzir o uso da madeira de lei na construção civil, substituindo-a por floresta plantada (pinus e eucalipto) na confecção de telhados e que tais. São Paulo consome 15% do rico lenho extraído da Amazônia. Nos tempos de aquecimento global, esse costume, quase uma adoração, pelo uso da madeira de lei, inclusive na movelaria, precisa ser repensado. Gosto antigo, oligárquico.Calma. Para liquidar o assunto falta ainda burilar num dogma: a legislação agrária do País continua confundindo floresta com terra improdutiva. Resultado: para escapar da reforma agrária, ao adquirir uma mata virgem, o proprietário manda derrubar, rápido, tudo o que puder. Vem sendo assim desde os anos 60, com o Estatuto da Terra.Ora, os tempos mudaram. Terra de onça não pode ser sinônimo de latifúndio. É verdade que, averbando a Reserva Legal à margem da escritura, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) fica impedido de considerá-la improdutiva. Nesse caso, a área preservada fica exposta, sem perdão, aos invasores de terra. Triste sina.
A corrente da devastação somente se inverterá quando um pedaço de floresta, mantido em pé, valer mais que tombado. A equação é complexa, dispensa raciocínio fácil. Um dia a sociedade vai premiar, e não castigar, a conservação ambiental.
Xico Graziano, agrônomo, é secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.
E-mail: xico@xicograziano.com.br
Site: www.xicograziano.com.br
Thursday, December 27, 2007
Censo Agropecuário de 2006 mostram que a área de lavouras no país aumentou 83,5% em relação ao Censo de 1996
http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1064&id_pagina=1
Os resultados preliminares1 do Censo Agropecuário de 2006 mostram que a área de lavouras no país aumentou 83,5% em relação ao Censo de 1996, enquanto a de pastagens reduziu-se em aproximadamente 3,0%, confirmando um modelo de desenvolvimento do setor com expansão das fronteiras agrícolas . Na Região Norte, foi verificado o maior aumento relativo na área de lavoura 2, 275,6%. Os menores incrementos foram observados no Sudeste (50,0%) e no Sul (48,8%), Regiões de ocupação mais consolidada. Num patamar intermediário, estão as Regiões Centro-Oeste (95,6%) e Nordeste (114,7%). Especialmente no Nordeste, o crescimento de 114,7% verificado na área de lavoura pode ter decorrido de mudanças metodológicas entre os dois Censos. O Censo aponta, também, substituição das áreas de pastagem por lavouras, na década 1996-2006, em razão da progressiva inserção do país no mercado mundial de produção de grãos (especialmente a soja) e da intensificação da pecuária. Os outros grandes números indicam, na década 1996-2006, aumento de 7,1% no número de estabelecimentos agropecuários, redução de 8,5% do pessoal ocupado e aumento dos principais rebanhos: bovinos (11,0%), suínos (14,9%) e aves (73,2%). A divulgação dos resultados definitivos está prevista para outubro de 2008.
O Censo verificou crescimento da participação relativa da área de lavoura em relação às áreas de pastagem e florestas que, em 1970, era de 4,5; em 1995, 4,2; e passou para 2,2 em 2006. Vale destacar que, embora os resultados sejam preliminares, a alteração de patamar na relação entre área de lavouras e área de pastagens é muito significativa e representa uma grande mudança na utilização das terras do país.
Nota do Blog: Cresceram também as áreas de floresta e Mata Nativa!
Tuesday, December 04, 2007
Stephanes reitera que biocombustíveis não prejudicam produção de alimentos
O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, garantiu que a produção de biocombustíveis não prejudicará a produção de alimentos no país, nesta segunda-feira (03-12), durante o encontro “Conversa com jornalistas”, na Superintendência Federal de Agricultura, em São Paulo. Ele explicou que a Floresta Amazônica ocupa mais de 42% do território nacional, ou 360 milhões de hectares, enquanto as culturas anuais abrangem apenas 6%, ou 50 milhões de hectares, e as áreas de pastagens chegam a 210 milhões de hectares. “Para produzir açúcar e álcool, o país utiliza 6,5 milhões de hectares, área que pode chegar a 10 milhões de hectares, sem derrubar nenhuma árvore”, disse Stephanes. Ele lembrou que a Embrapa está elaborando o zoneamento para a cultura de cana-de-açúcar, para identificar áreas indicadas, não indicadas e aquelas restritivas ao cultivo, como a Amazônia, o Pantanal e a Mata Atlântica. Segundo o ministro, uma possível compatibilização de áreas de pastagens, onde um aumento de lotação bovina por hectare liberaria espaço para o cultivo da cana, que seria plantada, também, em áreas já degradadas, que somam mais de três milhões de hectares. Reinhold Stephanes destacou o crescimento positivo do agronegócio brasileiro, cujas exportações evoluíram de US$ 19 bilhões, em 2000, para US$ 46 bilhões neste ano, com a liderança em setores como os de carnes, soja, açúcar e café. “Só as exportações de frango já cresceram mais de 20% este ano”, adiantou. Os pesquisadores da Embrapa, Décio Luiz Gazzoni, e Frederico Duraes, participaram do encontro e falaram sobre produção de energia e alimentos e desenvolvimento e inovação em etanol.
Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Autor: Assessoria de Imprensa
Sunday, December 02, 2007
Thursday, November 15, 2007
In-field verification of residue cover at ACRE
(Ps.: He was not walking on moon... ;)
Verificação a campo da cobertura do solo na fazenda experimental da Purdue University, trabalho coordenado pelo Dr. Craig Daughtry, USDA-Beltsville e Profa. Dra. Melba Crawford. Esta verificação a campo é para comparar com imagens aéreas e de satelite de plantio direto, subsolagem e gradagem.
(Obs.: Não é um astronauta andando na lua, é que estava muito frio mesmo!)
Tuesday, November 06, 2007
Brazilian technology for agriculture in Africa
http://www.fao.org/ag/magazine/0703sp1.htm
The objective is to boost agricultural production by optimizing the use of farm labour and helping reduce widespread land degradation
A new FAO project in Kenya and the United Republic of Tanzania is forging links between farming communities and Brazilian firms specialized in production of equipment used in conservation agriculture (CA). The objective of that South-South cooperation is to boost agricultural production in both countries by encouraging a shift to CA techniques, which optimize the use of farm labour and could also help reduce widespread land degradation.
Under the three-year, Germany-funded project, up to 4,000 farmers are to be trained through participatory field schools in conservation agriculture practices, including reduced or no-tillage (NT) and the use of permanent soil cover (see box below).
Three principles...
Conservation agriculture encompasses a set of complementary agricultural practices based on three principles:minimal soil disturbance through reduced or no-tillage in order to preserve soil organic matterpermanent soil cover (cover crops, residues and mulches) to protect the soil and suppress weeds without need for chemical herbicidesdiversified crop rotations and associations, which promote soil micro-organisms and disrupt plant pests and diseases Since dedicated CA implements - such as knife-rollers and direct seeders - are not widely available, the project will take Kenyans and Tanzanians to Brazil to study CA technologies and will design strategies for developing a sustainable equipment supply chain in the subregion. Lessons learned will be "up-scaled" and disseminated throughout Africa.
Development pathway. FAO says conservation agriculture offers Kenyan and Tanzanian farmers a pathway to sustainable agriculture and rural development, which hinges on sustainable land management and better use of available farm labour.
In Tanzania, where the economy is based mainly on small-scale farming and livestock, an estimated 44 percent of the rural population lives below the poverty line. In neighbouring Kenya, the incidence of rural poverty is around 50 percent, despite strong recent growth in the farm sector. In both countries, land degradation is a major constraint on the productivity of labour and other external inputs. In addition, farming communities have been seriously weakened by migration to urban areas, the rapid spread of the HIV/AIDS, and the persistence of debilitating diseases such as malaria. The reduction in farm labour availability is forcing farmers to abandon traditional methods of land preparation and other farm operations, and many now plant seed directly into unprepared land immediately after the onset of wet season rains.
CA equipment, in brief
In Brazil, conservation agriculture implements are used in three basic farm operations: Crop residue management, which aims at making the soil surface suitable for new crops by protecting it with biomass from the previous crop. Hoes, slashers, knife-rollers (above) and modified disk harrows are used to chop the biomass which, as it decomposes, reduces weeds and the need for herbicides. Seeding. No-tillage seeders cut into the biomass covering, open a groove in the soil, inject seed and fertilizer, then cover and pack them with earth. Various models are available: hand-held "jab" planters, seeders drawn by oxen or horses, and multiple-row seeders (above) with a seat for the operator. Weed management. Although knapsack and animal-drawn sprayers are sometimes used for controlling weeds, a simpler - and safer - alternative for small farmers are "weed wipers" (above). "While farmers and extensionists often regard such practices as a poor way of farming, planting without ploughing uses less human labour and animal power," says Josef Kienzle, of FAO's Agricultural and Food Engineering Technologies Service. "So, far from being a 'coping mechanism', no-tillage cultivation has the potential - if carried out in conjunction with other appropriate agronomic practices - to become an important part of strategies to improve food production and stabilize threatened rural livelihoods."
The benefits of no-tillage on small farms are well known in Brazil, which has pioneered conservation agriculture in tropical and subtropical farming systems. The first prototype NT seeder and a prototype knife-roller for residue management were designed in 1985 by Agronomic Institute of Paraná State (IAPAR). Research over the following years bore fruit in 1992, when the Paraná government launched a large-scale evaluation of CA systems and ordered 50 seeders and other equipment from a local manufacturer.
With that political backing, and the support of government and private extension services, other small industries began producing CA equipment and developing new designs tailored to different types of soil, crops and animals. Direct seeding was soon recognized as an excellent means of natural resource conservation, which attracted financial support from the federal government for a programme that encouraged farmers to adopt the innovations.
Economic advantages. Evaluations have confirmed the economic advantages of no-tillage over conventional tillage systems. Trials conducted between 1997 and 1999 showed that the maize yields of no-tillage farmers were 3.5% higher and overall income 11.3% higher. "The most striking differences were observed for returns to labour," says IAPAR's Fátima dos Santos Ribeiro. "Since it requires less labour and distributes labour inputs more evenly across the year, no-tillage systems have a clear advantage."
One study in Brazil's Central-Southern region found that bean production required around 140 hours of labour per hectare using no-tillage methods, compared to 190 h/ha under conventional tillage. In fact, surveys show that, for farmers, the reduction in labour requirements is the most important benefit of no-tillage, ahead of erosion control and even yield increases.
To transfer and adapt that experience to East Africa, the new FAO project will build on the achievements of a pilot CA programme in Kenya and Tanzania, implemented between 2004 and 2006, that created 90 Farmer Field Schools to train farmers and extensionists in CA and sustainable land management. As part of that programme, FAO helped procure a limited quantity of CA equipment from southern Brazil manufacturers.
African Conservation Tillage
FAO's regional partner in the Kenya-Tanzania conservation agriculture project is the African Conservation Tillage (ACT) Network, a Nairobi-based association of farmers, input and machinery manufacturers and suppliers, researchers and extensionists. Founded in 2000 with GTZ support, the network promotes CA as a means of improving food security and rural livelihoods in the region. See the ACT website..."In this new phase," says Josef Kienzle, "we will be facilitating the creation of a further 200 field schools, and Brazil has now become a full development partner. An important aim is to help East African equipment manufacturers learn more about Brazilian experience in building a self-sustaining input supply chain for CA equipment, and to promote direct private sector and dealer relationships between Brazil and East Africa."
After an initial study visit by Kenyan and Tanzanian farmers, equipment manufacturers and suppliers to Brazil, Brazilian manufacturers will tour East Africa to gain first-hand knowledge of the small farm sector and the equipment supply chain, with an eye to developing collaborative ventures. The project will explore different approaches to no-till equipment supply in Africa, ranging from direct importation, local assembly and local manufacturing with imported components, to full local production and joint ventures.
More on the Conservation Agriculture for Sustainable Agriculture and Rural Development project in Kenya and Tanzania
Visit FAO's Conservation agriculture website
See also in Spotlight: Conservation agriculture, Zero tillage and "Cover crops" save soil in Brazil Published March 2007
Sunday, October 28, 2007
Viagem de Campo da disciplina de pedologia na Purdue University
Viagem de Campo da disciplina de pedologia na Purdue University
Pedology field trip on Purdue University
Purdue University soil classification field trip (III)
Purdue University soil classification field trip (II)
Purdue University soil classification field trip
Tuesday, October 02, 2007
Reforma Agrária conforme o MST pretende dá nisso:
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,AA1346803-5602,00.html
HARARE - O Governo do Zimbábue começou a arrendar terras para tentar remediar a caótica reforma agrária que começou há seis anos, mas os especialistas acham que a medida será insuficiente.
O presidente Robert Mugabe, que está no poder desde a independência do Zimbábue, em 1980, começou a entregar terras na quinta-feira passada a novos fazendeiros com um contrato de aluguel de 99 anos. Ele destacou o sentido patriótico dos bancos para incentivar o programa.
"Este momento anuncia uma nova era, que exige um compromisso do setor financeiro. Os bancos e as instituições financeiras devem começar a elaborar programas de apoio à agricultura, como antes da independência", disse Mugabe.
Zimbábue atravessa a pior crise econômica de sua história. Uma das razões apontadas é a reforma agrária, anunciada em 2000, que representou o confisco de milhares de fazendas comerciais, a maioria delas pertencente a brancos.
Antes da reforma havia cerca de 4 mil proprietários brancos de fazendas comerciais. Hoje, são menos de 500. No ano passado, Mugabe reconheceu que só 44% das terras desapropriadas estavam sendo cultivadas(nos assentamentos do INCRA é menos do que isso!Rafael...).
Com a crise, a agricultura do Zimbábue, que era considerado "o celeiro da África", entrou em colapso. Cerca de 5 milhões de habitantes dependem hoje de ajuda externa para se alimentar. A produção agrária caiu 60% desde 2001.
O arrendamento anunciado na quinta-feira por Mugabe beneficia por enquanto 100 fazendeiros. Seis deles são brancos e ex-proprietários.
"É um passo na direção certa", disse hoje à Efe o economista Eric Bloch, da cidade de Bulawayo, no sul do país. "Mas é só uma das necessidades do setor agrícola", acrescentou.
Na opinião do especialista, os novos títulos devem ser entregues a agricultores genuínos, preparados para trabalhar a terra, "e não a gente que só tem as conexões políticas adequadas".
Ele também apontou dificuldades como a disponibilidade de combustível para a maquinaria, uma das grandes carências do país, assim como a eletricidade e os sistemas de irrigação.
Os críticos da reforma agrária acusam Mugabe de ter beneficiado gente que despreparada, que usou suas propriedades para descansar nos fins de semana enquanto o país passava fome.
Mugabe, de 82 anos, negou que seus amigos tenham sido os principais beneficiários da reforma agrária, que defende como necessária para resolver as injustiças originadas na época colonial, quando a propriedade era majoritariamente branca.
O país importa comida desde 2001, fundamentalmente porque os novos proprietários negros tem sido incapazes de conseguir níveis de produção parecidos com os dos antigos donos brancos.
Mas Mugabe atribui a falta de produtos agrícolas à seca que afeta o país há vários anos. Os agricultores se queixam da falta de matérias-primas, como sementes e adubos.
"Os arrendamentos são importantes, mas acho que o fator que preocupa mais é a cláusula que diz que o Governo pode dar ao fazendeiro um aviso com três anos de antecipação para cancelar o arrendamento", afirmou o economista James Jowa, de Harare.
No ano passado, o Parlamento modificou a Constituição para transformar todas as terras agrícolas em propriedade do Estado. A decisão, muito criticada, tem afastado os investimentos estrangeiros no setor.
Sunday, September 30, 2007
Controle Biológico Natural
Monday, September 24, 2007
Thursday, October 26, 2006
Consorciação de madeira com grãos
Vanderley Porfírio da SilvaEngenheiro agrônomo, Mestre em Agroecossistemas, Pesquisador em Sistemas Silvipastoris da Embrapa Florestasporfirio@cnpf.embrapa.br
Muitos cientistas, técnicos, políticos, responsáveis por agências financiadoras e formadores de opinião acreditam que a única solução para alimentar a população mundial crescente é uma agricultura intensiva que use os insumos industriais, a mecanização e os recursos biotecnológicos. Este modelo, quando posto em prática em regiões e territórios onde os níveis educacionais e de poupança são baixos, a força da cultura local é intensa e as possibilidades de contato e uso das inovações biotecnológicas são reduzidas, ao invés de trazer os benefícios esperados, tem causado significativas perdas das florestas e dos solos, em virtude da derrubada e queima e da mecanização intensiva, que provoca erosão, desertificação, salinização e outros processos de degradação ambiental.
No Brasil, esta situação agravou-se com os problemas ocasionados pelos extrativismos mineral e vegetal e pela construção de hidrelétricas. De certa maneira, este agravamento ocorreu também pelo não reconhecimento da influência da agricultura familiar na produção agropecuária brasileira.
A insensata devastação das florestas naturais para os mais diversos usos, em algumas regiões brasileiras, reduziu a oferta de madeira a ponto de não mais atender a demanda dessas regiões. Além disso, tem acentuado as secas, intensificado as erosões e aumentado o assoreamento de cursos d’água e a ocorrência das enchentes.
Em muitos Estados brasileiros tem-se constatado uma deficiência de madeira, tanto para energia quanto para serrarias. São também inúmeras as áreas com o potencial para uso agrícola diminuído por mau uso, muitas delas em estado de degradação. Em função dessa situação, a defesa do meio ambiente tem sido um dos temas mais debatidos nas discussões que visam estabelecer um padrão de desenvolvimento agrícola para este milênio.
A partir da busca atual de novos padrões de agricultura, o componente florestal tem adquirido substancial importância. Os esforços desenvolvidos para implementação de programas de reflorestamento e florestamento com perspectiva de desenvolvimento sustentado dos setores agrícola e florestal e de seus principais atores, os produtores rurais, têm sido grandes. Todavia, tem sido muito difícil, para os profissionais das ciências agrárias, comprovar que os benefícios da floresta e das árvores são de importância imediata para aqueles que vivem nela ou em torno dela. Por isto, as atividades florestais têm sido forçadas a ocupar sítios cada vez mais marginais.
Um dos principais entraves tem sido o fato de que a maioria dos produtores descarta o plantio de árvores em sua propriedade, pelo fato das mesmas lhes tirarem áreas destinadas à agricultura ou à pecuária. Em função disso, a agrofloresta, e dentro dela os sistemas agroflorestais (SAFs), poderão ser de grande importância. Os SAFs, que são sistemas de manejo que aumentam o rendimento sustentado da terra por combinar de forma simultânea e deliberada a produção de espécies lenhosas com atividades agrícolas ou pastoris na mesma unidade de terreno, considerando a experiência e as necessidades da população local e do mercado, apresentam várias vantagens frente aos sistemas monoculturais. Dentre elas, destacam-se a utilização mais eficiente do espaço, a redução efetiva da erosão, a sustentabilidade da produção e o estímulo à economia de produção, com base participativa.
Projetos agroflorestais, em terras hoje ocupadas com sistemas de monocultivo, poderão ser numa boa opção para a oferta simultânea de madeira, alimentos e outros bens. Eles poderão beneficiar empresários florestais, diminuindo os custos de implantação e de manutenção inicial de seus povoamentos, com a receita produzida pelo cultivo intercalar, bem como os agricultores, garantindo condições ambientais mais propícias para suas lavouras e um suprimento de madeira para uso próprio ou para comércio. Além disto, o plantio de árvores em lavouras constitui uma forma de reposição, embora diminuta, da cobertura florestal destruída durante o avanço da fronteira agrícola.
Uma avaliação econômica do uso de sistemas agroflorestais (SAFs) no programa de plantio de eucalipto no Norte Pioneiro do Estado do Paraná mostrou resultados altamente favoráveis.
Igualmente aos plantios florestais, os SAFs resultam em uma outra vantagem, que é a de resistir muito mais a alguns problemas climáticos. Produtores dos Estados do sul do Brasil com propriedades agroflorestais que plantaram culturas de ciclo curto e também erva-mate e/ou espécies florestais associadas a culturas agrícolas de ciclo curto, do ponto de vista econômico sofreram muito menos os problemas da última seca. Além disso, o componente florestal pode funcionar como uma poupança verde.
Partindo-se deste conhecimento, pode-se afirmar que os sistemas agroflorestais se constituem numa alternativa interessante para implementação na região, embora sejam escassos os conhecimentos sobre sua utilização atual e potencial. Essa escassez de informações tem dificultado sua difusão pela extensão rural e pelas cooperativas existentes.
As instituições de pesquisa, portanto, têm uma excelente oportunidade de contribuir com a melhoria do padrão ambiental da agricultura brasileira, organizando e divulgando os conhecimentos sobre tecnologias (espécies de uso múltiplo para plantios como componentes de SAFs, por exemplo), práticas (plantio em aléia, quebra-ventos, dentre outras) e sistemas agroflorestais silviagrícolas (árvores e/ou arbustos com culturas agrícolas).
Monday, September 04, 2006
Região de Votuporanga aposta em plantio direto com integração
S.J.Rio Preto-SP 04.09.2006
Agricultores vão receber orientação em evento nos dias 18 e 19 com técnicos de Brasília
A região de Votuporanga vai aprimorar a atividade de produtores rurais que já trabalham com sistema de plantio direto. Para isso, a regional da Cati em Votuporanga, a Casa da Agricultura de Cardoso e o Pólo Noroeste da Apta (Agência Paulista de Tecnologai em Agronegócios) vão trazer técnicos da APDC (Associação de Plantio Direto no Cerrado), com sede em Brasília, para orientar agricultores locais. Segundo o engenheiro agrônomo da Casa da Agricultura de Cardoso, Gerson Cazentini Filho, um evento está programado para os dias 18 e 19, sobre “Integração Lavoura e Pecuária e Meio Ambiente”, no Sindicato Rural de Cardoso. Na programação, os produtores vão receber embasamento técnico em plantio direto, gestão de águas e integração lavoura, plantio direto e pecuária. O agrônomo explica que os técnicos também vão prestar orientações sobre como formatar um CAT (Clube Amigos da Terra), instituição que pode facilitar a organização dos agricultores na hora de obter informações. Segundo Cazentini, a utilização da palha da pastagem é fundamental para o sistema de integração com plantio direto. Por essa técnica, após o plantio do milho, por exemplo, são jogadas sementes de capim. Assim, a formação da lavoura é simultânea à da pastagem. Após a colheita do grão, o pasto está formado, permitindo a atividade pecuária. O agrônomo afirma que a maioria dos produtores que utiliza o sistema de plantio direto hoje adota rotação de cultura. A idéia, diz ele, é preconizar a integração para diminuir os riscos que a safrinha acarreta, já que a região é caracterizada por verão chuvoso e inverno seco. “Com a integração, as duas culturas se desenvolvem sem concorrer entre si. Quando o produtor colhe o milho o capim já está desenvolvido.”Sistema traz vantagensSegundo o engenheiro agrônomo da Casa da Agricultura de Cardoso, Gerson Cazentini Filho, a principal vantagem do sistema de plantio direto é a não remoção do solo. “O combustível do processo é a palha do capim, que é dissecado com o uso de herbicidas”, diz ele. O agrônomo explica que a palha fica no solo e serve de matéria orgânica. “Com o sistema, há acúmulo de matéria orgânica, que vai ocasionar acúmulo de fertilidade no solo com o passar dos anos”, afirma. Cazentini observa que a integração do sistema com a pecuária vai dar uma segurança maior ao produtor, já que o capim não vai trazer os riscos da cultura de safrinha. Ele explica que as palestras dos dias 18 e 19 serão direcionadas a produtores que já atuam com o sistema. Serão cerca de 30 vagas. Os interessados devem confirmar presença pelo (17) 3453-1310, com Zélia.Projeto vai estudar práticaA unidade de pesquisa de Mirassol da Apta Regional Centro-Norte vai sediar um projeto de integração lavoura e pecuária em sistema de plantio direto, junto com as unidades de Votuporanga e Pindorama. O projeto já foi aprovado e deve ser implantando neste ano. Na unidade em Mirassol, vai ocupar área de 24 hectares, formada com braquiária decumbens. A integração lavoura e pecuária com plantio direto é mais utilizada em Estados como Mato Grosso e Goiás. O objetivo do estudo é avaliar resultados do sistema com diferentes freqüências de plantio de lavoura de milho. A pesquisa levará seis anos e vai avaliar seis sistemas de produção diferentes. Os resultados vão permitir avaliar os impactos ambientais e a viabilidade técnica e econômica de cada alternativa. O experimento vai usar bezerros desmamados, que ficarão um ano no sistema.
1/9/2006
Graziela Delalibera

