Thursday, August 06, 2015

'Habemus papam ecologistum'



'Habemus papam ecologistum'

Evaristo E. De Miranda
25 Julho 2015 | 03h 00
A encíclica Laudato Si, do papa Francisco, emprega 74 vezes a palavra “natureza”, 55 vezes “meio ambiente” e uma só vez a expressão “Jesus Cristo”, aquela que designa a segunda pessoa da Santíssima Trindade. Já o mestre, não divinizado, chamado apenas de Jesus, aparece 22 vezes, o mesmo número de citações de “tecnologia” e menos de metade da “ciência”, evocada 55 vezes. Contudo, a Academia Pontifícia de Ciências, com mais de uma dezena de Prêmios Nobel, parece não ter contribuído muito e não é evocada. A palavra democracia não existe no texto.
A encíclica é densa. A questão ecológica é abordada não apenas em sua dimensão “natural”, mas no contexto humano, social, político, religioso e cultural. Fato raro, o papa fala na primeira pessoa do singular e deixa de lado o “nós”, característico de pronunciamentos pontifícios. Ele se dirige a crentes e não crentes e evoca a responsabilidade de todos em gerir a Terra: nossa casa comum. E defende um crescimento econômico com temperança e sobriedade, fundado em mudanças de comportamentos.
A encíclica não usa uma única vez as palavras capitalismo e socialismo. Já alguns “ismos” são de uso amplo: consumismo, individualismo, relativismo, antropocentrismo, ceticismo. Sobre um documento que coloca muitos questionamentos, cabem algumas questões.
Ciente da complexidade do tema, o papa reitera: “Há discussões sobre problemas relativos ao meio ambiente, onde é difícil chegar a um consenso. Repito uma vez mais que a Igreja não pretende definir as questões científicas nem substituir-se à política, mas convido a um debate honesto e transparente, para que as necessidades particulares ou as ideologias não lesem o bem comum” (188). Pode-se indagar: os homens e as sociedades podem ser geridos por consenso? Quais ideologias lesam o bem comum? Quem pode identificá-las? Qual a diferença entre necessidades (termo da encíclica) e interesses (termo na mídia) particulares na temática ambiental?
O balanço ecológico do progresso planetário, logo no primeiro capítulo, é negativo, pessimista e pouco equilibrado. Ele fala de poluição generalizada provocando milhares de mortes prematuras. Contudo, mais generalizado ainda foi o aumento da esperança de vida e da educação em todo o planeta, acompanhando o crescimento industrial e a tecnificação da agricultura. Nunca se viveu tanto, nunca se comeu tanto nem se estudou e se votou tanto em todo o planeta.
Problemas de poluição não existiam em sociedades pré-históricas. Se eles são concomitantes ao desenvolvimento, também foram e são resolvidos pelos avanços da ciência e da tecnologia. O desenvolvimento econômico é essencial para generalizar essas soluções e não transferir problemas. A exportação de indústrias poluidoras para países periféricos, estratégia de limpeza ambiental praticada há décadas por nações desenvolvidas, não foi lembrada na encíclica.
“Em muitos lugares do planeta, os idosos recordam com saudade as paisagens de outrora, que agora veem submersas de lixo” (21). Essa afirmação parece um pouco reducionista quando consideradas as condições insalubres nas quais se vivia até o começo do século 20 na Europa e nas quais ainda vive grande parte da população mundial. Não há razão para não investir numa gestão mais eficiente dos resíduos e na redução de sua produção, mas as paisagens de outrora, mesmo na Europa, sem drenagem ou barragens, eram marcadas por enchentes, epidemias, doenças crônicas, períodos de fome, com pessoas subnutridas em hábitats insalubres, sem aquecimento ou energia elétrica.
Sociedades economicamente desenvolvidas têm meios para cuidar de sua biodiversidade, reduzir a poluição, proteger e manter limpos mares e rios. Elas universalizaram o saneamento básico com tecnologias avançadas de gestão de efluentes. Em países ricos, o ciclo de vida das mercadorias é planejado; o lixo é classificado e reciclado; ecossistemas são preservados e desfrutados por uma população com amplas garantias sociais e acesso a intensa vida cultural.
Ao associar o uso de insumos modernos na agricultura apenas a seus possíveis efeitos tóxicos, a encíclica não faz justiça à segurança alimentar conquistada por recordes de produção. Nem aos ganhos de qualidade nutritiva e sanitária e à queda no preço dos alimentos que esses mesmos insumos, frutos de ciência e tecnologia, permitiram obter, beneficiando, sobretudo, os mais pobres. Unilaterais, os oráculos consultados pelo papa não tiveram aqui e alhures o justo equilíbrio. “Para os países pobres, as prioridades devem ser a erradicação da miséria e o desenvolvimento social dos seus habitantes” (172), diz o papa. Como atingir esses objetivos sem crescimento econômico e novas técnicas e tecnologias? Por consenso?
O papa Paulo VI já evocara o tema ambiental, em 1971, na Pacem in terris. S. João Paulo II foi o primeiro a convidar para uma conversão ecológica, apesar de a mídia tratar a ideia como novidade da Laudato Si. Ele o fez em 2002, com o patriarca de Constantinopla, Bartolomeu I, numa declaração comum pela salvaguarda da Criação, em Veneza.
Bento XVI tratou de ecologia ao longo de todo o pontificado. Graças a ele, o menor Estado do planeta tornou-se neutro em emissão de carbono e adotou metas ambientais ambiciosas. Não há indústria poluidora em seus 44 hectares (só faltava!). O papamóvel foi transformado em veículo flex. Painéis solares fornecem energia para a sala de audiências ao lado da Basílica de S. Pedro. Bento XVI também plantou uma floresta de 7 mil hectares na Hungria, destinada a compensar as emissões de gases de efeito estufa do Vaticano. Se o papa Francisco pode dirigir injunções ambientais aos outros países, é porque também, de certa forma, o Vaticano fez sua lição de casa.
*Evaristo E. De Miranda é pesquisador da Embrapa, doutor em Ecologia, é diretor do Instituto Ciência e Fé

Friday, May 08, 2015

Audiência pública decide por mais caçadores para conter javalis em SC

Audiência pública decide por mais caçadores para conter javalis em SC

http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2015/05/audiencia-publica-decide-por-mais-cacadores-para-conter-javalis-em-sc.html

No município mais afetado por javalis em SC só possui um caçador habilitado!

Audiência Pública – Frente de trabalho fará estudos para facilitar o abatimento de javalis no estado - Jornal - O Momento

http://www.adjorisc.com.br/jornais/omomento/local/audiencia-publica-frente-de-trabalho-fara-estudos-para-facilitar-o-abatimento-de-javalis-no-estado-1.1559439#.VU122X1v-2c

Javalis abatidos em Iracemápolis, SP

Javalis abatidos em Iracemápolis, SP

Fotos enviadas por Luis Fernando Fonseca

Thursday, May 07, 2015

ICMBIO: Explica porquê os javalis são uma espécie indesejada!

ICMBIO: Explica porquê os javalis são uma espécie indesejada!

http://www.icmbio.gov.br/portal/comunicacao/noticias/20-geral/6795-especies-exoticas-invasoras-ameacam-ecossistemas.html

Wednesday, May 06, 2015

Palestra sobre gatos vadios em Fortaleza, Ceará

Pesquisador Sanjay Veiga explica com clareza a verdade sobre os movimentos protetores dos animais e os impactos causados por cães e gatos em vida livre.

"Palestra Sobre Gatos Vadios em Fortaleza( parte 1)"

https://youtu.be/pm36-VHGt5o

"Palestra Sobre Gatos Vadios em Fortaleza( parte 2)"

https://youtu.be/ZHdzLkpsGww

Sunday, March 29, 2015

Caçar capivaras não pode, torturar até a morte sim...

Metade das capivaras morreu em condições "desumanas", caçar não pode, torturar até a morte sim...

http://sites.uai.com.br/app/noticia/encontrobh/atualidades/2015/03/27/noticia_atualidades,152781/ambientalistas-constatam-que-capivaras-capturadas-em-2014-estao-em-pes.shtml

Tuesday, September 16, 2014

Javali abatido em Rio Claro, SP

Foto com o pesquisador Felipe Pedrosa do Depto de Ecologia da UNESP Rio Claro, Eng. Agr. Rafael Salerno e o caçador Beto

Wednesday, October 31, 2012

Manejo de Fauna e Capivaras: Febre maculosa está em expansão no Estado de São Paulo


Por ser uma doença de dificil diagnóstico com certeza há muitos outros casos não registrados, muitos deles fatais...já passou da hora de enfrentarmos este problema e regulamentar o manejo racional e sustentável desta espécie.

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Eng. Agr. Rafael Salerno
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FONTE  http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/estado/2012/10/31/febre-maculosa-esta-em-expansao-no-estado.htm

31/10/201210h42

Febre maculosa está em expansão no Estado de São Paulo
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Agência Estado

A febre maculosa está reemergindo na área rural de São Paulo. Transmitida pela saliva do carrapato, a doença atingiu neste ano 40 pessoas. “Nitidamente, ela está em expansão no Estado”, constata o coordenador de controle de doenças da Secretaria da Saúde, Marcos Boulos.

O estudo Saúde Brasil 2011, do Ministério da Saúde, mostra que São Paulo concentra 70% de todos casos registrados no país entre 2007 e 2011. Em 2010, foram 57 casos no Estado. No ano passado, 73. Nesse período, a letalidade passou de 37% para 53%. “O diagnóstico tem de ser feito rapidamente. Mas muitas vezes o médico demora a suspeitar de febre maculosa”, diz Boulos. Quando a doença evolui para a forma grave, o tratamento fica difícil.

Os surtos registrados no Estado ocorrem na população do campo, geralmente entre aqueles que têm contato com capivaras, cavalos e, mais raramente, cães e gatos portadores de carrapatos infectados. Para Boulos, o aumento do número de casos pode estar relacionado à expansão da população de capivaras. “É preciso discutir como esse fenômeno pode ser revertido. Há uma questão ambiental, mas estamos falando de saúde pública”, completa.

O aumento da letalidade da febre maculosa é registrado em todo o país. Em 2011, a taxa nacional foi de 38%. O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, afirma que a variação não é algo marcante. “Temos de olhar os números com cuidado. Como o universo de pacientes com a doença é pequeno, qualquer alteração provoca uma diferença porcentual significativa”, diz. O secretário atribui o aumento, também, à melhora da investigação das causas de morte.

Mesmo com essas ressalvas, Boulos e Barbosa avaliam ser necessário aumentar a rapidez no diagnóstico. Os primeiros sintomas geralmente aparecem uma semana após a picada do carrapato contaminado. O quadro é parecido com o de outras doenças, o que dificulta a identificação: dor no corpo, febre, falta de apetite. A diferença são manchas avermelhadas em todo corpo, num segundo estágio, seguidas por problemas renais, neurológicos e hemorragias.

“Médicos devem perguntar se o paciente esteve em áreas rurais, em contato com carrapatos ou animais como cavalos e capivaras”, afirma Barbosa. Pessoas que vão para o campo ou têm contato com animais devem relatar o fato para médicos.
Hantavirose

O Saúde Brasil 2011 destaca aumento de letalidade por hantavirose no país. A taxa nacional de 2011 foi a maior registrada desde 2000: 53% dos pacientes morreram. Barbosa afirma que esse aumento é associado aos mesmos fatores: diagnóstico tardio, melhora na identificação das causas de óbito e um universo relativamente pequeno de casos, o que leva a porcentuais elevados de variação.

“Assim como a febre maculosa, os sintomas da hantavirose são parecidos com os de outras infecções, daí a necessidade de o médico estar atento”, afirma Barbosa. “São duas doenças graves, cujo desfecho está intimamente ligado ao diagnóstico precoce.”
Entre 2000 e 2011, foram confirmados 1.440 casos da hantavirose em todo o país. Mato Grosso registrou o maior número de casos: 240, o equivalente a 16,6% do total.
A doença é transmitida por roedores silvestres e provoca uma síndrome pulmonar. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.




Wednesday, August 08, 2012

Cervideo é nova espécie invasora no SP, PR e BA


De raro este animal não tem nada...tem até correndo pelas ruas de Salvador/BA:

Veado raro no Brasil é atropelado e levado para associação em Assis, SP 
Animal é de uma espécie rara no Brasil e pesa mais de 120 quilos. Ele sofreu uma fratura na bacia e será tratado no local.


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Sunday, July 29, 2012

Gestão de fauna no México - um exemplo a ser seguido pelo Brasil

Gostaria de dar conhecimento a todos de como funciona o Sistema de Unidades de Manejo (SUMA) estabelecido no México desde 1997 e os resultados que vem sendo obtidos por lá a partir de um posicionamento mais pró-ativo em relação ao manejo de fauna e à iniciativa privada.

Para maior compreensão do que é o SUMA, por favor leiam: 

Nestes quinze anos de atuação a superficie registrada sob manejo já alcança mais de 37 milhões de hectares:

Com mais de 11 mil propriedades rurais registradas:

Distribuidas por todo o país:

As autoridades ambientais em conjunto com os centros de pesquisa governamentais desenvolveram planos de manejo extensivos e intensivos para as mais diversas espécies incluindo muitas das quais também possuimos aqui no Brasil:
Atenção - todos disponiveis para download!

Em função dos planos de manejo são autorizadas taxas de aproveitamento para cada Unidade de Manejo:

Que ainda assim devem cumprir para cada estado uma época de caça/captura pré-determinada:

Outro enorme avanço frente a legislação e regulamentação brasileira é a possibilidade de exploração sustentável da captura para fins de subsistência de aves canoras e ornamentais

Possuindo também regulamentação clara sobre espécies, épocas, locais e quantidades: http://www.semarnat.gob.mx/temas/gestionambiental/vidasilvestre/Documents/Aves_Canoras_2012-2013.pdf 

E o resultado final é o que todos buscamos a conservação das espécies e seu habitat gerando ainda emprego e rendas no campo, vejam no perfil abaixo fotos de algumas caçadas no México com cervideos, pecarideos, cracideos, columbideos e aves aquaticas, inclusive uma caçada fotográfica de onça pintada

Sucesso a todos,

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Monday, March 05, 2012

Piscicultura passa por momento de expansão em diversos estados


04/03/2012 08h15 - Atualizado em 04/03/2012 08h18


Produção em MT cresceu 70% entre 2007 e 2009. 
Estado só perde para RS, São Paulo, Santa Catarina e Ceará.

Do Globo Rural
1 comentário
A carne de peixe, a mais consumida no mundo, ainda tem pouco espaço nos supermercados brasileiros, quando comparada à carne de boi, de frango ou porco. Mas o consumo e a produção de pescado no país estão crescendo. Entre 2007 e 2009, a produção de peixe cresceu cerca de 60%. Mato Grosso, terra dos grãos e do boi, superou essa média nacional de crescimento e aumentou sua produção em 70% no período.
Em 2007, um brasileiro comia, em média, pouco mais de sete quilos de peixe por ano. Dois anos depois, passou para nove quilos, e ainda falta para chegar aos 12 quilos por habitante/ano, média recomendada pela FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação).
Um dos motivos para o Mato Grosso ter superado a média nacional de crescimento neste setor, é o forte investimento feito em Sorriso, no médio norte do estado.
O empresário João Pedro da Silva foi pioneiro na produção de piscicultura em Mato Grosso e começou o cultivo em 1992. “Éramos eficientes como produtores, produzíamos bem soja e milho, mas o frete para levar esse produto para o sul do país era muito caro. Fomos buscar, então, formas de converter a proteína vegetal em animal e o peixe foi um dos veículos que nós fomos buscar para fazer isso”, explica o piscicultor.
Hoje, a Delicious Fish, empresa de João Pedro, também fatura com o bom momento do setor. Nos últimos cinco anos, sua produção anual saltou de mil para três mil toneladas de peixe. Eles fazem seus próprios alevinos, vendem parte deles, engordam a outra parte, e ainda processam toda a sua produção e, a de mais 30 parceiros, em um frigorífico próprio, localizado em Cuiabá.
A fazenda trabalha basicamente com três híbridos de espécies amazônicas: o pintado da Amazônia, cruza de cachara e jundiá; o tambacu, fruto de mãe tambaqui e de pai pacu; e o tambatinga, mistura de mãe tambaqui com pai pirapitinga, carro-chefe da empresa.
Para aumentar ainda mais sua produção e atender um mercado que não para de crescer, João Pedro investe em várias frentes. Uma delas é o melhoramento genético das espécies amazônicas. Há dois anos, ele abriu as portas da fazenda e se tornou parceiro do Aquabrasil, programa coordenado pela Embrapa, que tem como objetivo promover um salto tecnológico na aquicultura brasileira. A empresa de João se tornou sede dos experimentos envolvendo o cachara e o tambaqui.
Enquanto os ganhos com melhoramento genético não chegam, o piscicultor busca resultados a curto prazo. Seguindo sugestão de pesquisadores, como o zootecnista Darci Fornari, ele tem apostado em um sistema de cultivo super adensado, chamado "raceway". “Ele é caracterizado por alta renovação de água, de duas a quatro vezes o volume total por hora, e alta densidade de peixes. Hoje, nós estamos com quase 100 toneladas por hectare”, explica Darci.
Eles também estão de olho em outras espécies nativas com potencial de mercado. O pirarucu, considerado o gigante da Amazônia, é o próximo da lista. Dos peixes de escama de água doce, o pirarucu é o maior do mundo. Na natureza, pode chegar a três metros de comprimento e cerca de 200 quilos.
O problema é que o pirarucu, durante muito tempo, foi super explorado. Para proteger a espécie, a pesca foi proibida. Comer pirarucu hoje só é possível se ele vier de cativeiro ou áreas de manejo, que não são muitas. Este cenário é uma oportunidade de negócio que João Pedro não quer deixar escapar. “O pirarucu tem a vantagem do grande ganho de peso e é um peixe que descama igual ao bacalhau. Nós pretendemos vendê-lo como o bacalhau brasileiro”, explica.
As matrizes e os reprodutores já estão bem adaptados ao cativeiro: têm bom ganho de peso. O desafio agora é fazer com que eles se reproduzam nos tanques. “O pirarucu é um dos poucos animais que o homem não pode pegar um macho e uma fêmea e fazer reproduzir, ele tem que namorar, se afinar e criar o casal espontâneo”, explica o produtor.
Investimentos e produção acelerada
Muitas empresas estão investindo alto neste mercado para colocar nas prateleiras dos supermercados uma ampla linha à base de peixe. A última empresa a se instalar na região chegou com investimentos de R$ 80 milhões e, em apenas dois anos, já processa cerca de 20 toneladas de peixe por dia. A Nativ já é considerada uma das empresas mais modernas do país no seu segmento.
Pedro Furlan, diretor-presidente e fundador da empresa, pretende implantar o mesmo modelo de produção do frango e do porco, no peixe. “Com profissionalismo, com gestão, controle de qualidade, rastreabilidade em todo o processo produtivo, com conceito de inovação, de praticidade, diferente do que o mercado de pescado no Brasil normalmente trabalha”, afirma.
Para abrigar seus tantos planos, Pedro não escolheu Sorriso por acaso. Além do município ser grande produtor de grãos, matéria-prima para ração dos peixes, também tem estradas e todo suporte logístico necessário para um grande frigorífico.
O perfil empreendedor do produtor rural da região também agrada. Outro ponto importante é que Sorriso fica na bacia Amazônica, onde se pode criar facilmente espécies da Amazônia com grande potencial de mercado, as queridinhas da empresa.
Surubim e tambaqui são criados por produtores parceiros. Em seus 80 hectares de lâmina d’água, a empresa engorda tilápia, peixe exótico já muito adaptado ao Brasil, e principalmente pintado da Amazônia (com produção própria de alevinos).
O pintado da Amazônia é fruto do cruzamento da mãe cachara com o pai jundiá. O resultado é um peixe de couro pintado, cabeça pequena, carne branca e saborosa. Da mãe, o pintado herda a mansidão, e do pai, a característica de não gostar de comer outros peixes, facilitando a criação em cativeiro.
Matrizes e reprodutores são capturados na natureza, com autorização dos órgãos ambientais. As fêmeas em período final de maturação recebem doses de hormônio que estimulam a liberação dos ovos. Para fazer a fecundação, técnicos do laboratório de reprodução coletam o sêmen do macho.
Na fêmea, a produção de ovos é abundante e as doses de sêmen são delicadamente misturadas aos ovos. Depois, eles adicionam água para ativar os espermatozóides, que vão fecundar os ovos e dar origem às larvas de pintado. Em menos de 24 horas, os ovos eclodem, dando origem às larvas.
Quando as larvas iniciam seu processo de metamorfose e ganham as cores e as características do pintado, são transferidas para tanques azuis, e passam a ser chamadas de alevinos. Já comendo ração, eles seguem para tanques-berçários, onde ficam, pelo menos, mais um mês.
Em plena safra, eles conseguem produzir até 100 mil alevinos por semana. “Os peixes chegam com peso médio de 250g e são engordados até 1,5kg. Dura sete meses esse tempo de engorda”, explica Lisandro Bauer, engenheiro de pesca.
A sala de abate foi montada para atender às normas de bem-estar animal. Os peixes perdem todos os sentidos antes de morrer e, assim, não sentem dor. “Nós baixamos a temperatura com água e gelo próximo a 0°C para que o animal seja insensibilizado”, afirma Jeferson Krugina, gerente de processo.
Ao todo, a empresa emprega 350 pessoas. Parte dos cortes limpos, que saem das mãos destes funcionários, é vendida apenas congelada: lombo e costela de tambaqui, filé e pedaços de tilápia e pintado são alguns dos produtos. A empresa também tem uma linha de processados e empanados, já nas gôndolas das principais redes de supermercados do país.
Hoje, a empresa ainda trabalha abaixo da sua capacidade, por isso, seu foco está voltado para a implantação de um modelo sólido de parceria com os piscicultores da região, que funcionaria nos moldes do que acontece hoje com o frango e o porco. “A gente vai trabalhar na integração, fornecendo todos os insumos, medicamentos, alevinos e ração, e ainda garantir a compra no final desse processo de integração”, explica Fernando Frozza, supervisor de parcerias.

Wednesday, November 30, 2011

Espécie invasora: Pitons de até 6 m engolem de tudo nos EUA: veado, onça e até crocodilo, Veja fotos!


Pitons de até 6 m engolem de tudo nos EUA: veado, onça e até crocodilo, Veja fotos!PDFImprimirE-mail
24 DE JULHO DE 2007
python_1Skip Snow, um biólogo que trabalha para o governo federal dos Estados Unidos no parque nacional de Everglades, adoraria dedicar seus dias ao estudo da variedade estonteante de fauna nativa nesse "rio de grama" de 600 mil hectares localizado a oeste da metrópole de Miami, que nunca pára de crescer. Mas nos últimos tempos ele tem dedicado mais tempo ao estudo de restos de animais e mamíferos do parque, extraídos dos estômagos de jibóias birmanesas atropeladas ou capturadas no Estado.
As cobras asiáticas representam a mais recente, e espetacular, expansão na lista de espécies alienígenas que vêm invadindo a biologia da Flórida. Abrindo um refrigerador em um dos laboratórios do parque, Snow exibiu sacos plásticos rotulados por tipo e data, cada qual contendo pêlos, penas, ossos e outros restos de animais que recentemente foram consumidos pelas jibóias.
python_8"Nós encontramos de tudo, de mamíferos de pequeno porte a uma onça, e recentemente os cascos de um cervo", disse Snow. "Havia pássaros ribeirinhos e aquáticos, aves de outros tipos e pelo menos um grande crocodilo".
As jibóias do sul da Ásia, que podem atingir os 6 m de comprimento e aos 100 kg de peso, chegaram ao parque como resultado do crescente comércio internacional de animais exóticos. Jibóias de um ano são produto popular em feiras de répteis e na Internet, onde são vendidas por cerca de US$ 70, mas alguns anos mais tarde elas crescem o suficiente para devorar gatos ou ocupar metade de uma sala, o que leva alguns proprietários a abandoná-las à beira de estradas. Isso talvez não represente problema ecológico em Detroit, diz Snow, mas em um parque da Flórida, região quase tropical, a situação é um pesadelo.
Algumas estimativas grosseiras estimam a população de jibóias de estimação no Estado em mais de cinco mil. De 2002 para cá, mais de 350 cobras do tipo foram encontradas no parque, e outras surgiram nos mangues ao longo da costa oeste da Flórida e em regiões mais setentrionais do Estado. O número de exemplares localizado cresce em cerca de 10 por ano, segundo Snow.
python_4Em maio de 2006, os biólogos confirmaram que as jibóias dos Everglades não representavam uma curiosidade passageira, ao localizarem os primeiros ovos da espécie. "Havia 46 ovos, 44 dos quais férteis", disse Snow. Pouco mais tarde, eles descobriram mais duas dúzias de ovos, já chocados. Há muitos sinais, segundo ele, de que as jibóias continuam a colonizar novos territórios. "Trata-se de uma espécie realmente feita para invadir".
Snow e outros biólogos especialistas em fauna estão envolvidos em uma espécie de cruzada, nos últimos meses, pressionando o governo federal e o estadual a reprimir o comércio de espécies exóticas, acelerar suas respostas à presença de invasores em regiões selvagens e expandir o sistema federal de prevenção a fim de identificar com antecedência os animais e plantas importados que têm mais chance de se difundir no país.
Embora exista um Conselho Nacional de Espécies Invasivas cujos membros incluem ministros, o trabalho básico de filtragem preventiva de espécies cabe a alguns poucos biólogos no Serviço de Fauna e Pesca, no Departamento da Agricultura e no Departamento de Saúde e Serviços Humanos. A vasta maioria do US$ 1 bilhão que o governo dedica a espécies invasivas a cada ano se destina à administração de problemas existentes, e apenas 10%, de acordo com um relatório recente do governo, são destinados à prevenção. O governo mesmo estima que espécies invasivas custem US$ 100 bilhões anuais à economia do país.
python_9A jibóia pode se tornar uma espécie de símbolo público das espécies invasoras, disse Snow, mas não está sozinha em termos de potencial de perturbação a ecossistemas, pessoas e atividades econômicas, quando estabelecida. Além de centenas de espécies importadas por acidente, há inumeráveis plantas e animais importados propositadamente que se tornaram complexos e dispendiosos problemas. E quando esses problemas se tornam perceptíveis, quase sempre é tarde demais, ou caro demais, erradicá-los, dizem os especialistas.
Ainda assim, essas espécies só tendem a se tornar prioridade depois que se estabeleceram, eles afirmam. Foi só este ano que uma nova lei da Flórida estabeleceu que seis répteis, entre os quais a jibóia eram "causa de preocupação". O Estado em breve passará a exigir que os proprietários paguem US$ 100 ao ano para licenciar esses animais, e que instalem microchips de identificação nos bichos que adquiram.
David Lodge, diretor do Centro de Conservação Aquática da Universidade Notre Dame, conduziu diversos estudos sobre a questão, entre os quais uma pesquisa para a Sociedade Ecológica Norte-Americana, no ano passado, na qual ele pedia por mais investimento e mais ação do governo federal. "Quando se trata de importar organismos vivos, nossas normas são inteiramente reativas", ele afirmou. "É como se, no mercado de alimentos ou remédios, a importação de qualquer produto fosse intrinsecamente autorizada até que ele mate alguém, e só então estudaríamos regulamentos que o proíbam".
Com as espécies invasoras, porém, a situação na verdade é potencialmente pior, porque proibi-las a posteriori não elimina a ameaça. Como diz Snow, "espécies invasoras continuam a se expandir, devido ao imperativo biológico da reprodução".
python_5Snow, além de caçar as jibóias que localiza e pressionar por mais verbas preventivas, também difunde suas idéias junto à população. Ele costuma fazer apresentações a grupos comunitários sobre as jibóias, e não economiza detalhes, narrando como elas matam animais de estimação ¿e seus proprietários.
Um dos slides que ele usa diz: "Você quer mesmo ter em casa uma cobra que pode superar os 6 m de comprimento e os 100 kg de peso, urina e defeca como um cavalo, vive mais de 25 anos e para a qual você terá de matar ratos, camundongos e, um dia, coelhos?" -- Por: Andrew C. Revkin, para The New York Times / Tradução: Paulo Eduardo Migliacci ME

Tuesday, November 29, 2011

Operação Zenaida 2011...ou operação jaboticaba

Enquanto aqui prendem e multam os coitados dos sertanejos, na Argentina, Uruguay e até Paraguay a caça é regulamentada gerando milhares de empregos e milhões em renda nas comunidades rurais...por lá estes passaros nunca irão acabar porque a comunidade agora depende da economia do turismo da caça onde estrangeiros incluindo brasileiros pagam diárias de US$ 450 para poder abater estes animais. Hoje o manejo das lavouras e da paisagem é voltado a conservar e promover estas e outras espécies as quais compartilhamos.

Enquanto aqui o IBAMA enxuga gelo e faz ações que são cortina de fumaça e não resolvem a questão, nestes outros países a espécies gera por meio de licenças e impostos recursos para sua própria conservação e do habitat.

Na verdade a irracionalidade e a tragédia ambiental está virando uma tradição e é hipocrisia não ver o que está realmente acontecendo em nosso país, o que aconteceu com o Ninhal de Tarumã/SP onde milhões de individuos desapareceram misteriosamente sob conivência das autoridades...há um caso muito mais recente ocorrido no MS, e isso ainda vai ser trazido a tona desmascarando muitos bandidos disfarçados de autoridades ambientais.


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Operação Zenaida 2011 preserva a reprodução da arribaçã no sertão paraibanoPDFImprimirE-mail
João Pessoa (28/11/2011) – Como parte do planejamento anual de operações do Ibama, equipe de fiscalização da Superintendência do Ibama na Paraíba deslocou-se recentemente ao sertão paraibano com objetivo de realizar a operação Zenaida, que vem sendo realizada há muitos anos para coibir a caça predatória da ave migratória Zenaida auriculata noronha, nossa popular arribaçã, que, nessa época do ano, ainda está em fase de postura de ovos, aparecendo em grandes bandos no sertão paraibano, e cuja caça predatória (das aves adultas), com a destruição de seus ninhos e ovos, vem colocando a espécie em risco.

Como resultado da operação Zenaida em 2011, foram aplicados 33 autos de infração e as multas somaram R$126,4 mil. Foram ainda apreendidas 114 aves vivas e 28 animais abatidos. As ações foram realizadas nos municípios de São João do Rio do Peixe, Sousa, São José de Piranhas, Pombal, São Bentinho, Cajazeiras, Jardim de Piranhas, São Bento, São Domingos de Pombal, Taperoá e Picuí.

Desde o início do período das chuvas e pelos meses seguintes, grandes bandos de arribaçãs começam a surgir para se alimentar e fazer seus locais de postura de ovos. A alimentação preferida dessas aves são as sementes de capim, de marmeleiro e outras variedades de sementes típicas da caatinga. Graças às incursões da fiscalização e sua permanência periódica nas áreas críticas de ocorrência das arribaçãs, uma boa parte dos ovos postos tem tido sua eclosão garantida.

De acordo com o analista ambiental Jaime Pereira da Costa, chefe de operações de fiscalização no estado, durante a captura das arribaçãs, à noite, indefesas em seus ninhos, ocorre grande crueldade, com os caçadores matando os animais a pauladas e pisoteando seus ovos, comprometendo seriamente as novas gerações de avoantes, o que a longo prazo irá resultar na redução drástica da presença deste animal no sertão paraibano e empobrecendo nossa fauna.

A arribaçã é tradicionalmente consumida na região como “tira-gosto”. No entanto o abate ou a captura de qualquer animal silvestre é crime e o costume de capturar os animais na época de sua reprodução, quando se agrupam em grande bandos, constroem seus ninhos e ficam mais suscetíveis à caça predatória, vem prejudicando a espécie em toda a região Nordeste, verificando-se a diminuição de sua população ano após ano.

Em anos anteriores, a operação Zenaida contou com o apoio do Batalhão de Polícia Ambiental. Em certa ocasião, chegaram a ser apreendidas até 35 mil sangras (petrechos de caça), que foram devidamente incineradas nos locais de apreensão. Uma avaliação de custo e benefícios revela que o prejuízo dos caçadores que utilizam esta modalidade de crime ambiental (captura das aves com armadilha) tem sido razoável, partindo do princípio de que a confecção de cada armadilha custa R$ 2,00. Também, em alguns anos, os pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa para Conservação das Aves Silvestres (CEMAVE) acompanharam a equipe do Ibama e, em paralelo às ações de fiscalização, desenvolveram seu trabalho de levantamentos de dados e anilhamento de exemplares para posterior monitoramento de seu percurso migratório.

O analista ambiental do Ibama Jaime Pereira da Costa chegou, inclusive, a desenvolver uma metodologia de pesquisa nas áreas de postura das arribaçãs com objetivo de fornecer números mais exatos sobre a dinâmica de população e avaliar o índice de sobrevivência desta espécie. Também tem sido feito um trabalho de sensibilização dos produtores rurais nas comunidades visitadas e, graças à presença do Ibama nos locais de postura, têm sido inibidas muitas ações predatórias, permitindo-se a sobrevivência de milhares de aves.

Ascom - Ibama/PB

Monday, October 31, 2011

Quantas mortes mais Brasil??? Carro bate em capivara, capota e família morre em SP

Este ano talvez fique marcado como o ano onde mais pessoas morreram por colisões com capivaras nas estradas do que por febre maculosa, doença fatal também transmitida por esta espécie, como se já não bastassem todos os  anos produtores de todos os tamanhos sofrem milhões em prejuizos devido a ataques causados por estes animais. Vejam estes três acidentes distintos:

Carro bate em capivara, capota e família morre em SP

Capivaras podem ter causado acidente com cinco mortos e 11 feridos

Capivara causa acidente com 7 mortes em rodovia


Aonde estão o poder público e as autoridades ambientais para levar soluções deste problema para a sociedade??? Será que estas vidas e o drama desta familia não valem nada? Ou valem menos do que estes animais?

Malditos protetores dos animais!!! Que com sua hipocrisia pseudo-ambiental protegem espécies exóticas invasoras como javalis, cães e gatos e impedem nosso país de gerir nossa fauna de forma racional e sustentável!!!

Quantos brasileiros precisam morrer de leishmaniose visceral, febre maculosa, colisões nas estradas pra satisfazer o ego inesgotável destes sanguessugas que na primeira oportunidade se transformam em parasitas de prefeituras por meio de convênios que desviam recursos de postos de saúde, creches, asilos e orfanatos para abrigos de cães...parasitas assassinos é o que eles são, pior cego, conivente e até cumplices são as autoridades que a isso conscentem...não demora e sairá estampado nos jornais os desvios destes abrigos apadrinhados por muitos politicos conhecidos.

Algo maior está acontecendo rapidamente no Brasil e a omissão do poder público tem sido o maior patrocinador deste fenômeno que é a expansão dos javalis e seus hibridos no Brasil...estes animais são famosos pelo volume de colisões que provocam nos países que possuem populações estabelecidas desta espécies, mesmo no primeiro mundo países como a França com território menor do que MG registra anualmente mais de 20 mil colisões...o que vocês imaginam que isso irá se transformar no Brasil? Se tem dúvida assitam este video da colisão entre um caminhão e um javali no MT, foram só danos materiais? Então vejam a noticia de um coitado que perdeu a vida na estrada de um estado que NÃO PERMITE O CONTROLE DESTA PRAGA:

Javali causa morte na estrada no interior de SP(com fotos do acidente)

Precisamos de programas urgentes de Gestão de Fauna em nosso país, coisa séria, racional e abrangente, chega de tapar o sol com a peneira...tem gente morrendo!

Acredito que todos nós temos papel importante na luta por um país melhor e para que tragédias como essas não virem rotina em nosso país que já sofre com tantas outras tragédias diárias...que cada um faça sua parte!

Saturday, October 22, 2011

Confirmada condenação para caçador que abateu 46 pombas no Oeste Catarinense

Em MG estas pombas são chamadas de "verdadeiras" e também são pragas severas de lavouras récem-plantadas...Pobre coitado do cidadão...o agricultor pode envenar aos milhares sem problema como aconteceu com o Ninhal de Tarumã/SP, mas matar algumas pra comer o cidadão não pode. Nos EUA e Argentina somam-se populações de centenas de milhões de pombas que convivem de forma sustentável com a agricultura por meio da caça regulamentada. Nos EUA a caça regulamentada movimenta US$34 bilhões anualmente à economia e gera ao estado US$ 2,2 bilhões que são a principal fonte de financiamento dos programas de conservação da biodiversidade.




Confirmada condenação para caçador que abateu 46 pombas carijós no Oeste

   A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça manteve sentença da Comarca de Itapiranga, no Extremo Oeste do Estado, que condenou Walter Dietz à pena de dois anos de reclusão e seis meses de detenção – transformada em prestação de serviços comunitários - mais multa de cinco salários-mínimos, por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e caça de espécimes da fauna silvestre.
    Ele e seu filho, de apenas 11 anos, embrenharam-se nas matas da cidade e de lá retornavam com 46 aves abatidas, conhecidas como “pombas carijós”, quando foram flagrados pela polícia ambiental. O caçador não se conformou com a decisão de origem e apelou para o Tribunal com pedido de absolvição. Alegou não ter sido flagrado na posse de nenhuma arma de fogo, e inexistir comprovação do grau de sua eficiência.
    Disse, ainda, que as pombas abatidas são consideradas uma praga para a lavoura, de modo que a caçada não poderia ser considerada crime, já que não teria prejudicado a espécie em questão ou o ecossistema. Por fim, requereu que os dois crimes fossem considerados uma única conduta, com a devida redução da pena.
   Em votação unânime, a 1ª Câmara Criminal negou todos os pedidos do réu, porque ficou provado que este saiu decidido a caçar as aves, abatidas sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, por meio de arma de fogo, de que não detém porte, tampouco registro. Também não se pode desprezar o fato de que abateu 46 delas.
    "Verifica-se não ser possível acolher o pedido de atipicidade da caça a aves. Isso porque o fato da espécie de pássaro objeto da caça ser considerada uma 'praga' na região, não retira a tipicidade do fato. A Lei é um imperativo direcionado a todos e qualquer exceção quanto à caça de determinadas espécies deve ser autorizada pelo órgão competente", observou o relator da apelação, desembargador Rui Fortes.
   Para o magistrado, como se não bastasse a eficiência do armamento estar amplamente demonstrada pela quantidade de aves abatidas, é sabido que o porte ilegal de arma de fogo é crime de perigo abstrato e de mera conduta, em que a capacidade de dano à incolumidade pública é presumida

Fonte. Tribunal de Justiça de Santa Catarina